domingo, 11 de março de 2018

261 - Terras de Capelins 
História de vidas de gentes das terras de Capelins 
Percurso de vida da Família “Mira”
Como referimos, José de Mira chegou às terras de Capelins na década de 1790, onde contraiu matrimónio com Francisca Rodrigues, natural de Santiago Maior, no dia 05 de Agosto de 1798, na Igreja de Santo António de Capelins!
José de Mira e, sua legítima mulher Francisca Rodrigues, tiveram vários filhos/as, conhecemos quatro, do sexo masculino que, deram origem aos diversos ramos da Família “Mira” que, povoaram as terras de Capelins e arredores! Os filhos do género masculino chamavam-se: Manuel de Mira, Fernando de Mira, Vicente de Mira e João de Mira. No caso da linhagem da família que seguimos, devido à manifestação dos seus familiares, a mesma, já em Capelins, teve origem em João de Mira, que era o pai de José de Mira, logo, para trás é igual para todos os ramos desta Família!
A pesquisa, começa dos tempos mais recentes, dos Registos Paroquiais de Santo António de Capelins até ao limite temporário dos registos Paroquiais da antiga Paróquia de São Matias – Évora, dia 02 de Março de 1641, mais de 350 anos e, 10 gerações da Família Mira! Estão em anexo, todos os Assentos Paroquiais a que nos referimos até àquela data, mas sublinhamos que seguimos apenas o ramo direto do 1º grau “Mira”, com algumas exceções. 
Esta investigação, levou-me a concluir que, o ramo da Família “Mira” das terras de Capelins, teve início em São Matias, próximo de Évora, sendo, Antónia de Mira, a primeira com apelido “Mira” desta linhagem, era filha de Grácia Vidigal e de António Roíz (Rodrigues) e, neta de Pero (Pedro) Roíz e de Catherina Vidigal, como podemos verificar, nesta linhagem, até Antónia de Mira, não existe na Família o apelido “Mira”, mas sim, Roíz (Rodrigues) e Vidigal, ambos, estes apelidos já existiam na Freguesia de São Gregório – Arraiolos, antes de 1600, naturalidade de António Roíz, mas o apelido “Mira” só aparece nesta Freguesia em 20 de Janeiro de 1641, com o casamento de Luís de Mira com Catherina Rebocha, por isso, tudo indica que o apelido “Mira” não veio de São Gregório para São Matias, mas sim ao contrário. 
O meu objetivo era desvendar como é que o apelido “Mira” entrou na Família “Vidigal”, ou Roíz (Rodrigues) em São Matias! 
Após a análise de muitos registos Paroquiais de São Matias e de São Gregório, não encontrei outra explicação, senão a seguinte:
Catherina Vidigal teve vários irmãos e irmãs, todos nascidos antes de existirem registos Paroquiais em São Matias, os quais, só começaram no ano de 1641 e, prevê-se que Catherina Vidigal tenha nascido entre 1618 e 1620, porque, já encontramos o registo de nascimento do filho Manuel Vidigal em 26-01-1643, talvez, tenha casado com Pero (Pedro) Roíz (Rodrigues em 1640 ou 1641, mas não há registo. Os filhos e filhas de Catherina Vidigal ficaram todos com o apelido “Vidigal”, mas depois os seus netos filhos de Grácia Vidigal já têm o apelido de “Mira” que não vem da linhagem do seu marido “Roíz”, assim, só pode ter sido recuperado do seu ramo, mas também, não podia ser do lado de seu pai que era Pero “Roíz”, teria sido do lado de sua mãe e, nesse caso, parece-me que seria o seu avô materno que era “Mira”, casado com uma senhora “Vidigal”, como sabemos, nesse tempo, era o apelido materno que prevalecia, mas Grácia Vidigal, por qualquer motivo que desconheço, recuperou para os seus filhos o apelido de seu avô “Mira”, provável pai de Catherina Vidigal e, assim, deu continuidade à linhagem da Família “Mira”. 
Neste momento, não encontro outra explicação, nem alternativa para a substituição do apelido “Vidigal” pelo de “Mira” nas duas gerações “Vidigal” que conhecemos, no entanto, em conformidade com os respetivos documentos, a Família “Mira” pode assumir que, também tem uma forte “componente” de “Vidigal”. 
"A pesquisa não se encontra fechada"

Este é o registo do nascimento de Antónia de Mira, de 09-06-1678 em São Matias - Évora.
É a esta mulher que a nossa família "Mira" deve o seu apelido, senão, digamos seria "Vidigal". 


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