quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Valverde de Leganés vizinha de além Guadiana

Valverde de Leganés vizinha de além Guadiana

Valverde de Leganés é um município da Espanha na província de Badajozcomunidade autónoma da Estremadura, de área 73 km². Como as outras localidades de além Guadiana, vizinhas das Terras de Capelins,  devido às suas relações entre os povos dos dois lados da Fronteira, por motivos comerciais, religiosos, familiares e outros, não poderíamos deixar de, também a dar a conhecer.
Está situado entre Olivenza y Almendral, cerca del pantano de Piedra Aguda, en el ámbito más cercano a la influencia de la frontera. Pertenece a la comarca y al Partido judicial de Olivenza.En 1594 formaba parte de la Tierra de Badajoz en la Provincia de Trujillo.
El siglo pasado aún aparece nombrada como Valverde de Badajoz, jurisdicción a la que perteneció inicialmente desde su fundación en el siglo XIII. Posteriormente, pasó a integrarse en las casas de Leganés y Altamira, teniendo a su vez como anejos, hasta su desaparición en el XVII, a las aldeas de Valdesevilla y Los Arcos. La proximidad a la frontera hizo de Valverde escenario de numerosas acciones de guerra relacionadas con los conflictos hispano-portugueses en todas las épocas. En sus inmediaciones tuvo lugar en 1385 la batalla que remató el descalabro sufrido poco antes por los castellanos en Aljubarrota. El 13 de septiembre de 1643 la localidad fue arrasada por los portugueses durante la guerra de la separación. En 1704, iniciada la de Sucesión, sus moradores la abandonaron, temerosos de nuevos ataques lusitanos, que efectivamente se produjeron con terribles resultados, hasta el punto de que el enclave quedó destruido por completo y despoblado, hasta que en 1712 se inició su reconstrucción. Valverde fue escenario también de la reunión mantenida el 14 de mayo de 1811 por los generales aliados con Beresford, para preparar la batalla librada dos días después contra los franceses en los campos de La Albuera, y en la que parte de las tropas tuvieron aquí sus campamentos de partida.
A la caída del Antiguo Régimen la localidad se constituye en municipio constitucional en la región de Extremadura. Desde 1834 quedó integrado en el Partido judicial de Olivenza.2 En el censo de 1842 contaba con 431 hogares y 1510 vecinos.
Como património de destaque temos: A Iglesia Parroquial católica bajo la advocación de San Bartolomé, en la Archidiócesis de Mérida-Badajoz

E Embalse de piedra aguda. Pantano situado en el Km 4 de la carretera Valverde de Leganes-Olivenza.


Base: Wikipédia 




As Terras de Capelins: Faleiros - Ferreira de Capelins - Montejuntos

As Terras de Capelins: Faleiros - Ferreira de Capelins - Montejuntos


Nesta singela homenagem às localidades vizinhas de além Guadiana, pela excelente relação de amizade entre os seus povos, àparte das guerras militares, por aqui passaram:
- Villa de Cheles;
- Villa de Alconchel;
- São Bento da Contenda;
- São Domingos de Gusmão;
- Vilarreal;
- Tálega;
- São Jorge de Alôr;
- Valverde de Leganés;
- Barcarrota.
A homenagem consiste em as divulgar perante as pessoas que desconhecem estas Villas e Aldeias vizinhas das Terras de Capelins, e agradecer a amizade. A sua população foi ajudada pelos portugueses durante a guerra civil de Espanha (1936-1939), como também, eles ajudaram os "Formigas" portugueses, não só, ao comprar-lhe o café Camêlo, como também, ajudando-os a escapar à Guarda Civil (carabineros), indicando-lhes sempre os caminhos mais seguros que deviam seguir. 

Igreja de Cheles 



terça-feira, 1 de agosto de 2017

As barcas no Rio Guadiana, no Porto D' El-Rei, ou seja, da Cinza ou Ceniza

As barcas no Rio Guadiana, no Porto D' El-Rei, ou seja, 

da Cinza ou Ceniza

Estamos convencidos que, existiram Barcas no rio Guadiana, desde os Romanos ou talvez antes, neste lugar, Porto da Serva, Porto D' El-Rei, Porto da Cinza, (sempre o mesmo), desde os Romanos, Mouros, e depois Cristãos. Temos provas que nos anos de 1500, antes e mais tarde existiu uma Barca nesse local, explorada a meias pelo 4º Senhor de Cheles D. Francisco Manoel de Villena e pelo Senhor das Terras da Vila de Ferreira, Simão Freire de Andrade, o que já acontecia com seus pais. Do lado dos portugueses, já conhecíamos a Família Freire de Andrade, Senhores da Vila Defesa de Ferreira, mas nada sabíamos sobre os Senhores de Cheles, e assim fomos conhecer essa Família e a sua grande ligação Familiar a Portugal, desde Vila Viçosa - Mourão - Serpa, fazendo muito sentido e interesse mútuo na existência das Barcas neste lugar do Rio Guadiana. A mãe de D. Francisco, era portuguesa e algumas suas irmãs casaram com portugueses e a companheira de D. Francisco era portuguesa, veja-se as relações familiares existentes com Portugal. por isso, D. Francisco, recebeu o nosso Rei D. Sebastião, em Fevereiro de 1573, daquela forma. 


Antigo Porto da Cinza 




Ferreira de Alcântara - Herrera de Alcántara

Ferreira de Alcântara

Herrera de Alcántara



A outra Ferreira da Raia - Herrera de Alcântara



Damos a conhecer mais uma localidade espanhola, não é propriamente vizinha das Terras de Capelins, mas também se situa na Raia e em tempos foi portuguesa e alentejana/beirã. A sua toponímia "Ferreira", parece ter a mesma origem da nossa Ferreira Romana, ou seja, de Ferraria, (Minas e transformação do Ferro, Forja), implicando por vezes alguma confusão entre elas. Existem algumas peripécias atribuídas à nossa Ferreira, as quais, temos quase certeza se passaram na outra Ferreira (Herrera)
Herrera de Alcántara (em português: Ferreira de Alcântara) é um município raiano da Espanha na província de Cácerescomunidade autónoma da Estremadura, de área 121,61 km². Em 2012 tinha 292 habitantes (densidade2,4 hab./km²).

O nome de Ferreira de Alcântara pode provir da ferraria que existia na povoação entre os séculos XI e XII, na qual se fizeram as grelhas da Catedral de Santiago de Compostella

O seu território foi conquistado pelos cristãos aos árabes em 1167, tendo em 1220 conquistado definitivamente as terras comprendidas entre Alcântara e Valença de Alcântara. A comenda de Ferreira já existiria em 1254. Ferreira teve alfândega desde a Idade Média. Fala-se ainda hoje português nesta aldeia, devido a ter sido repovoada por portugueses da região aquando da Reconquista, nas primeiras décadas do século XIII. O território ora pertenceu ao reino de Portugal ora ao de Leão. O Tratado de Alcanizes de 1297 pôs fim às pretensões portuguesas de dominar a região. Portugal nunca esqueceu tal território e o reclamou sempre que pôde nas guerras seguintes. A realidade é que ficou definitivamente na posse de Castela, mas a população portuguesa que morava lá continuou a viver na aldeia. O português que se fala lá é um português arcaico, sem qualquer ligação com os dialectos alto-alentejanos e beirões. Portanto, para um português normal, esse português soaria um bocado esquisito, precisamente pela ausência de relações com o resto do país. A partir do século XV foi Villa de Realengo, pertencente à Ordem de Alcântara. Esta comenda compreendia os términos municipais de Ferreira de Alcântara e Cedilho, tendo sido vendida em grandes lotes em 1855. As guerras com Portugal (Guerra da Restauração) arrasaram a fortificação da aldeia no século XVII. Um dado importante para a história e economia desta povoação é que teve um porto fluvial no Tejo, de onde saiam mercadorias até Inglaterra, através de Lisboa, até ao século XVIII.


As guerras com Portugal (Guerra da Restauração) arrasaram a fortificação da aldeia o século XVII.

É esta a eventual confusão, ou seja, a batalha de Abril de 1667 entre o exército do Alentejo, comandado pelo Conde de Schomberg, e castelhano, que Túlio Espanca descreve como se tivesse passado na nossa Ferreira, tudo indica que, foi aqui em Ferreira de Alcântara, assim como, a destruição do Castelo de Ferreira, mas de Alcântara. 

Brasão de Ferreira de Alcântara 



Singela homenagem ao amigo Pais e Silva (Falecido

Singela homenagem ao amigo Pais e Silva (Falecido)

Ó Alentejo, Alentejo
Vou teus feitos descrever
Os teus usos e costumes
Meus versos estão a dizer.
Tu és província raiana
Tens um brilhante sinal
Neste querido Portugal
Tens ao lado o Guadiana.
És de todas a soberana
Outra igual não vejo
Quem te vê sente desejo
De cá voltar, tudo indica,
És uma província rica
Ó Alentejo, Alentejo.
A tua própria história diz
Escrita noutra era atrasada
Que foste sempre considerada
O celeiro deste país.
És também farta e feliz
Em terras que estás a ter
Dão produção a valer
Que os nossos olhares estão vendo,
Para todos ficarem sabendo
Vou teus feitos descrever.
Tens vinhas, tens olival
Tens sobreiros, muita cortiça
A todos metes cobiça
Não há outra que te iguale.
Ainda tens afinal
Azinho para bons lumes
Há muitos que têm ciúmes
Do teu solo ser tão rico,
No outro verso eu explico
Os teus usos e costumes.
Tens rebanhos a pastar
Nos teus prados verdejantes
E ainda tens bastantes
Tratores na terra a lavrar
Para ela se cultivar.
Há muita gente a colher
Do teu solo para comer
Produtos e ir vendendo,
A quem cá não está vivendo
Meus versos estão a dizer.
Autor: Manuel Pais Silva
Ferreira de Capelins 

Sr. Manuel Pais e Silva



Gastronomia das Terras de Capelins

Sopa de Beldroegas com queijo

Ingredientes
2 molhos de beldroegas
2 queijos alentejanos curados e/ou queijo fresco (é melhor usar o queijo de leite de cabra, curado)
4 cabeças de alho inteiras (o alho miúdo e fresco é o mais aromático)
1 batata às rodelas grossas
3 ou 4 ovos
Sal
Azeite
Água

Preparação
Limpam-se as beldroegas das sementes. Aproveitam-se as folhas e os caules mais tenros. Lavam-se.
Cortam-se os queijos em fatias grossas ou em quartos. Tiram-se as cascas exteriores dos alhos, deixando as cabeças inteiras e a pele dos dentes.
No azeite quente refogam-se muito levemente as cabeças de alho, dando-se a volta de vez em quando para passar bem de todos os lados.
Junta-se o queijo curado partido, dá-se-lhe uma volta ou duas  e deitam-se logo de seguida as beldroegas que se refogam até ficarem moles e um pouco escurecidas.
Junta-se o sal (cuidado porque os queijos já têm sal!), a batata, (o queijo fresco) e a água e deixa-se ferver até as beldroegas e a batata estarem cozidas.
No final, escalfe os ovos, mais ou menos passados, conforme preferir. (não os abra diretamente para a sopa, pode algum não estar em condições e lá se vai a sopa).
Se o queijo for de ovelha, deve deitar apenas no final, porque se desfaz, (preferimos o queijo de cabra curado).
Numa terrina, sobre pão alentejano duro e cortado em fatias (as sopas), verte-se o caldo.
As beldroegas, os alhos, a batata, os ovos e os queijos são servidos numa travessa à parte, (se preferir, mas convém, os ovos e os queijos).
Bom apetite!

Beldroegas de Capelins 



Gastronomia das Terras de Capelins

Sopa de Tomate com ovos escalfados

Ingredientes (p/ 4 pessoas)
1 cebola grande
2 dentes de alho
2 folhas de louro
6 tomates maduros
3 batatas
4 ovos
Pão alentejano q.b.
Azeite q.b.
Sal q.b.

Preparação
Num tacho, coloque a cebola picada e deixe refogar com um fio de azeite. Acrescente o louro, o alho e de seguida o tomate cortado em pedaços. Tempere de sal e deixe refogar mais uns minutos. Corte as batatas em pedaços e adicione ao preparado, regue com água até cobrir os legumes. Tape o tacho e deixe cozinhar, em lume brando, /- 15 minutos. Depois dos legumes cozidos, coloque no tacho os ovos, dois a dois, e tape para que os ovos fiquem bem escalfados.
A sopa é servida numa cama de fatias de pão duro, alentejano, (sopas). 




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