quarta-feira, 7 de setembro de 2022

A lenda do candeeirol de Capelins

 A lenda do candeeirol de Capelins 

Como sabemos, antigamente não existiam transportes rápidos para as pessoas de Capelins se deslocarem de suas casas para o trabalho no campo, ou para outras localidades, fosse para tratar de assuntos ou para assistirem a festas e bailes. Assim, conforme as distâncias que tinham de percorrer, os capelinenses começavam as viagens muito cedo, na escuridão da noite, em alguns casos, pelas três/quatro horas da manhã, por caminhos perigosos, pedregosos ou enlameados, de difícil circulação para pessoas e animais, mas não havia alternativas.
Existiram sempre boatos sobre fantasmas, que apareciam com diversas formas, desde animais a objetos brilhantes e outros.
 Este caso que vamos contar passou-se na estrada que ligava as terras de Capelins a Terena, vinha desde o Porto da Cinza, passava pelas Bispas, Calados, Serranas, Ferreira, Cebolal, Nabais, Ai Ai, Monte Branco, Ribeiro do Alcaide, Vila Velha, Terena. Havia um espaço nesta estrada, desde a entrada na herdade de Nabais, no cruzamento das duas estradas, até junto ao Monte de Nabais, onde por vezes aparecia um fantasma! Numa madrugada, muito cedo o meu tio foi desde Capelins de Cima para a casa do avô (meu bisavô), que morava no Monte da Hortinha, junto a Faleiros, quando chegou à referida encruzilhada, olhou à sua esquerda e vê um clarão de um candeeirol da altura de uma pessoa que o seguia, ficou muito assustado e, começou a andar mais rápido e depois a correr, mas o mesmo acontecia com o fantasma, seguia sempre a seu lado. Como o medo era tanto, pensou em pedir ajuda no Monte de Nabais, mas quando chegou perto deste Monte, o fantasma deu um estouro e desapareceu!.
 A partir desse dia, o meu tio, nunca mais foi para o Monte da Hortinha antes do raiar da aurora! 
Parece que, o fantasma, continua a andar naquele trajeto, mas já lá não passam pessoas.


Fim 
Texto: Correia Manuel 




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