domingo, 13 de dezembro de 2020

A Fauna de Capelins - O Guarda Rios

 A Fauna de Capelins - O Guarda Rios

Como sabemos as terras de Capelins ficam situadas num enclave, antes constituído lateralmente pelas Ribeiras de Lucefécit e do Azevel e de fundo o Rio Guadiana, hoje Grande Lago de Alqueva, logo, lugares propícios ao habitat dos guarda rios ou pica peixe, como aqui eram conhecidos! Não era/é muito fácil de os observar, com a destruição da flora das ditas Ribeiras e do Rio Guadiana, ainda se tornou mais difícil encontrar esta pequena ave aquática pelas terras de Capelins.
Guarda-rios
Alcedo atthis
Esta pequena ave aquática é uma das espécies mais coloridas e encantadoras da avifauna portuguesa.
É uma ave inconfundível. Muitas vezes é detetado quando faz o seu voo rasante e directo.
Quando pousado, pode ser facilmente reconhecido pelo dorso e pelas asas azuis e pelo peito e ventre cor-de-laranja. Pousa frequentemente em pequenos postes ou ramos secos, junto à água, a partir de onde pratica a caça à espera.
Por ser uma ave tão colorida, é bem conhecida das populações, que por isso baptizaram esta espécie com pelo menos vinte e cinco nomes diferentes. Eis alguns deles: chasco-de-rego, espreita-marés, freirinha, juiz-do-rio, martinho-pescador, passa-rios, pica-peixe, piçorelho, pisco-ribeiro, rei-do-mar.
Encontra-se em Portugal durante todo o ano, mas a sua abundância varia fortemente de umas regiões para outras. É claramente mais comum no litoral que no interior e mais comum em planície que em montanha, sendo raro acima dos 1000 metros.
Nos grandes estuários e lagoas costeiras parece ocorrer sobretudo fora da época de nidificação, estando presente sobretudo de Agosto a Abril.
(Adaptado de aves de Portugal)
Guarda Rios 


A Fauna de Capelins - O Cartaxo Comum

 A Fauna de Capelins - O Cartaxo Comum

O Cartaxo Comum pode ser observado nas terras de Capelins nos meses de verão a saltitar e a cantar dentro do arvoredo, quase sempre, em pequenos bandos, vão percorrendo as árvores chegando uns após outros, procurando a sua alimentação, constituída, essencialmente por insetos, como são aves tão pequeninas, em Capelins, são designados "Cartaxinhos"!
Cartaxo-comum
Saxicola rubicola
O peito laranja e a cabeça preta do cartaxo funcionam como um semáforo, quando a ave se empoleira nos postes e cercas das zonas abertas. Esta ave é uma das mais fáceis de observar, devido à sua conspicuidade.
Pequeno insectívoro de fácil identificação, especialmente no caso do macho. Possui um aracterístico padrão preto na cabeça, contrastante com o colar branco e o peito alaranjado. As fêmeas têm a plumagem menos contrastada e podem ser confundidas com as de cartaxo-nortenho, separando-se pela ausência de lista superciliar esbranquiçada e de lista malar (bigode).
Vulgarmente é encontrado empoleirado em postes, cercas e fios, locais que elege para observar as presas (insectos) que captura.
Bastante abundante, encontra-se sobretudo em zonas abertas de charnecas, estepes, campos agrícolas, montados e bosques abertos, zonas de matos baixos, sapais e dunas.
Ocorre durante todo o ano, sendo principalmente residente, mas nalguns locais do litoral parece ocorrer sobretudo fora da época reprodutora. O Alentejo, a Estremadura e a maior parte da Beira Interior são as melhores regiões para procurar este pequeno turdídeo.

(Adaptado de Aves de Portugal) 



A Fauna de Capelins - O Pisco de Peito Ruivo

 A Fauna de Capelins - O Pisco de Peito Ruivo

O pisco de peito ruivo é uma pequena ave que se inclui no Fauna das terras de Capelins! É uma ave migradora, sendo por isso observado durante o inverno a saltitar de ramo em ramo, não se importando muito com a presença humana! Tem o peito alaranjado, por isso, em Capelins era/é designado por "Pimento"!
O Pisco-de-peito-ruivo é um pequeno e atraente passeriforme, bem conhecido pela sua mancha alaranjada que lhe ornamenta o peito. É uma das aves portuguesas que mais alegra os dias de Inverno, com o seu canto melodioso e persistente.
O Pisco-de-peito-ruivo Erithacus rubecula é um pequeno Passeriforme da família Turdidae. Tem cerca de 14 cm de comprimento (mais ou menos como um Pardal), e pesa entre 15 e 20 gramas. É uma das aves portuguesas mais fáceis de identificar. Geralmente observa-se saltitando pelo chão (por vezes imobilizando-se com uma pequena "vénia"), ou poisado nos ramos baixos de uma árvore, adoptando sempre uma posição muito vertical com o corpo. Tem no peito uma grande mancha côr-de-laranja bem demarcada, que se estende até à face. As restantes partes inferiores são de um branco sujo, e por cima é de um castanho uniforme.
As suas vocalizações são consideravelmente variadas. O canto é muito melodioso, variado, e por vezes um pouco melancólico. Para além do canto propriamente dito, emite chamamentos que podem soar como tic-tic-tic-tic, ou szziiiii.
É uma ave tipicamente europeia, embora também ocorra no Médio Oriente e Norte de África. Em Portugal a sua distribuição é variável, conforme a altura do ano. No Outono/Inverno encontra-se por todo o lado, das montanhas às cidades, do norte ao sul, e do interior ao litoral. Na Primavera/Verão tem uma distribuição alargada a norte do Tejo, mas a sul é escasso, concentrando-se nas regiões mais húmidas e próximas do litoral. É uma ave muito abundante (uma das mais abundantes no país), sobretudo durante a época fria.
Comum como é, por toda a Europa, esta ave não suscita quaisquer preocupações no que diz respeito à sua conservação, tanto a nível nacional como internacional. Isto apesar de ser fácil de apanhar em armadilhas ("ratoeiras"), e portanto tradicionalmente bastante perseguido no campo. Esta perseguição ainda hoje se verifica, apesar do Pisco-de-peito-ruivo ser, como quase todos os pequenos Passeriformes, protegido por lei.
Tanto de Verão como de Inverno o Pisco-de-peito-ruivo surge numa enorme variedade de habitats, desde que tenham algum grau de cobertura arbórea ou apenas arbustiva. Encontra-se desde as matas agrestes no alto das serras do norte até ao centro das grandes cidades. No entanto, nas áreas de invernada do sul é bastante mais numeroso em áreas de montado do que em pinhais. Durante a reprodução prefere zonas sombrias e com alguma humidade, como bosques fechados, jardins frondosos e matas ribeirinhas.
Na Primavera/Verão o Pisco é quase exclusivamente insectívoro. Na verdade esta designação genérica significa que se alimenta não só de insectos, mas também de pequenas aranhas e outros invertebrados. Durante o Outono e Inverno, particularmente no sul da Europa, incluindo Portugal, torna-se parcialmente ou totalmente frugívoro. Sabemos que a maioria cria de Abril a Julho, mas ocasionalmente podem ser observados ninhos activos no Outono ou mesmo em pleno Inverno. Esta espécie é monogâmica e territorial. Os ninhos podem localizar-se em buracos no solo, taludes, muros, por entre raízes de árvores velhas e no interior de casas abandonadas. O ninho é volumoso, com uma base feita de folhas secas, e uma "tijela" central de musgo, ervas e pequenas folhas, revestida de material mais fino, incluindo cabelos, fibras vegetais e ocasionalmente penas. A postura geralmente é constituída por 4 a 6 ovos brancos ou ligeiramente azulados, com um número variável de pequenas manchas avermelhadas. A incubação dura 13 a 14 dias, e as crias permanecem no ninho em média cerca de 13 dias antes de o abandonarem.
Os Piscos-de-peito-ruivo que nidificam em Portugal são provavelmente quase todos sedentários. Por outro lado, os que aqui vêm apenas para passar o Inverno, são migradores bastante notáveis. Muitos são originários da Escandinávia, ou mesmo da Rússia. Muitos outros provêm da Europa Central e Ocidental. As primeiras aves migradoras geralmente surgem na última semana de Setembro e a espécie torna-se abundante logo desde o princípio de Outubro. Em Março dão-se a maior parte das partidas de volta às áreas de reprodução, embora algumas aves possam ainda permanecer nos territórios de invernada até ao princípio de Abril. Muitos dos Piscos invernantes voltam aos mesmos locais de invernada em Portugal de uns anos para os outros, conforme foi possível confirmar graças a estudos de anilhagem.
Este é um dos poucos Passeriformes europeus em que as fêmeas cantam regularmente, durante o Inverno, com vocalizações muito semelhantes às dos machos. Os níveis de hormonas masculinas nas fêmeas são então muito elevados. Provavelmente graças a isto, tantos os machos como as fêmeas podem defender territórios nas áreas de invernada.

(Adaptado de Naturlink) 




terça-feira, 8 de dezembro de 2020

A Fauna de Capelins - A Felosa Comum

 A Fauna de Capelins - A Felosa Comum

A Felosa Comum é uma ave constituinte da fauna das Terras de Capelins! Era hábito nos tempos da sua permanência por aqui, Novembro a Março, observarem-se às quatro e cinco a saltitar pelo meio das oliveiras, ou mesmo das lenhas nos quintais à procura de insetos, a base da sua alimentação! Como é uma ave muito pequenina em Capelins, talvez por simpatia, designavam-se de Felosinhas (Flozinhas)! Ainda hoje, embora em menor número, as podemos observar pelas terras de Capelins.
Felosa-comum
Phylloscopus collybita
Esta insectívora diminuta é uma das mais comuns invernantes em Portugal, observando-se em praticamente todos os habitats.
Esta espécie apresenta algumas pequenas variações nas tonalidades de plumagem para plumagem, mas no geral o seu aspecto é rechonchudo e pequeno, o dorso é cinzento-esverdeado, as asas escuras, as partes inferiores pálidas, e uma lista supraciliar ténue. As patas escuras e o bico pálido, curto e fino completam as características a reter da felosa-comum!
A felosa-comum é abundante durante o Inverno, sendo contudo rara durante a Primavera e o Verão. Assim, a melhor época de observação gira em torno do período entre Novembro e Março.
Distribui-se de norte a sul, sendo relativamente mais comum nas terras baixas.

(Adaptado de Aves de Portugal)

Felosa Comum 



A Fauna de Capelins - O Rouxinol Comum

 A Fauna de Capelins - O Rouxinol Comum 

O Rouxinol Comum é uma ave que faz parte da fauna das terras de Capelins, embora seja mais fácil ouvir o seu lindo canto do que observá-lo, porque já existiram em maior quantidade, como todas as aves, diminuiu a sua presença devido à falta de alimento e da alteração do meio ambiente, o arvoredo de fruto e junto a Ribeiros e Ribeiras, assim como, a quase extinção das hortas com sebes!

Rouxinol-comum
Luscinia megarhynchos
Nas noites de Primavera, o canto interminável do rouxinol faz-se ouvir durante toda a noite.
O rouxinol-comum tem a cor acastanhada ruiva, não é uma ave muito fácil de identificar visualmente. A longa cauda arruivada, visível sobretudo em voo, contrasta com os tons acastanhados do dorso. É sobretudo pelo canto que o rouxinol-comum se faz notar e pode ser identificado. Este canto é muito variado, contendo diferentes sequências de notas. Uma das mais características é o “tu-tu-tu-tu-tu” em crescendo.
O rouxinol-comum é bastante frequente em Portugal, mas a sua abundância apresenta com importantes variações a nível regional. Assim, no litoral norte e centro é escasso, mas no interior norte e centro é muito abundante, tal como no litoral sul e em certas zonas do Algarve.
Esta espécie esconde-se geralmente no meio de vegetação densa e raramente pousa à vista. No norte frequenta todo o tipo de matagais, ao passo que no Alentejo ocorre principalmente ao longo de rios e ribeiras, onde a vegetação é mais densa. O rouxinol-comum é estival, fazendo ouvir o seu canto a partir de finais de Março ou princípios de Abril. Em Junho começa a calar-se e em Agosto abala rumo a África.

(Adaptado de Aves de Portugal)

O Rouxinol Comum 



sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

A Fauna de Capelins - O Tordo Comum

 A Fauna de Capelins - O Tordo Comum

O Tordo Comum é uma ave cinegética que era muito abundante nas terras de Capelins, hoje é observado em menor número, devido a vários fatores, não só a caça em grande escala, mas a alteração dos olivais de antigamente para as novas culturas, o abuso no uso dos pesticidas, assim como, a alteração da agricultura tradicional, uma vez que nesta região a sua alimentação consiste na azeitona e em larvas encontradas nos terrenos que eram lavrados!
O Tordo Comum é uma ave pequena, com 20 a 22 cm de comprimento. A plumagem apresenta um tom castanho liso na parte superior do corpo e tom branco-amarelado, malhado de preto, na parte inferior. A face inferior das asas apresenta coloração amarela-ferrugínea, perceptível em voo. Distingue-se bem do tordo ruivo por não ter listas brancas na cabeça. Os dois géneros apresentam morfologia similares.
Tordo Comum tolera habitats frios, húmidos e ventosos, mas não os áridos muito quentes ou os habitats frequentemente gelados. É uma ave tímida e nervosa na presença do homem. O seu voo é veloz e os indivíduos são normalmente solitários, podendo formar pequenos grupos de alimentação e reprodução. Reproduz-se em jardins, charnecas, bosques luxuriantes e campos com muita vegetação, onde nidifica bem escondido, por exemplo entre as heras, sebes e taludes.
Cria um ninho em forma de taça, revestido por musgo no exterior e barro e madeira putrefacta no interior, ficando macio para as crias. Reproduz-se com um ano de idade e efetua duas a três posturas por ano, entre Março e Junho.
Tordo Comum reproduz-se na Europa do Norte e Central, deslocando-se durante o Inverno para a Europa do Sul, nomeadamente Península Ibérica e Mediterrâneo. Em Portugal tem distribuição invernal por todo o território, incluindo acidentalmente os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
O Tordo Comum é omnívoro, consumindo uma grande variedade de invertebrados, especialmente minhocas e caracóis, assim como bagas. Tal como o seu parente, o melro-preto (Turdus merula), caça principalmente com a visão, corre aos trancos e barrancos enquanto caça em terreno aberto, e revira folhas em decomposição de forma barulhenta e demonstrativa em busca de alimento.
A fêmea constrói sozinha o ninho em forma de taça com lama e ervas secas, geralmente forrado com radículas e erva coladas com saliva, num arbusto, árvore, trepadeira ou, no caso da subespécie T. p. hebridensis, no chão. O macho canta por perto enquanto a fêmea constrói o ninho, mas não participa na construção.
Cada postura possui habitualmente quatro ou cinco ovos brilhantes de cor azul, salpicados com pequenas manchas negras ou roxas. A incubação é feita unicamente pela fêmea e dura geralmente de 10 a 17 dias. As crias recém-eclodidas são altriciais, necessitando de 12 a 15 dias (em média 14) para abandonar o ninho, com ambos os progenitores a participar na sua alimentação.
As crias são sobretudo alimentadas com minhocas, lesmas, caracóis e larvas de insetos, embora fruta também possa fazer parte da dieta, sobretudo quando tempo seco limita a disponibilidade de minhocas. A época de nidificação é longa, estendendo-se de março a agosto, normalmente com duas ou três ninhadas num ano, apesar de apenas uma poder ser criada no norte da zona de distribuição geográfica.
(Adaptado de Passaro.org)

Tordo Comum





A Fauna de Capelins - O Papa Figos

 A Fauna de Capelins - O Papa Figos 

O Papa Figos é uma ave da Fauna das Terras de Capelins, mas é difícil de observar, por ser muito arisca ao contacto com os humanos! A sua designação está em conformidade com o seu alimento principal, figos, embora não seja exclusivo, porque também se alimenta de outros frutos e de insetos! Com muita sorte e de forma disfarçada pode ser observado numa Figueira, sentado à mesa! Podemos afirmar que, já assistimos à sua presença numa figueira em Capelins! O Papa Figos, pode ser observado nos montados das terras de Capelins.
Papa-figos
Oriolus oriolus
As cores vivas do papa-figos tornam esta ave bastante atraente, mas os seus hábitos discretos fazem com que seja muito mais vezes ouvido que visto.
O macho adulto é fácil de identificar: cabeça e dorso amarelos, asas pretas e bico vermelho. A fêmea é mais esverdeada e, quando em voo, pode confundir-se com o pica-pau-verde. Apesar de raramente pousar à vista, o papa-figos faz ouvir com frequência o seu canto aflautado, sendo este muitas vezes o primeiro sinal da sua presença.
O papa-figos distribui-se de norte a sul e pode ser considerado comum na metade interior do território e pouco comum na metade ocidental.
É um visitante estival que chega bastante tarde ao nosso país: a maioria dos machos faz-se ouvir a partir de finais de Abril ou início de Maio e canta até ao princípio de Julho. Parte para África em Agosto, sendo já raro a partir de Setembro.
(Adaptado de aves de Portugal)
Papa Figos 


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