segunda-feira, 17 de abril de 2017


262 - Terras de Capelins 

1ª Travessia Pedestre em Passeio, na Diagonal, da Freguesia de Capelins - Águas Frias - Gato, em 15 de Abril de 2017  


Conforme planeado, no dia 15 de Abril de 2017, pelas 09:00 horas, demos início à 1ª Travessia Pedestre em Passeio, na Diagonal, da Freguesia de Capelins, entre o Nordeste onde se cumprimentam as Freguesias de Santo António de Capelins, S. Pedro de Terena e Nossa Senhora da Conceição de Alandroal, na Defesa de Ferreira (Águas Frias) e o ponto mais a Sudoeste, no Gato, nos extremos, desta e da Freguesia de Monsaraz. Passamos sem demora pela Vila de Ferreira Romana e pelas minas Romanas e como não pudemos prosseguir para sul, devido à existência ilegal de uma cerca de arame em património do Estado, até dentro de água, fomos obrigados a dar uma grande volta e descer pelo caminho milenar que dava ao porto Romano das Águas Frias de baixo, aqui fomos observar se eram visíveis alguns restos de calçada romana, mas a mesma, encontra-se submersa. Foram tiradas algumas fotografias e seguimos para a Ermida de Nossa Senhora das Neves, indicado como, percurso pedestre 6. Chegamos junto à referida Ermida pelas 10:00 horas e aqui demoramos cerca de meia hora, porque ficamos impressionados com o estada acelerado da degradação do edifício e com a sensação de não o voltarmos a ver em pé. Além da estrutura do edifício estar quase todo em ruína eminente, apresentando perigo para quem se aproximar dele, também a porta foi arrombada e só não estava totalmente aberta, por estar ligada com um simples cordel, o qual, deve ter pouca duração e, brevemente ficará escancarada! Pouco passava das 10,30 horas e seguimos a nossa viagem, logo a seguir ouvimos um motor de moto-serra e algumas vozes, mas não vimos ninguém. Rapidamente chegamos ao Monte do Escrivão, sempre observando e fotografando a linda paisagem primaveril e com a presença constante à nossa esquerda de grandes extensões de água do Grande Lago de Alqueva, que ocupou todo o leito da Ribeira do Lucefécit. Fizemos uma visita ao Monte do Escrivão, ou seja, às ruínas deste Monte, com uma pequena paragem de alguns minutos, porque causou-nos alguma consternação a triste situação! Já eram cerca de 11:00 horas e seguimos em direção aos Montes da Talaveirinha e da Talaveira! 
Como referimos anteriormente, pouco passava das 11:00 horas e já tínhamos deixado para norte/nordeste os Montes de Ferreira e do Escrivão e andávamos a rondar o Monte da Talaveirinha, a escolher os melhores ângulos para o fotografar como se fossem as derradeiras fotografias enquanto ainda lá está, na esperança que alguma coisa mude e, como outros, ainda possa continuar a desempenhar a função para que foi construído pelo então seu lavrador. Alguns Montes já têm os telhados abatidos e as paredes em agonia, adivinhando-se que não estarão muitos mais anos em pé. 

Na Talaveirinha encontramos três pessoas que andavam a queimar rama de oliveira, depois da poda recente, com as quais trocamos cumprimentos e, não muita conversa para não empatar quem trabalhava. Depois de informarmos o que andávamos fazendo por ali e qual era o destino, fomos aconselhados a seguir o caminho em frente pelo Carrão - Montejuntos, mas negamos, porque o plano era ir pelos Montes da Talaveira e do Roncão e, só depois pelo Carrão, um percurso mais longo, mas foi mesmo assim. Passamos uns minutos a observar e a fotografar o Monte da Talaveira, a eira e o outro Monte da Talaveirinha de baixo, depois seguimos para sul, por São Miguel e Roncão. Neste Monte, demoramos um pouco, porque havia muito para admirar, desde o mesmo, assim como toda a região que dele se avista, a linda paisagem, em contraste com o azul do céu e das águas do Grande Lago, observar e ouvir a fauna, como cegonhas e outras aves, muitas potencialidades para o turismo da narureza, mas infelizmente, sem nenhum aproveitamento. Depois do Monte do Roncão, atravessamos o Ribeiro do Carrão, ainda com alguma água numa espécie de lagoa no lugar onde passa a estrada e ficamos logo em frente ao Monte do Ladrilho, (da Ti Margarida Cartaxa), hoje, de outro proprietário. Um pouco adiante, como eram quase 12:00 horas, debaixo de uma azinheira já idosa, abrimos a mochila, tiramos o pão com queijo e um sumo, comemos em poucos minutos e depressa continuamos rumo ao objetivo, o Gato. Fomos observando e fotografando Montes e paisagem do Carrão, Bispas, Arrabaça, Capeleira e, perto das 13:00 horas demos entrada em Montejuntos, junto ao Monte da Galvoeira, (já tinham passado quatro horas), fizemos a travessia da aldeia pelo lado sul, mas o caminho obrigou-nos a entrar na parte central, seguimos depois pela rua que levava ao Manantio e pelas 13:10 horas estávamos no Monte da Boa Vista a olhar uma sinalética que indicava: PR 7 Azevel - etapa II - 9,5 Km! 

Como descrevemos na parte anterior, eram 13:10 horas e estávamos em frente ao Monte da Boa Vista em Montejuntos. O sol estava abrasador para esta época do ano e o almoço muito longe, mas era impossível desistir, apesar de estarmos a ler que faltava andar 9,5 Km até ao Azevel, mais a volta até ali, ainda seriam mais 20 Km. Seguimos o caminho indicado para a herdade da Defesa de Bobadela, passamos ao portão do Monte do Peral - Turismo Rural e por outras propriedades, antes de entrarmos nos domínios da herdade do Roncanito, que para nós é Azinhal Redondo de Baixo, porque foi sempre a sua designação desde há 300 anos, quando era da Casa do Infantado. A estrada por onde seguimos pretende ligar Montejuntos à aldeia do Outeiro, mas encontra-se quase intransitável, porque era empedrada , mas devido ao abandono, a pedra soltou-se e mesmo a pé é muito difícil circular por lá, uma vez que o acesso a esta herdade é quase totalmente efetuado pelo lado da aldeia do Outeiro através da ligação por uma nova ponte sobre a Ribeira do Azevel e o caminho de terra batida estar em boas condições para a circulação de veículos, virando, assim as costas a Capelins, onde, administrativamente pertence. Viemos encontrar os célebres marcos da Casa do Infantado a demarcar a Defesa de Bobadela, tirámos a erva em redor de todos, aproximámos os olhos até um palmo e passámos a mão pelo granito, na esperança de encontrar algum rasto de história, mas como todos os que se encontram nas terras de Capelins, também aqui não encontrámos nada, porque um simples escopro apagou o que procuramos, o que se compreende, visto que, o Estado do Infantado era odiado pelo povo e, essas terras hoje têm outros donos. Fomos descendo rumo ao nosso objetivo e não demorou a visualizarmos à nossa esquerda o grande Monte da Defesa, mas já havia muito tempo que éramos perseguidos pelo outeiro de Monsaraz, ora nos aparecia pela frente, ora à nossa direita, conforme as curvas do caminho, andávamos, andávamos e aquele outeiro parecia estar sempre à mesma distância. Pouco depois de deixarmos o lugar onde existiu a pista de aviação da herdade da Defesa, à nossa esquerda começámos a avistar as águas do Grande Lago, o que nos deu mais força para continuar, mas ainda estávamos muito longe do Gato, do qual só nos aproximámos cerca das 16:00 horas, ou seja 07 horas depois da partida do lugar de origem, Águas Frias! 



Mais metro, menos metro de terreno, entre os pontos de origem e destino, considerámos concluída com êxito esta nossa aventura.







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