segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Os tradicionais cortiços de cortiça, na Freguesia de Capelins

Os tradicionais cortiços de cortiça, na Freguesia de Capelins 

Os cortiços de cortiça eram/são um tipo de colmeias muito antigos, usados para a criação de abelhas e produção de mel, no Alentejo e, neste caso, na Freguesia de Capelins.

Os cortiços de cortiça, tinham cerca de um metro de altura e cerca de trinta centímetros de diâmetro, eram feitos por artesãos especializados no domínio da cortiça, mas neste caso, pouco tinham a alterar, visto o seu formato ser o mesmo, diretamente extraído dos troncos dos sobreiros, e consistia num cilindro fechado com cavilhas de madeira de cima a baixo, tal como o fundo que, também era feito em cortiça cortada mais larga para servir de base e fixado com o mesmo tipo de cavilhas e uma tampa superior, encaixada, de forma a ser retirada quando faziam a crestação, ou seja, a extração do mel, em finais de Maio, início de Junho e, geralmente levavam uma laje de xisto em cima para resguardar a tampa e, também para o cortiço ficar mais seguro e não tombar devido a algum eventual vendaval e, ao fundo do cortiço, existia uma pequena janela por onde as abelhas entravam e saiam no seu vaivém, as abelhas fixavam os favos no interior do cortiço, depositando cera no teto e nas paredes internas e para garantir que a estrutura pesada do mel não caísse as abelhas usavam uma resina vegetal colado por elas para isolar a superfície e para criar bases de apoio para os favos do mel, mas os apicultores ajudavam as suas abelhas, colocavam varas de esteva que atravessavam o cortiço em cruz, que eram chamadas de trancas ou poleiros.

A cortiça é leve, impermeável e funciona como um excelente isolador térmico, mantendo a temperatura estável, fresco no verão e, quente no inverno.

Na Freguesia de Capelins, existiam muitos colmeais, logo muitos cortiços que eram comprados nas feiras da região, onde os artesãos se deslocavam a fazer a sua venda, vindos de Estremoz, Evoramonte, Évora e de Cortiçadas de Lavre, que segundo uma lenda, ganhou essa designação por fazerem lá muitos cortiços e ser terra da cortiça, mas também, havia artesãos nesta Freguesia que os faziam.

Os cortiços de cortiça, são um símbolo do património etnográfico histórico cultural, na Freguesia de Capelins. 

Fim 

Texto: Correia Manuel 

Fotografia: Internet ecos da charneca

Cortiços de cortiça 




domingo, 11 de outubro de 2026

As tradicionais trempes de ferro, na Freguesia de Capelins

 As tradicionais trempes de ferro, na Freguesia de Capelins 

Uma trempe era/é um suporte em ferro, tradicional, com três pés usado para apoiar os tachos, panelas e tijelas de fogo, quando cozinhavam a comida ao lume, nas cozinhas rurais do Alentejo e, neste caso, na Freguesia de Capelins.

As trempes eram feitas em ferro temperado por artesãos ferreiros, nas Forjas, tinham diversas dimensões e robustez para suportar o peso de grandes tachos com comida, sendo o seu feitio quase todo igual, era um circulo de ferro com três pés e algumas com três pequenos braços que partiam do circulo onde estavam fixados à mesma distância, em direção ao centro onde rebaixavam sem se juntarem, para apoiar as peças que tinham o fundo mais estreito do que o circulo.

As trempes, geralmente tinham a altura de quinze a vinte centímetros, e metiam a lenha  pelo meio dos pés delas, para arder no lume e produzir chama e brasas.

Nas Aldeias de, Faleiros, Ferreira e Montejuntos, todas as casas tinham, pelo menos uma trempe, porque toda a gente fazia lume à chaminé e, sempre que precisavam de fritar ovos, carne, peixe, batatas, fazer sopas de tomate, migas, diversas açordas  e outras comidas, tinham de meter a trempe sobre o lume para apoiar as tijelas de fogo, tachos ou frigideiras ou sertãs, porque não existiam outras alternativas, só mais tarde, nos finais do século XIX, surgiram os fogões a petróleo e a gás, mas só chegaram a Capelins no século XX.

Nas grandes cozinhas dos Montes das herdades da Freguesia de Capelins, existiam muitas trempes de todos os tamanhos e feitios, porque a comida para os lavradores e família, e para os criados que andavam a de comer, era cozinhada ao lume, embora a maioria fosse  cozinhada em panelas, mas faziam sopas de tomate com toucinho, migas e diversas açodas, que eram feitas em tijelas de fogo de barro, sendo preciso as trempes para o seu apoio sobre o lume.

Como os cozinhados eram todos feitos ao lume, também, algumas carnes das matanças dos porcos, como os torresmos para a manteiga, barbela, entrecosto, lombo e outros, eram fritas em grandes tijelas de fogo, ou em grandes tachos de cobre, sendo preciso trempes de ferro robustas, para os suportar sobre o lume.

A trempe de ferro, é um símbolo do património etnográfico histórico cultural, na Freguesia de Capelins.

Fim 

Texto: Correia Manuel

Fotografias: Correia Manuel 

Trempe de ferro 

















sábado, 10 de outubro de 2026

Os tradicionais carros de bestas e de bois, na Freguesia de Capelins

Os tradicionais carros de bestas e de bois, na Freguesia de Capelins

Os carros ou carroças de bestas e de bois eram/são veículos de tração animal utilizados na agricultura, e no transporte de pessoas e bens em todo o país, neste caso, na Freguesia de Capelins. 

Os carros de bestas e de bois eram construídos em madeira e ferro, por artesãos chamados abegões e ferreiros, embora as suas funções fossem as mesmas, existiam diferenças entre ambos, adaptadas aos animais que os puxavam, assim como, às necessidades do trabalho de cada um.

A base dos carros era de madeira muito robusta, tinham uma trave ao meio que incluía a rabicha, tipo a coluna e as tábuas continuavam para ambos os lados até aos taipais laterais suportados por uma carreira de pequenos postes de madeira encaixados na base e num barrote redondo ao longo do carro por cima, e por baixo eram reforçados com fortes travessas de madeira, ainda é de salientar que, os carros das muares, estavam obrigados a ter uma licença de circulação emitida pela Câmara do Concelho onde os donos residiam.

As rodas dos carros, tinham fortes raios de madeira com aros de ferro, metidos na madeira enquanto estavam em brasa, fixos com cavilhas de ferro, as rodas tinham uma manga que entrava no eixo de ferro temperado, com aplicação de massa contra aquecimento devido à fricção do ferro e por fora eram trancadas com uma cavilha de segurança, e tinham um travão de manivela que apertava o calço de ferro contra o aro da roda, e auxiliava os animais a segurar o carro nas descidas mais acentuadas.

Estes carros podiam ser puxadas por uma única muar ou por duas, chamada uma parelha, e faziam diferença na sua dimensão, sendo os puxados por uma muar com duas varas laterais, a que chamavam varais, que ligavam o corpo do carro à canga ficando a muar metida entre os ditos varais, enquanto os carros de parelha, eram maiores e mais robustos, podendo carregar maiores quantidades de cereais, lenhas, terra e pedras, palhas e outros, tinham apenas um varal muito forte, de madeira maciça, fixada ao meio do carro e era ligado à canga da parelha, ao meio delas.

Os carros de bestas eram mais leves e ágeis, do que os carros de bois, ideais para fazerem os transportes mais rápidos, também porque, as bestas moviam-se a uma velocidade muito superior à dos bois.

Os carros de bois, na Freguesia de Capelins chamados carretas, e são dos veículos mais antigos da humanidade, conhecidos pela sua robustez e força, eram veículos muito lentos, devido à lentidão dos movimentos desses animais, mas capazes de mover cargas extremamente pesadas em terrenos difíceis, íngremes ou lamacentos.

 Na Freguesia de Capelins, os bois eram sempre atrelados aos pares, ou seja, uma junta, através de uma canga de madeira colocada sobre o pescoço dos animais, ligada ao cabeçalho. 

Nas Aldeias de, Faleiros, Ferreira e Montejuntos, todos os seareiros tinham o seu carro, a maioria com dois varais, para uma besta, mas nas herdades da Freguesia de Capelins, havia imensos carros de parelhas de muares e de bois.

Os carros de bestas e de bois, são um símbolo do património etnográfico histórico cultural, na Freguesia de Capelins.

Fim 

Texto: Correia Manuel 

Carro de bestas

Fotografia: Internet - Alentejo e seu povo 





sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Os tradicionais chocalhos e esquilas, na Freguesia de Capelins

Os tradicionais chocalhos e esquilas, na Freguesia de Capelins 

Os chocalhos e as esquilas, eram/são instrumentos usados historicamente pelos gados no Alentejo e, neste caso, na Freguesia de Capelins.

Os chocalhos, eram/são feitos de ferro forjado, revestidos a cobre ou a bronze, com os badalos de madeira, e tinham várias dimensões e formatos, os maiores a que chamavam mangas ou reboleiros, eram destinados a animais de maior porte, como vacas e bois, e os mais pequenos eram para colocar ao pescoço das ovelhas, porcas, burras, e em animais domésticos, como os cães.

As esquilas, eram/são feitas de ferro revestido com latão e cobre ou bronze com o badalo em ferro que lhe dava um som muito estridente, diferentes dos chocalhos, as suas dimensões eram mais pequenas, com uma boca mais larga, muito semelhantes a um sino, e eram utilizadas sobretudo em cabras, nos cães e nos pequenos ruminantes. 

Em quase todas as casas das Aldeias de, Faleiros, Ferreira e Montejuntos, existiam chocalhos e esquilas, ou porque os seareiros tinham animais que os usavam, ou vinham de heranças de algum ancestral que tinha sido ganadeiro e os tinha comprado.

Os chocalhos tinham outra utilidade, no Sábado de Aleluia de cada ano, a rapaziada preparavam um chocalho, de sua casa ou emprestado, para levar a benzer e a tocar em grupo à porta da Igreja de Santo António de Capelins e depois de benzidos iam a tocar os chocalhos pelos Montes das herdades e pelas Aldeias, anunciando em coro, que Jesus tinha ressuscitado, e em troca eram recompensados com o que lhes queriam dar, queijos, ovos, chouriças, bolos, fruta, dinheiro e outros, para à noite fazerem uma paródia.

Os ganadeiros e os lavradores tinham orgulho em apresentar os seus animais de chocalhos pendurados ao pescoço por coleiras de couro cravejadas e bem presas com fivelas de metal ou com cavilhas de madeira muito rija, porque os animais não podiam perder o chocalho ou a esquila nos campos das pastagens, onde dificilmente se encontravam.

Os ganadeiros e os lavradores das herdades da Freguesia de Capelins, compravam os chocalhos e as esquilas, nas Feiras da região, em Reguengos, Redondo, Vila Viçosa ou Borba, onde os artesãos fabricantes, geralmente os da Vila das Alcáçosas, se deslocavam a fazer as suas vendas, mas a compra não era fácil, não pelo ajuste dos preços, mas pela escolha dos toques, era preciso bom ouvido para escutar os toques de chocalhos e de esquilas, porque os ganadeiros já sabiam o toque que queriam, e por vezes tinham de ouvir o toque dos chocalhos todos da barraca para encontrar o da sua preferência, porque aquele toque ficava gravado e, quando o animal que o recebia se afastava, pelo toque do chocalho eles sabiam qual era, porque os chocalhos além de animarem os campos com a sua mistura de toques, serviam de auxílio aos ganadeiros para encontrarem o gado, eventualmente perdido, chamado gado do vento. 

Os chocalhos e as esquilas, são um símbolo do património etnográfico histórico cultural, na Freguesia de Capelins.

Fim 

Texto: Correia Manuel

Fotografia: Correia Manuel 

Amostra de pequeno chocalho com coleira



quinta-feira, 8 de outubro de 2026

A tradicional canga e o burnil, na Freguesia de Capelins

 A tradicional canga e o burnil, na Freguesia de Capelins

A canga e o burnil, eram/são duas peças fundamentais na atrelagem de muares, estas usavam as duas, e de bois que só usavam a canga, particularmente no Alentejo e, neste caso, na Freguesia de Capelins. 

A canga era feita por artesãos carpinteiros ou abegões, era uma estrutura de madeira trabalhada, com algumas peças feitas por artesãos ferreirros como as argolas em ferro nas suas extremidades, que eram os puxadores, e com dois cangalhos que encaixavam no burnil, havia carros (carroças) que tinham a canga fixa aos varais, que não se separava e podia ser em ferro oco, para ser mais leve, mas eram iguais às cangas móveis, e para as parelhas era diferente, a canga era apenas uma, mas dupla, com o mesmo sistema dos cangalhos e um burnil para cada animal.

O Burnil era feito por um artesão albardeiro e, era uma peça almofadada de proteção que se colocava no pescoço das mulas e burros, para proteger essa área, para a canga não ficar, diretamente sobre o pescoço do animal, evitando que a madeira rígida ou o ferro o ferisse, magoasse ou lhe causasse desconforto durante o esforço do trabalho .

O burnil consistia num conjunto sobreposto, o mulim, que era uma manga de pele, chamada carneira cheia de pêlo da tosquia, que se ajustava mesmo à volta do pescoço, e para a cobertura por cima do mulim, coziam uma manga de serapilheira cheia de palha de centeio bem apertada, e ambas formavam o próprio burnil. 

Nas Aldeias de, Faleiros, Ferreira e Montejuntos, todos os seareiros tinham estas duas peças, fundamentais para atrelar as suas bestas, fosse nos carros (carroças) ou nas charruas e grades, sempre que fosse preciso os animais puxarem qualquer alfaia agrícola e, nos Montes das herdades da Freguesia de Capelins tinham imensas cangas e burnis, porque alguns tinham dezenas de muares para os trabalhos agrícolas nessas herdades, tal como, imensas cangas para as juntas de bois, quem os tinha.

Os seareiros e os lavradores orgulhavam-se de trazer as suas bestas bem enfeitadas, principalmente quando se deslocavam com elas a Festas e Feiras, por isso, alguns decoravam com fios de lã coloridos, berloques e pedaços de tecido, o topo do burnil.

A canga e o burnil, são símbolos do património etnográfico histórico cultural da Freguesia de Capelins.

Fim 

Texto: Correia Manuel

Fotografia: Internet in: Alentejo e seu povo.




quarta-feira, 7 de outubro de 2026

As tradicionais forquilhas e forcados, na Freguesia de Capelins

As tradicionais forquilhas e forcados, na Freguesia de Capelins 

As tradicionais forquilhas, ou forcados eram/são ferramentas agrícolas manuais com dentes de metal ou de madeira e um olho para encaixar de um cabo de madeira.

As forquilhas eram feitas por artesãos ferreiros, no caso de serem feitas em ferro forjado ou aço, com três até seis dentes achatados ou redondos com cabos em madeira, ou por artesãos carpinteiros ou abegões no caso de serem de madeira, semelhantes às de ferro, e tinham várias dimensões, conforme o fim a que se destinavam nos trabalhos da debulha nas eiras, e ainda existiam umas forquilhas com apenas dois dentes em ferro, a que chamavam forcados, com um cabo em madeira muito comprido, usados para carregar os molhos de cereais em rama, para cima dos carros das muares ou de bois, nos quais faziam carradas muito altas, e os molhos tinham de chegar até lá acima com a ajuda desses forcados.

As forquilhas de ferro eram muito usadas para levantar, carregar, descarregar os carros das muares e dos bois e revolver materiais soltos, como feno, palha, cereais, folhas ou estrume, enquanto as forquilhas de madeira eram usadas para os trabalhos das debulhas nas eiras, ou para carregar palha nos carros das muares para fazerem as almiaras ou serras de palha, neste caso, eram muito grandes, neste caso, chamavam-se baldes, por serem para baldear ou movimentar a palha.

Nas Aldeias de, Faleiros, Ferreira e Montejuntos, todos os seareiros tinham forquilhas, porque eram fundamentais nos trabalhos agrícolas, todos os dias eram usadas na limpeza das cabanas das bestas e nos currais, e nos Montes das  herdades da Freguesia de Capelins, existiam imensas forquilhas de ferro, de madeira e de todas as dimensões, porque, eram indispensáveis nos trabalhos rurais do dia a dia.

As forquilhas ou forcados, são um símbolo do património etnográfico histórico cultural, na Freguesia de Capelins.

Fim 

Texto: Correia Manuel 

Fotografia: Internet 




terça-feira, 6 de outubro de 2026

As tradicionais cegonhas ou picotas, na Freguesia de Capelins

As tradicionais cegonhas ou picotas, na Freguesia de Capelins

A cegonha e a picota são, exatamente o mesmo engenho tradicional, que surgiu em Portugal na época da ocupação dos mouros, mas na sua origem na Ásia, já tinha milhares de anos, e era utilizado para tirar água, mais facilmente, de poços pouco profundos. 

As cegonhas ou picotas, eram fáceis de fazer, bastavam duas ou três pessoas, com alguns conhecimentos na matéria e, em poucas horas, conseguiam pôr o engenho a funcionar, porque apenas precisavam de três paus, sendo um poste robusto fixo no chão junto ao poço, com uma bifurcação a 1,5 a 2 metros de altura, que servia de apoio a um pau comprido metido na horizontal, onde ligava uma vara vertical que chegava até à água do poço.

Esta estrutura rudimentar, mas muito eficaz, era baseada na lei do equilíbrio, tinha o nome de cegonha devido ao longo braço de madeira basculante que imitava o pescoço, e a vara o bico de uma cegonha, ao baixar com o balde para apanhar a água dentro do poço, sendo um antigo sistema de alavanca com contrapeso, ou seja, o dito pau horizontal, vaivém ou balanço, cruzava-se com o poste através de um eixo articulado e a ponta á frente ligava à vara onde estava presa uma pequena corda ou corrente com o balde, e na extremidade oposta, à anterior, colocavam pedras pesadas que serviam de contrapeso com o balde, reduzindo, substancialmente o esforço humano necessário para içar o balde cheio de água até à superfície.

Na Freguesia de Capelins, existiam várias cegonhas ou picotas em poços nas herdades, porque graças a esse sistema, tiravam grandes quantidades de água com menos esforço, para regar hortas e para bebedouros onde bebiam centenas de cabeças de gado, desde muares, vacas, ovelhas, cabras, porcos e outros.

 As cegonhas ou picotas, são um símbolo do património etnográfico histórico cultural, na Freguesia de Capelins. 

Fim 

Texto: Correia Manuel 

Fotografia: Internet facebook 




Os tradicionais cortiços de cortiça, na Freguesia de Capelins

Os tradicionais cortiços de cortiça, na Freguesia de Capelins  Os cortiços de cortiça eram/são um tipo de colmeias muito antigos, usados par...