segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O Ciclo do pão - VII Moinhos de Capelins

O Ciclo do pão - VII 

Moinhos de Capelins

Como sabemos, quando temos um pão na mesa, este exigiu um ano e meio de trabalhos agrícolas! 
No mês de Setembro já podiam levar o trigo novo ao Moinho, para ser transformado em farinha, mas só a um Moinho do rio Guadiana, porque as Ribeiras do Luceféit e do Azevel nesse mês, ainda não tinham água que pudesse mover Moinhos. Depois de chover muito, a partir de Novembro ou Dezembro, o rio Guadiana passava meses com grandes cheias que submergiam os seus Moinhos e impediam o funcionamento durante muito tempo, era nessa altura que funcionavam os Moinhos destas Ribeiras. Os seareiros e os jornaleiros que trabalhavam para os lavradores levavam o trigo aos Moinhos, o qual era pesado pelo Moleiro (dono ou empregado no Moinho) e trocado por farinha. Se o seareiro não pudesse esperar, passando o dia entretido a pescar, a colher madeira para cabos de instrumentos agrícolas ou outro passatempo, podia trazer imediatamente a farinha a que tinha direito face aos quilogramas de trigo que levava, descontando a maquia, ou seja a parte cobrada pelo Moleiro pelo pagamento do seu trabalho e despesas com toda a engrenagem. No caso do seareiro querer a farinha feita do seu trigo do que levava, como referimos, esperava, ou podia lá voltar nos dias seguintes, mas a diferença na farinha não era nenhuma! 
O seareiro levava a farinha para sua casa. a qual ficava disponível para ser peneirada (separar o farelo, casca do trigo, da farinha, com uma peneira) e para fazer a cozedura do pão! 
Importa referir que, no decénio de 1960, ou talvez antes, já existia uma moagem em Montes Juntos, pertencente à Família Poeiras, movida a motores, que substituiu a maioria dos Moinhos movidos a água, existentes na Freguesia de Capelins! 






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