segunda-feira, 7 de agosto de 2017

179 - Terras de Capelins
Histórias da Ribeira do Lucifer/Lucefécit
As traições de Lucifer/Lucefécit
A nossa Ribeira, foi sempre um obstáculo para quem precisava de a atravessar, fosse por motivo do seu trabalho se desenvolver no outro lado, ou por se deslocarem ao Rosário, Mina do Bugalho, Juromenha ou Elvas.
Quando o Sr. Martins, proprietário da herdade da Defesa de Bobadela (Monte da Travessa), nos anos 60, arrendou a herdade de Santa Luzia, do lado de lá da Ribeira, deparou-se com a dificuldade de, os trabalhadores, tratores e outros veiculos, que precisavam de circular entre as duas herdades, uma de um lado e, a outra do outro, durante o inverno, correrem grande risco na passagem da Ribeira. Assim, teve que suportar os custos do arranjo com pedra e cimento, do porto das Águas Frias de Cima, para onde estava direcionada a estrada de Ferreira - Rosário, já empedrada, essa obra, permitia maior segurança, porque, o caudal da Ribeira distribuía-se ao longo do pavimento de cimento e, perdia a agressividade.
Num dia de inverno, um amigo de Ferreira (não posso mencionar o seu nome, porque, ele, não gosta que se fale nisso), vinha na sua motorizada e, ao chegar ao referido porto, parou para avaliar a corrente, como não achou nada de anormal e conhecia bem o trajeto, meteu-se à água, logo a seguir sentiu um enorme empurrão e, não deu mais conta do que lhe aconteceu, foi levado por uma forte corrente, coisa do demónio, só dando por si, fora do leito da Ribeira e, livre de perigo, apanhando um enorme susto, sendo, a motorizada encontrada mais tarde no fundo de um pego. Mais uma vez, a nossa Ribeira salvou a vida de um Capelinense. 
(caso verídico)

Águas Frias 



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