1.
Da pré história à Cristianização,
Foram muitos povoadores,
Com a sua organização,
Eram quase todos pastores,
Romanos, Visigodos, e vão,
Chegar os mouros, lavradores,
Que aqui viveram em união,
Até à sua expulsão.
Foram muitos povoadores,
Com a sua organização,
Eram quase todos pastores,
Romanos, Visigodos, e vão,
Chegar os mouros, lavradores,
Que aqui viveram em união,
Até à sua expulsão.
Forte Romano Castelinhos - Defesa de Ferreira de Cima
Fotografia: Correia Manuel
2.
Foi Geraldo Sem Pavor,
Que dominou a região,
Para o rei conquistador,
Mas voltou ao islão,
Com o califa Almansor,
Durou pouco a submissão,
Passando a ser dos Cristãos,
Graças aos cavaleiros vilãos.
Que dominou a região,
Para o rei conquistador,
Mas voltou ao islão,
Com o califa Almansor,
Durou pouco a submissão,
Passando a ser dos Cristãos,
Graças aos cavaleiros vilãos.
Mina romana de Ferreira - Defesa de Ferreira de Cima
Fotografia: Correia Manuel
3.
O rei D. Afonso III, fez a doação,
Destas terras, aos Riba de Vizela,
Que lhe deram o primeiro Foral, e então,
Criaram a Vila de Ferreira, sendo ela,
O Lugar, o Baldio e a Coutada a suão,
E o rio Odiana marcava o fim dela,
Mas o rei D. Dinis fez a revogação,
E voltou à Coroa pela sua mão.
O rei D. Afonso III, fez a doação,
Destas terras, aos Riba de Vizela,
Que lhe deram o primeiro Foral, e então,
Criaram a Vila de Ferreira, sendo ela,
O Lugar, o Baldio e a Coutada a suão,
E o rio Odiana marcava o fim dela,
Mas o rei D. Dinis fez a revogação,
E voltou à Coroa pela sua mão.
Sítio do Lugar de Ferreira - atual Neves
Fotografia: Correia Manuel
4.
Os Riba de Vizela mandaram construir,
A Igreja de Santa Maria de Ferreira,
E um Lugar, hoje Neves, para permitir,
Que os povoadores junto à fronteira,
Tivessem apoio espiritual e aqui resistir,
E defender a bandeira,
Nestas terras sem lei,
Em nome do reino e do rei.
A Igreja de Santa Maria de Ferreira,
E um Lugar, hoje Neves, para permitir,
Que os povoadores junto à fronteira,
Tivessem apoio espiritual e aqui resistir,
E defender a bandeira,
Nestas terras sem lei,
Em nome do reino e do rei.
A Igreja de Santa Maria era ao lado direito da atual, onde estão as sepulturas que eram dentro da Igreja primitiva
Fotografia: Correia Manuel
5.
O rei D. Afonso IV, a doou,
À sua esposa Beatriz de Castela,
E a Casa das Rainhas, ficou,
Quarenta e cinco anos na posse dela,
Depois, por muitos Senhores andou,
Desde D. Fernando que teve parte nela,
E por D. Duarte foi doada, pela lealdade,
Sítio do Lugar de Ferreira de 1262
Fotografia: Correia Manuel
6.
Foi um Concelho comunitário senhorial,
Com alcaide, juiz, escrivão e vereadores,
Com uma Defesa ou Couto oficial,
Com castelo, moinhos, barca e lavradores,
Dividida em doze herdades e baldio do Peral,
Que era da Câmara de Terena e do Senhor,
E depois daquela família não houve mudança,
Continuou com D. Francisco de Bragança.
Sítio do Lugar de Ferreira e da Igreja Matriz de Santa Maria de Ferreira
Fotografia: Correia Manuel
7.
Por mil quinhentos e cinquenta, surgiram,
Santo António, a Igreja e a Freguesia,
Depois em redor dela construiram,
Casas, e nas Neves, deixaram Santa Maria,
E o Lugar de Ferreira, que decairam
E foi-se perdendo o que lá existia,
Em mil e seiscentos já está registado,
O Monte de Capelins, muito habitado.
Igreja de Santo António de Capelins
Fotografia: Correia Manuel
8.
Começou por ser um Capelim,
O mesmo que um Altar, Oratório,
Por mil e quatrocento, já no fim,
Dedicado a Santo António,
Construiram ao pé uns Montes, e assim,
Passou a ser Capelins,
Formando duas Aldeias vizinhas,
Atual Altar/Oratório de Santo António
Fotografia: Correia Manuel
9.
Pela guerra da Restauração,
A Freguesia foi muito castigada,
Houve aqui grande movimentação,
Do inimigo, na sua entrada,
Foi tudo destruído, nesta ação,
Esta terra ficou arrasada,
E só no fim de mil e seiscentos,
Acabaram os movimentos.
Antigo Lugar de Ferreira - atual Neves
Fotografia: Correia Manuel
10.
As herdades foram repartidas,
Em mais pequenas e courelas,
E foram quase todas vendidas,
A lavradores e seareiros às parcelas,
E à Casa do Infantado foram cedidas,
As Defesas de Ferreira e Bobadela,
E durante mil e setecentos e oitocentos,
A população teve grande aumento.
Defesa de Bobadela de Cima
Fotografia: Correia Manuel
11.
Quando das guerras liberais,
Por mil oitocentos e trinta,
Os lavradores foram leais,
Ao rei D. Miguel, o absolutista,
Com resultados fatais,
Para os seus apoiantes, os realistas,
E a Vila de Ferreira e o Concelho leal,
Foram extintos, por decreto real.
Terras de Capelins - Negra
Fotografia: Correia Manuel
12.
Na Freguesia, no seu conjunto,
Poucas alterações se viram,
Ficaram, Faleiros, Ferreira e Montes Juntos,
As Aldeis de Capelins se fundiram,
Deram lugar a Ferreira, e muitos,
Para o seu bem contribuíram,
Veio gente de muitas regiões,
Com a sua cultura e tradições.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição - Montejuntos
Fotografia: Correia Manuel
13.
Nas primeiras décadas de novecentos,
Capelins, Santo António, a Freguesia,
Teve grande desenvolvimento,
Em termos de população e economia,
Mas depois o seu crescimento,
Começou a decrescer dia a dia,
E as suas gentes dela a sair,
Nos anos cinquenta e a seguir.
Aldeia de Ferreira - antiga Capelins de Cima
Fotografia: Correia Manuel
14.
Em setenta e quatro, aconteceu,
Em vinte e cinco de Abril, a revolução,
Que muita esperança deu,
A toda a população,
E a Freguesia renasceu,
Mas não houve duração,
Apenas alguma melhoria,
Depois, caiu na monotonia.
Escadinhas do Pinheiro na antiga Aldeia de Capelins de Baixo
Fotografia: Correia Manuel
15.
Foi muitos anos esperada,
Mas já muito tempo se leva,
E a Freguesia foi pouco beneficiada,
Mas a esperança ainda se eleva,
E sua Gente continua motivada,
Sempre com o mesmo sentimento,
Porque foi aqui seu nascimento.
Memorial aos Moinhos do Rio Guadiana na Freguesia de Capelins - Montejuntos
Fotografia: Correia Manuel
Versos: Correia Manuel
Capelins, Janeiro de 2026
Singela homenagem à Freguesa de Capelins e suas Gentes.


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