segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Vila de Terena, 764 anos do seu primeiro Foral e Concelho

 Vila de Terena, 764 anos do seu primeiro Foral e Concelho 


1.

Já na pré história existia,

No Vale Lucefécit, situada,

Uma Vila que estaria,

Ao Deus Endóvélico ligada,

Onde havia muita harmonia,

Por romanos, godos e mouros habitada,

E em mil cento e sessenta e sete, com valor,

Foi conquistada por Geraldo  Sem Pavor. 


2.

Foi perdida, e reconquistada, 

Pelos cavaleiros vilãos,

De Évora, e celebrada, 

 Como Oydaluiciuez pelos Cristãos,

E por D. Afonso III, foi doada,

Aos Riba de Vizela que então,

Lhe deram o primeiro Foral, 

Ficando Terena, um Concelho Real. 


3. 

Santa Maria de Terena, lhe chamaram,

E três Igrejas mandaram construir,

Na Vila, e em Ferreira, e criaram,

A Câmara, Coutadas, e abrir,

Caminhos, e a povoaram,

Começando a produzir,

O que o Reino precisava, 

Deixando de ser terra brava. 


4. 

O rei D. Dinis a nomeou, 

Para um castelo receber,

Não foi ele que o começou,

Mas isso veio acontecer,

Mas lá para o alto passou, 

Porque ali não podia ser,

E depois da Vila nova surgir,

A Velha deixaram cair. 


5. 

Em meados de mil e trezentos, surgiu,

Na Vila Velha, uma Igreja acastelada, 

Devido a uma promessa que cumpriu,

A filha de D. Afonso IV, que era casada, 

Com o rei de Castela, e aqui decidiu,

Homenagear Santa Maria, onde foi ajudada,

Construindo um Santuário como prova,

Que é de Nossa Senhora da Boa Nova.


6. 

Com D. Nuno Martins da Silveira,

Terena tornou-se importante, 

Passou a guardiã da fronteira, 

Com este Alcaide Mor brilhante, 

Que defendeu a bandeira, 

Sempre de forma vibrante,

 E já com a Igreja de S. Pedro, o orago,

Terena cresceu, com Santo António e Santiago.


7.

No início de mil e quinhentos,

D. Manuel deu-lhe novo Foral, 

Mais moderno, com outros elementos, 

Que desenvolveu o Concelho, em geral,

E com alguns fundamentos,

A Câmara deu foros para beneficiar,

Os povoadores, destas terras senhoriais,

Com condições especiais.


8. 

Até à guerra da Restauração,

Nada de mal aqui se via,

Mas a Vila sofreu uma invasão, 

Que quase a destruía, 

Foi ocupada e saqueada sem razão,

Destruíram, e levaram o que havia,

O Concelho  foi muito fustigado,

E com essa guerra ficou arruinado.


9. 

Levou muitos anos a recuperar,

E só por mil e setecentos, voltou,

Ao normal, a produzir e a superar, 

A destruição, e a ruína que ficou,

Então, alteraram o sistema senhorial, 

A Câmara fez aforamentos e apoiou,

E durante mil e setecentos e oitocentos vibrou, 

Até que o seu Concelho acabou.


10.

Quando das guerras liberais, 

Apoiou o rei D. Miguel,

Porque os padres foram leais,

E teve um final cruel, 

Terena foi castigada, demais, 

Por a D. Pedro IV ter sido infiel,

Perdeu o Concelho memorial, 

Que passou para o Alandroal.



11.

A Vila foi abandonada,

E caiu no esquecimento,

A população foi enganada, 

Prometeram-lhe desenvolvimento,

Mas não lhe deram quase nada,

E começou o seu despovoamento,

Continuando adormecida,

Esperando a obra prometida.



12. 

Setecentos e sessenta e quatro anos, passaram, 

Em vinte de Fevereiro, do corrente,

Desde o Foral do Concelho, ficaram,

A história e a cultura da sua Gente, 

Que Terena sempre amaram,

E continuam no presente, 

Com o mesmo sentimento,

Porque foi aqui seu nascimento. 


Singela homenagem à Vila de Terena pelos 764 anos da fundação do seu Concelho em 20 de Fevereiro de 1262.

 Terena, Fevereiro de 2026 

Correia Manuel 


Vila de Terena







 



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