sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Registos Paroquiais de Santo António 1635

 Registos Paroquiais de Santo António 1635

Batismo das gémeas Maria e Catarina no dia 7 de Janeiro de 1635 na Igreja de Santo António.
Temos escrito que o primeiro padre a fazer os Registos de Batismos, Casamentos e óbitos na Igreja de Santo António com início em 1633 foi o padre Luís de Campos, que veio de Monsaraz, e pensamos estar correto, mas este não foi o primeiro padre a chegar a esta Igreja, porque nos finais da centúria de 1500 encontramos nos Registos Paroquiais de São Pedro de Terena a indicação que o padre da Freguesia de Santo António era o padre Gonçalo Rodrigues e verificamos que, após a chegada do padre Luís de Campos, ainda foi o padre Gonçalo Rodrigues a batizar as gémeas Maria e Catarina no dia 07 de Janeiro de 1635 na Igreja de Santo António, conforme podemos confirmar no último Registo do lado direito.
Pode ler-se, perfeitamente esta escrita de 1635 feita na Igreja de Santo António em Capelins 

Registo de batismo feito pelo padre Gonçalo Rodrigues


O Monte do Foro em Capelins -1636

  O Monte do Foro em Capelins 1636

Quando aqui publicamos segredos, assim como resenhas da história de Capelins é com base em documentos oficiais, neste caso, são Registos Paroquiais, escritos na Igreja de Santo António de Capelins pelos respetivos Párocos, a partir do ano de 1633, mas temos Registos de gentes de Capelins na Paróquia de São Pedro de Terena a partir de 1572. Sabemos que, a Vila de Ferreira (atual Freguesia) foi da Família Freire de Andrade entre 1433 e 1674, logo muitos destes Registos Paroquiais são de antes da mesma ter sido retirada à dita Família, naquela data 1674, por isso, sabemos que a Vila estava dividida em 12 herdades com um Monte cada e estavam arrendadas a lavradores, e foi assim até 1698, depois deu-se uma reforma agrária.
Nesta folha de Registos de óbito que publicamos, podemos confirmar que em 1636 lá estava o Monte do Foro, entre a Igreja de Santo António e a Aldeia de Ferreira, onde no dia 31 de Outubro de 1636 faleceu Maria Nunes e fez testamento, logo era pessoa com bens, nesse tempo, ainda a herdade da Defesa de Ferreira não era da Casa do Infantado e já existiam Montes dentro dela e aforamentos em enfiteuse, sem ser o Monte da herdade, o Monte Grande, como nos outros casos! No mesmo Monte do Foro, três dias depois, em 3 de Novembro de 1636 faleceu Inês Fernandes, sem Sacramentos e não fez testamento. Há outros óbitos nesta data ou próximo da mesma, e no mesmo Monte do Foro, tal como noutros das herdades da Vila de Ferreira.
No topo da folha do lado esquerdo podemos observar o seguinte Registo de óbito escrito pelo padre Luís de Campos que veio de Monsaraz e escreveu:
"Aos 3 de Abril da era de 1636 anos, enterrei no adro um velho que morreu nas Fontanas, o qual se diz ser de Monte de Trigo."
Luís de Campos
(Este pobre sem nome, era indigente, não entrou na Igreja, foi sepultado à porta)
Na folha do lado direito podemos ler:
"Aos trinta e um de Outubro da era de mil seiscentos e trinta e seis anos, faleceu da vida presente Maria Nunes do Monte do Fouro, com todos os Sacramentos e fez testamento.
Luís de Campos
No mesmo Monte do Foro três dias depois, deu-se mais um falecimento:
"Aos três dias do mês de Novembro da era acima, faleceu da vida presente Inês Fernandes do Monte do Fouro, sem Sacramentos , não fez testamento.
Luís de Campos"
Pelo número de falecimentos no dito Monte do Foro, podemos deduzir que tinha muitos moradores!

Registos Paroquiais de Santo António de Capelins 



terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Memórias do Chiquinho de Capelins, quando o Menino de Jesus lhe deu um gatinho de corda

Memórias do Chiquinho de Capelins, quando o Menino de Jesus lhe deu um gatinho de corda

Quando o Chiquinho de Capelins era pequeno, ainda não existia o Pai Natal, por isso, é mais velho do que ele, só cá chegou muitos anos mais tarde, tirando o lugar ao Menino Jesus, ao qual, eram dedicadas todas as festas da época natalícia, era ele que, na noite de 24 de Dezembro descia pelas chaminés das casas da Aldeia e deixava, alguma coisita nos sapatinhos de quem os tinha ou, numa meia, mas, geralmente, não era mais do que uns bombons e uns rebuçados de frutas, ainda não apareciam em Capelins, os ratinhos, coelhinhos, sinos, pequenos pais natal e sombrinhas em chocolate.

O Chiquinho de Capelins, por vezes, sem esperar, era presenteado com alguns bombons pelas primas, tias e vizinhas em Capelins de Baixo, no dia de Natal entregavam-lhe alguns bombons e diziam-lhe: - Toma lá Chiquinho, olha,  isto deixou o Menino de Jesus para ti, ali na minha chaminé, porque tu portaste-te bem durante o ano, fizeste poucas birras!  

O Chiquinho apanhava os bombons com as duas mãos e perguntava-lhe, porque motivo o Menino Jesus tinha deixado as coisas dele, lá nas chaminés delas, e elas diziam-lhe que ele andava com muita pressa e para acabar as entregas até ao nascer do sol, tinha-lhe pedido para elas entregarem os bombons ao Chiquinho, e ele ficava convencido que era verdade. 

O Menino Jesus, era mais generoso uns anos do que outros e, houve um ano que lhe deixou um gatinho de corda, que corria e dava cambalhotas, tinha quatro rodinhas para deslizar e tinha uma espécie de asa que ia dando a volta e quando chegava à parte de baixo o contacto com o chão obrigava-o a dar uma cambalhota ficando em pé, e continuava fazendo isso até acabar a corda. 

O Chiquinho adorou o presente, não havia nada igual na Aldeia de Ferreira e, até os adultos ficavam admirados com as habilidades do gatinho, mas quando lhe deram corda e o meteram no chão junto dos pés dele, o gatinho partiu para um lado dando cambalhotas e o Chiquinho partiu para o outro apavorado, foi um terror para ele, e embora lhe mostrassem que o gatinho era de lata, não fazia mal e como funcionava, fez uma birra que não queria entrar em casa e não o fizeram chegar perto do brinquedo, não o queria próximo dele, chorava e pulava aterrorizado, tiveram de esconder o gatinho debaixo de uma tigela, na prateleira mais alta na casa dos avós, e mesmo assim, não o faziam entrar em casa, e depois de saber o sítio onde o gatinho estava guardado dava uma curva para não passar próximo dele, e o gatinho teve de ficar escondido com o rabo de fora durante muito tempo, e não brincava com ele, por isso, durou alguns anos. 

O Chiquinho de Capelins, nunca mais recebeu uma prenda do Menino Jesus que o marcasse para a vida, como foi o gatinho de corda que corria e dava cambalhotas.

Fim 

Texto: Correia Manuel 


 



segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Memórias do Chiquinho de Capelins, quando foi ator de teatro

Memórias do Chiquinho de Capelins, quando foi ator de teatro 

O Chiquinho de Capelins quando entrou para a escola primária era de pequena estatura e depressa ganhou a alcunha do "pequeno", passado pouco tempo a empregada da professora, a "Neca", achou que lhe ficava melhor o "pintarroxo", o nome de um passarinho que ela gostava muito, mas a rapaziada da escola não percebiam o que era isso, e passaram a chamar-lhe "pinto roxo", assim, já todos percebiam que era um pinto de cor rôxa.  

Perto do Natal do ano seguinte, já andava na segunda classe, um dia a professora anunciou que nesse ano a festa era diferente do ano anterior, além da construção do lindo presépio com musgos apanhados no campo, com simulação de montanhas, caminhos, lagos e rios, com a choupana e o menino Jesus deitado nas palhinhas e as figuras da família, Nossa Senhora e São José, dos reis magos e dos animais, a vaca, o burro, ovelhas, cordeiros e outros, que cada um levava de casa e que a professora aceitava, ou não, nesse ano iam representar uma peça de teatro, para a qual, brevemente seriam anunciados os atores e atrizes e o respetivo papel, deixando a rapaziada muito entusiasmada.

A partir daquele dia, já não se falou de outra coisa na escola da Aldeia de Ferreira, até que chegou o dia tão esperado e, a professora anunciou o nome da peça, condizente com a época natalícia e, parece que se designava, "Jesus e o Barrabás" e foi dizendo os nomes dos alunos e alunas e atribuindo o seu papel na dita peça e quando chegou à vez do Chiquinho disse-lhe que ele seria o "Barrabás" deixando-o de cabelos em pé, porque já tinha ouvido alguns contos ao avô Xico Alavanéu sobre esse "Barrabás" que era detestável, ladrão, assassino e tinha sido trocado por Jesus na absolvição,  disse logo à professora que não queria fazer esse personagem e ficou fora de si, porque a rapaziada começaram a rir e a chamar-lhe "Barrabás", estava certo que, a partir daquele dia deixava de ser o "pequeno" e, o pinto roxo, e passava a ser o Barrabás, não podia aceitar isso! 

A decisão da professora deu um grande desgosto ao Chiquinho, que começou a chorar e a fazer uma birra, continuando a dizer que não fazia o Barrabás, mas a professora fixou-o nos olhos e disse-lhe que fazia, decerto que fazia e pouco depois, começaram os ensaios. 

O Chiquinho ainda levou algumas chapadas na cara à conta de ser ator e contrariado foi obrigado a ensaiar a peça, e no ato do julgamento de Jesus feito pelo governador Poncio Pilatos, a seguir a uma deixa dos outros atores, ele entrava na sala encostado a um pau com os cabelos desgrenhados, cabeça ao lado, barafustando e, em cima do estrado de madeira que ficava por baixo do quadro dava três pancadas com o pau e dizia: - Eu cá sou o Barrabás! E continuava com uma lenga lenga, mas tinha de falar sempre com a língua de fora, o que era impossível, ou uma coisa ou outra, não conseguia falar com a língua de fora, mas a professora não compreendia e o Chiquinho chorava irritado, misturando lágrimas e ranho, mas não foi dispensado desse papel.

No dia da representação, não houve melhoras, não ligou à deixa e tiveram de o chamar para entrar na sala, ainda pensou em fugir, mas teve medo das consequências e entrou a chorar de raiva, e involuntáriamente apresentou uma boa imagem do Barrabás, mas ninguém percebeu nada do que ele disse. 

A experiência do Chiquinho como ator de teatro, deixou-o muito traumatizado e nunca mais aceitou nenhum papel nas peças de teatro, quando surgiram convites no trabalho para representação nas Festas do Natal, porque o trauma ficou para a vida. 

Quanto à alcunha de "Barrabás", menos mal, acabou por ficar esquecida, porque, seriam já três alcunhas, demais para um rapaz só. 

Fim 

Texto: Correia Manuel 


Escola Primária da Aldeia de Ferreira



domingo, 17 de dezembro de 2023

A desertificação da Freguesia de Capelins

 A desertificação da Freguesia de Capelins

Conforme dados demográficos do Instituto Nacional de Estatística (INE) a Freguesia de Capelins desde 1960 não deixou de perder residentes, podemos verificar como tem sido esta perda em termos de números e percentagem, de alguns anos face aos residentes em 2021 (Censos), assim:
Anos: Residentes
1864 1320
1970 1.224
2001 673
2021 398
No ano de 1970, face ao ano de 1864, a população da Freguesia de Capelins diminuiu 96 indivíduos, que em termos percentuais corresponde a menos 7,84 %.
No ano de 2001 face ao ano de 1864, a população da Freguesia de Capelins diminuiu 647 indivíduos, que em termos percentuais corresponde a menos 49,02 %.
No ano de 2021 face ao ano de 1864, a população da Freguesia de Capelins diminuiu 922 indivíduos que em termos percentuais corresponde a menos 69,85 %.
No ano de 2001 face ao ano de 1970, a população da Freguesia de Capelins diminuiu 551 indivíduos que em termos percentuais corresponde a menos 54,98 %.
No ano de 2021 face ao ano de 1970, a população da Freguesia de Capelins diminuiu 826 indivíduos que em termos percentuais corresponde a menos 32,56 %.
No ano de 2021 face ao ano de 2001 a população da Freguesia de Capelins diminuiu 275 indivíduos que em termos percentuais corresponde a menos 59,14 %.
Comparamos, agora a população residente em 2021 com 2001 por grupos etários:
Anos/Idade 0-14 15-24 25-64 >65
2001 68 55 292 258
2021 28 31 183 156
Estes números estão em linha com o que se verifica em quase todas as localidades da Raia, e todos sabem quais são as principais causas, por isso, deviam ser tomadas medidas para remediar o grave problema da desertificação do interior deste país.

Freguesia de Capelins
Aldeia de: Faleiros - Ferreira - Montejuntos




































segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Memórias do Chiquinho de Capelins, quando esbandalhou a areia do avô Chico Alvanéu

Memórias do Chiquinho de Capelins, quando esbandalhou a areia do avô Chico Alvanéu

Nos alvores da década de 1960, numa tarde de um dia de um mês de Abril, o Chiquinho de Capelins brincava com o primo no quintal do avô Chico Alvanéu na Aldeia de Ferreira de Capelins de Baixo, com umas latas de sardinhas de conserva e umas ferraduras de muares que fingiam ser carroças, e carregavam terra e pedras para fazer estradas e pontes, o avô saiu de casa fechou a porta no trinco, como estava sempre e disse-lhe para não saírem dali até ele voltar, porque não demorava, ia só cortar a barba à barbearia do ti João Luciano. 

O Chiquinho e o primo andavam ajoelhados no chão, levantaram-se e disseram-lhe que iam com ele, mas ele respondeu-lhe que não podiam ir, porque a última vez tinham dado cabo da cabeça dele e do dito barbeiro, nem o pincel da barba tinha escapado, tinham mexido em tudo, até na tigela de fogo onde a ti Rosa Isabel fazia uma sopa de tomate, ao lume na chaminé, tinham ido meter o nariz, por isso, ficavam ali a brincar e não saiam dali, senão, estava o caldo entornado.

Assim que o avô deu a volta à esquina da casa, o Chiquinho disse ao primo que já não queria brincar mais, porque estava farto daquela brincadeira, ia beber água e depois logo via ao que brincavam, o primo respondeu que, também estava cheio de sede e foram os dois beber água, o Chiquinho disse-lhe que era o primeiro a beber, porque tinha sido ele a dizer que ia beber água e além disso era o mais velho e encheu um quartilho de alumínio que levava quase meio litro de água e foi bebendo devagar, nunca mais acabava, o primo já irritado começou a reclamar que, assim, nunca mais bebia e que estava a fazer pouco dele, então o Chiquinho desafiou o primo para uma aposta, qual conseguia beber mais água, o primo aceitou e foram bebendo até a água sair pelo nariz e por todo o lado, quase despejaram a cantarinha, e o Chiquinho acabou por se sagrar vencedor, mas ficaram com uma barrigada que pareciam peixes sapos. 

Quando voltaram ao quintal, não acertaram com a brincadeira que cada um queria, porque, o que ambos queriam era terem ido com o avô, e não estavam contentes com ele, por isso, o Chiquinho disse ao primo que lhe deviam fazer uma pirraça e a melhor era esbandalhar a areia que estava num monte à esquina da casa, o primo respondeu que não queria entrar nisso, e lembrou-lhe que se fossem apanhados pelo avô pagavam as favas, seria melhor outra coisa, mas o Chiquinho não desistiu, porque sabia que era isso que mais irritava o avô e continuou a insistir, dizendo que ele ainda demorava, por isso, esbandalhavam a areia e vinham brincar para o sítio onde tinham ficado e depois diziam-lhe que não tinham saído dali e tinham ouvido uns rapazes a rir ali na esquina, onde estava a areia, decerto tinham sido eles e, assim convenceu o primo. 

A areia do avô estava arrumada à parede e na base tinha uma fila de pedras bem ajustadas que não a deixavam deslizar, o Chiquinho foi primeiro espreitar à rua principal de Capelins de Baixo, viu até à curva que não vinha ninguém e ficou descansado, voltou e saltaram ambos para cima do monte de areia que se espalhou até ao meio da Travessa, andavam tão felizes a fazer o que não deviam que não deram pelo tempo passar. 

O avô não se demorou e quando estava a chegar a casa viu o trabalho dos netos, mas não disse nada, passou sem ser visto e entrou pela porta da frente e saiu pelo do quintal, o Chiquinho só deu por ele quando ouviu o primo a gritar por clemência, porque o avô estava a dar-lhe com uma corda dobrada pelos costados, mas não esperou pela sua vez, fugiu pela rua abaixo e só parou depois de passar o cruzamento da rua do Quebra, quando teve a certeza que o avô não o seguia e daí a pouco chegou o primo ofegante, a choramingar e a dizer que ele é que as pagava sempre. 

O Chiquinho respondeu-lhe que tivesse feito o mesmo que ele, podia ter fugido e armaram uma discussão, por fim confirmaram que tinham sido apanhados de surpresa, não tinham dado pela chegada do avô, por isso, o primo tinha sido apanhado.

E agora? Exclamou o primo!

Agora, já não arrumo lá até à noite! Respondeu o Chiquinho! 

Sim, não arrumas lá agora, mas tens lá a tua parte à espera, já sabes que à noite levas tu! Não sou só eu a levar! Respondeu o primo! 

Não passou muito tempo e já estavam esquecidos da areia do avô, começaram a brincar com a rapaziada que por ali andavam e depressa passou o resto da tarde.

Quando começou a escurecer e cada um foi recolhendo a sua casa, decidiram que estava na hora de irem indo para casa do avô, e o primo lembrou ao Chiquinho que tinha a corda à espera, e ele disse-lhe para se calar, porque no fim, ainda era ele que levava mais alguma cordoada e foram subindo a rua, passaram pelo monte de areia e viram que já estava todo arrumadinho, o Chiquinho foi à frente muito devagarinho, pé ante pé, preparado para fugir, se fosse o caso, abriu a porta, foi até à entrada da cozinha, viu o avô sentado à chaminé e disse-lhe: 

Chiquinho: Então avô? O que está a fazer? 

Avô: Olha, estive a fazer a ceia (jantar)! Estava à sua espera, se já têm fome, vamos a ela! 

Chiquinho: Então o que é a ceia, avô? 

Avô: Hoje são umas migas, com uns pedacinhos de toucinho frito e umas rodelas de chouriça frita! Gostam? 

Chiquinho: Eu gosto muito de migas, mas do toucinho frito não gosto! 

Avô: Não gostas de toucinho frito? Mais fica para mim! Vá, venham já! 

Com aquela conversa de bons amigos, o Chiquinho teve a certeza que a pirraça já estava esquecida, chamou o primo e não demorou já estavam a comer as migas em boa harmonia, e com o olhar, confirmaram que estavam livres das cordoadas. 

Depois da ceia e de tudo arrumado, sentaram-se os três à chaminé, e como sempre, o avô começou a contar contos e pilérias para rir, até à chegada do sono, quando foram os três para a cama e, no dia seguinte, foi outro dia.

Fim 

Texto: Correia Manuel  


Aldeia de Ferreira



sábado, 2 de dezembro de 2023

História de vidas de Gentes de Capelins - Família "Carraço"

 História de vidas de Gentes de Capelins - Família "Carraço"

Parece-nos que, a Família "Carraço" de Capelins, chegaram aqui cerca do ano de 1800, porque em 1810 realizou-se na Igreja de Santo António o casamento entre Manuel Martins, natural da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, Aldeia do Rosário - Alandroal e Anna Marques natural da Freguesia de Nossa Senhora da Visitação - Odeleite - Castro Marim.
É de Odeleite - Castro Marim, que nos parece ser a origem da dita Família, uma vez que, não se encontra nenhuma Família com esse apelido ou alcunha na Aldeia do Rosário.
No entanto, pensamos que "Carraço" era uma alcunha, e como tantos casos semelhantes acabou por ser integrado no nome dos descendentes.
Manuel Martins e Anna Marques eram os avós de Rosa Maria (Carraço), a mãe de "Domingos Manuel "Carraço" o Sacristão de Capelins, nascido em 1869 e falecido em 1935.
Anna Marques era filha de Afonso Marques e de Maria Marques, ele natural de Vale do Pereiro - Alcoutim e ela de Odeleite - Castro Marim.
Igreja de Nossa Senhora da Visitação em Odeleite
PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA VISITAÇÃO [ODELEITE]
(Singela homenagem à Família "Carraço" de Capelins)
Foto de Junta de Freguesia de Odeleite.
Igreja Matriz de Odeleite, mais conhecida por Igreja da Nossa Senhora da Visitação.
Este templo foi edificado logo a seguir à Visitação de 1518, razão pela qual está intitulada de Igreja Gótica Mendicante. Não que seja estilo formado, propriamente dito, mas sim um termo usado em Portugal. "Gótico Mendicante" significa que é do estilo Gótico praticado pelas Ordens mendicantes, como são as Franciscanas e Dominicanas.
O seu interior é formado por uma nave central e a capela-mor que possuem coberturas em abóbadas, apresenta talha dourada, varias pinturas e uma coleção de peças de ourivesaria antiga.
Orago
Nossa Senhora da Visitação  

Foto net 



Os tradicionais tarros de cortiça, na Freguesia de Capelins

Os tradicionais tarros de cortiça, na Freguesia de Capelins  O tarro é uma vasilha tradicional feito de cortiça que se usava na Freguesia de...