terça-feira, 1 de agosto de 2017

307 - Terras de Capelins 

Singela homenagem ao amigo Pais e Silva (Falecido)

Ó Alentejo, Alentejo
Vou teus feitos descrever
Os teus usos e costumes
Meus versos estão a dizer.
Tu és província raiana
Tens um brilhante sinal
Neste querido Portugal
Tens ao lado o Guadiana.
És de todas a soberana
Outra igual não vejo
Quem te vê sente desejo
De cá voltar, tudo indica,
És uma província rica
Ó Alentejo, Alentejo.
A tua própria história diz
Escrita noutra era atrasada
Que foste sempre considerada
O celeiro deste país.
És também farta e feliz
Em terras que estás a ter
Dão produção a valer
Que os nossos olhares estão vendo,
Para todos ficarem sabendo
Vou teus feitos descrever.
Tens vinhas, tens olival
Tens sobreiros, muita cortiça
A todos metes cobiça
Não há outra que te iguale.
Ainda tens afinal
Azinho para bons lumes
Há muitos que têm ciúmes
Do teu solo ser tão rico,
No outro verso eu explico
Os teus usos e costumes.
Tens rebanhos a pastar
Nos teus prados verdejantes
E ainda tens bastantes
Tratores na terra a lavrar
Para ela se cultivar.
Há muita gente a colher
Do teu solo para comer
Produtos e ir vendendo,
A quem cá não está vivendo
Meus versos estão a dizer.
Autor: Manuel Pais Silva
Ferreira de Capelins 

Sr. Manuel Pais e Silva


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