domingo, 6 de agosto de 2017

Tragédia no rio Guadiana na volta de Montejuntos

Como já aqui referimos, o nosso rio Guadiana foi protagonista de algumas tragédias, já no nosso tempo, e outras que tivemos conhecimento desde os anos 1700.

Esta realidade que vamos dar a conhecer passou-se em 1906.

Na manhã do dia 31 de Janeiro de 1906, decerto não seria o melhor dia para cruzar as margens do nosso rio Guadiana, saíram da vizinha Vila de Cheles, com destino a Montejuntos (Portugal) onde foram vender couves, a senhora Emília Valencia de 60 anos de idade, e a Senhora Maria Ocano Santano, natural de Badajoz, estado de viúva, e um filho desta chamado Florencio Rodriguez Ocano com 9 anos de idade. A estes 3 individúos juntaram-se no Moinho do Morgado, no Guadiana, a cerca de 7 Km de Cheles, a senhora Vicência Marin e seu marido senhor José Godinho, que residiam neste Moinho, onde ele era Moleiro.
Foram os 5 até Montejuntos, e por lá passaram o dia, regressando pelas 5 e meia da tarde, no mês de Janeiro, já noitinha, meteram-se todos no barco para atravessar o Guadiana, mas infelizmente nunca chegaram à outra margem, porque o barco naufragou e desapareceram nas águas do rio, Guadiana, deram pela sua falta e encontraram vários objetos que lhe pertenciam e só mais tarde encontraram os 4 adultos sem vida em diversos sítios, porém, o corpo da criança nunca apareceu. Não se encontrou explicação para esta tragédia, uma vez que o Moleiro José Godinho devia conhecer muito bem as cheias do rio Guadiana. Foi um acontecimento que causou muita tristeza aos habitantes da vila de Cheles e das vizinhas localidades portuguesas.
Nem tudo foi bom, nem tudo foi mau, no nosso rio Guadiana!
(Base: Archivos de Cheles)


Moinho do Rio Guadiana




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