O dia do principio do fim do Mundo, em Capelins
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quarta-feira, 1 de abril de 2026
O dia do principio do fim do Mundo, em Capelins
sábado, 28 de março de 2026
A lenda da feiticeira do Monte de Capelins
A lenda da feiticeira do Monte de Capelins
Em Capelins contava-se que, o
ti Matias Frade e sua legítima mulher a ti Maria da Graça, moravam no Monte de
Capelins, situado entre a atual Aldeia de Ferreira e a Igreja de Santo António,
onde havia várias casas no altinho quase em frente ao Monte da Cruz de Cima,
eram naturais da Vila de Terena, como ele era seareiro aforou aqui umas
courelas e mudaram-se e mandaram construir ali o seu casebre.
O ti Matias e a ti Maria eram
felizes, mas havia um senão na sua vida, não tinham filhos e como a idade
avançava decidiram aperfilhar uma menina para depois cuidar deles e ser
herdeira dos seus bens e essa escolha recaiu numa sua afilhada de Terena,
pertencente a uma família muito numerosa, como eram todas nessa época, e que se
chamava Maria da Graça como a madrinha.
Depois de tudo tratado com os
padres de Terena e com os pais da menina, ela veio para casa dos pais adotivos
e era o seu ai Jesus, não lhe faltava nada para ser feliz e foi crescendo com
os seus mimos, fazendo a diferença das raparigas da sua idade, mais tarde ganhou
a fama de ser uma das raparigas mais bonita da Freguesia de Capelins, pelo que,
havia muitos rapazes a tentar namorar com ela, mas a sua missão era, no futuro,
tratar do ti Matias e da ti Maria, por isso, eram enxutados para bem longe
dela.
O tempo foi passando e um dia
a ti Maria da Graça caiu na cama muito doente, era bem tratada pela afilhada,
mas não melhorava nem falecia, estava num grande sofrimento, depois entrou em
agonia e gritava dia e noite, dizendo a mesma coisa: “Quem é que os quer?” A
Maria da Graça não percebia o significado, mas uma madrugada que estava à sua
cabeceira experimentou dizer baixinho: “Quero-os eu”, e naquele momento a ti
Maria faleceu.
Não passou muito tempo para a
Maria da Graça perceber o que tinha acontecido, a madrinha era feiticeira e não
podia falecer sem alguém tomar o seu lugar, ou seja, ficar com os novelos, e
neste caso, tinha sido ela a herdeira dos novelos, ficando feiticeira, mas não
se importou muito, porque começou logo a ter experiências boas que não
imaginava, como ir aos grandes bailes das feiticeiras em pêlo com a presença do
mafarrico e, logo que o ti Matias partiu dedicou-se a tempo inteiro à
feitiçaria, ficando uma das feiticeiras mais poderosa e mais bonita da
Freguesia de Capelins, porém, como tudo se sabe, começou a ser apontada pelo
povo e os rapazes que antes gostavam dela fugiam a rabo estendido, até que um
ano chegou a Capelins um rapaz pastor da transumância vindo do Vale do Rio,
Serra da Estrela, chamado José do Rio e, assim que se viram ficaram perdidos de
amor um pelo outro, algumas pessoas ainda o avisaram que ela era feiticeira,
mas diziam que ele era um bocadinho esparvoerado e, apenas se ria e dizia que não
acreditava nisso, e passados poucos meses já estavam casados.
O José do Rio e a Maria da
Graça ficaram a morar no Monte de Capelins, mas ele tinha a choça na Defesa de
Ferreira, onde passava a maior parte do seu tempo, por isso, ele fazia a vida
de pastor e ela a vida da feitiçaria, mas não fazia só mal, também fazia bem a
muita gente, e assim foram muito felizes, mesmo assim, tiveram tempo para criar
muitos filhos, existindo ainda, por aí alguns seus descendentes.
Março de 2026
Texto: Correia Manuel
Fotografia: Correia Manuel
Ferreira de Capelins
domingo, 22 de março de 2026
A lenda da ti Maria Açorda, de Capelins
terça-feira, 10 de março de 2026
A lenda do mouro Ibn Arab encantado no castelo de Monsaraz
A lenda do mouro Ibn Arab encantado no castelo de Monsaraz
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Hino por Capelins
Hino por Capelins
Linda Capelins, ficas situada,
Nas margens do Lago Alqueva,
És, pelas tuas Gentes admirada,
Pela benção e beleza que te eleva.
O azul das águas no horizonte,
Dão-te a magia que encanta,
Os campos, vales e montes,
Transformam-te em terra santa.
"coro"
Capelins linda, linda Capelins,
Em ti se encerra, amor sem fim,
Pela nossa terra, de honra infinda,
Linda Capelins, Capelins linda.
Terra bendita, os teus filhos,
Por ti têm orgulho nobre e sentido,
Por seres o nosso berço, com brilho,
O nosso cantinho prometido.
Neste jardim que é Capelins,
No qual o lírio prevalece,
Onde todos e cada qual é feliz,
E de Capelins nunca esquece.
Brasão da Freguesia de Capelins
Vila de Terena, 764 anos do seu primeiro Foral e Concelho
Vila de Terena, 764 anos do seu primeiro Foral e Concelho
1.
Já na pré história existia,
No Vale Lucefécit, situada,
Uma Vila que estaria,
Ao Deus Endóvélico ligada,
Onde havia muita harmonia,
Por romanos, godos e mouros habitada,
E em mil cento e sessenta e sete, com valor,
Foi conquistada por Geraldo Sem Pavor.
2.
Foi perdida, e reconquistada,
Pelos cavaleiros vilãos,
De Évora, e celebrada,
Como Oydaluiciuez pelos Cristãos,
E por D. Afonso III, foi doada,
Aos Riba de Vizela que então,
Lhe deram o primeiro Foral,
Ficando Terena, um Concelho Real.
3.
Santa Maria de Terena, lhe chamaram,
E três Igrejas mandaram construir,
Na Vila, e em Ferreira, e criaram,
A Câmara, Coutadas, e abrir,
Caminhos, e a povoaram,
Começando a produzir,
O que o Reino precisava,
Deixando de ser terra brava.
4.
O rei D. Dinis a nomeou,
Para um castelo receber,
Não foi ele que o começou,
Mas isso veio acontecer,
Mas lá para o alto passou,
Porque ali não podia ser,
E depois da Vila nova surgir,
A Velha deixaram cair.
5.
Em meados de mil e trezentos, surgiu,
Na Vila Velha, uma Igreja acastelada,
Devido a uma promessa que cumpriu,
A filha de D. Afonso IV, que era casada,
Com o rei de Castela, e aqui decidiu,
Homenagear Santa Maria, onde foi ajudada,
Construindo um Santuário como prova,
Que é de Nossa Senhora da Boa Nova.
6.
Com D. Nuno Martins da Silveira,
Terena tornou-se importante,
Passou a guardiã da fronteira,
Com este Alcaide Mor brilhante,
Que defendeu a bandeira,
Sempre de forma vibrante,
E já com a Igreja de S. Pedro, o orago,
Terena cresceu, com Santo António e Santiago.
7.
No início de mil e quinhentos,
D. Manuel deu-lhe novo Foral,
Mais moderno, com outros elementos,
Que desenvolveu o Concelho, em geral,
E com alguns fundamentos,
A Câmara deu foros para beneficiar,
Os povoadores, destas terras senhoriais,
Com condições especiais.
8.
Até à guerra da Restauração,
Nada de mal aqui se via,
Mas a Vila sofreu uma invasão,
Que quase a destruía,
Foi ocupada e saqueada sem razão,
Destruíram, e levaram o que havia,
O Concelho foi muito fustigado,
E com essa guerra ficou arruinado.
9.
Levou muitos anos a recuperar,
E só por mil e setecentos, voltou,
Ao normal, a produzir e a superar,
A destruição, e a ruína que ficou,
Então, alteraram o sistema senhorial,
A Câmara fez aforamentos e apoiou,
E durante mil e setecentos e oitocentos vibrou,
Até que o seu Concelho acabou.
10.
Quando das guerras liberais,
Apoiou o rei D. Miguel,
Porque os padres foram leais,
E teve um final cruel,
Terena foi castigada, demais,
Por a D. Pedro IV ter sido infiel,
Perdeu o Concelho memorial,
Que passou para o Alandroal.
11.
A Vila foi abandonada,
E caiu no esquecimento,
A população foi enganada,
Prometeram-lhe desenvolvimento,
Mas não lhe deram quase nada,
E começou o seu despovoamento,
Continuando adormecida,
Esperando a obra prometida.
12.
Setecentos e sessenta e quatro anos, passaram,
Em vinte de Fevereiro, do corrente,
Desde o Foral do Concelho, ficaram,
A história e a cultura da sua Gente,
Que Terena sempre amaram,
E continuam no presente,
Com o mesmo sentimento,
Porque foi aqui seu nascimento.
Singela homenagem à Vila de Terena pelos 764 anos da fundação do seu Concelho em 20 de Fevereiro de 1262.
Terena, Fevereiro de 2026
Correia Manuel
Vila de Terena
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Vila de Monsaraz, 750 anos do seu Foral Afonsino
Vila de Monsaraz, 750 anos do seu Foral Afonsino
1.
Na pré história está registado,
Que no topo de uma colina,
Existia um povoado,
Por cima de uma campina,
Por romanos e visigodos habitado,
E com os mouros entrou na rotina,
Até chegar Geraldo Sem Pavor,
Que o conquistou com louvor.
2.
Foi perdida, e reconquistada,
Mais tarde pelos Templários,
E Monsaraz foi celebrada,
Por esses guerreiros lendários,
E por D. Afonso III, foi doada,
Mediante alguns cenários,
Descritos no primeiro Foral,
Do seu Concelho Real.
3.
O rei D. Dinis mandou erigir,
A grande torre de menagem,
E as primeiras muralhas a seguir,
Que mudaram a sua imagem,
Começaram a construir,
Mais casas nesta paisagem,
Chegando até ao arrabalde,
Graças ao seu Alcaide.
4.
O Alcaide traíu a bandeira,
E entregou a Vila a Castela,
E D. Nuno Álvares Pereira,
Veio tomar conta dela,
Ficando à sua beira,
E com a sua tutela,
Até que pela sua herança,
Passou para a Casa de Bragança.
5.
Foi uma jóia de então,
Em mil quinhentos e seiscentos,
E na guerra da Restauração,
Depois de alguns tormentos,
Recebeu grande transformação,
Nas muralhas e seus elementos,
De defesa mais moderna,
E na sua estrutura interna.
6.
D. João IV não a esqueceu,
Podemos ver no brasão,
Como prova que lhe deu,
Toda a sua atenção,
Também o filho que lhe sucedeu,
Às obras deu continuação,
Deixando a Vila segura,
Defendida com bravura.
7.
O grande terrramoto, atingiu,
A Vila e seus arredores,
Das muralhas quase tudo ruiu,
Mas não houve danos maiores,
Porque de um milagre se ouviu,
Aqui falar, com pormenores,
O Senhor dos Passos protegeu,
A Vila, e o povo nada sofreu.
8.
Até às guerras liberais,
Monsaraz foi sempre fiel,
Recebeu as tropas reais,
Apoiantes do rei D. Miguel,
Chamados Realistas, leais,
Que teve resultado cruel,
O Concelho foi-lhe retirado,
E para Reguengos foi mudado.
9.
A Vila foi abandonada,
Mais de cem anos esquecida,
Começou a ser despovoada,
A perder qualidade de vida,
Mas foi um dia acordada,
E hoje é muito querida,
Por toda a gente, em geral,
Por ser tão nobre e leal.
10.
Setecentos e cinquenta anos, passaram,
Em quinze de Janeiro, do corrente,
Desde o Foral do Concelho, ficaram,
A história e a cultura da sua Gente,
Que Monsaraz sempre amaram,
E continuam no presente,
Com o mesmo sentimento,
Porque foi aqui seu nascimento.
Singela homenagem à Vila de Monsaraz pelos 750 anos da fundação do seu Concelho em 15 de Janeiro de 1276.
Monsaraz, Janeiro de 2026
Versos: Correia Manuel
Fotografia: Isidro Pinto
O dia do principio do fim do Mundo, em Capelins
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