quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Casamentos em Santo António 1894

Matrimónios realizados na Igreja de Santo António de Capelins no ano de 1894

No ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e noventa e quatro, realizaram-se quatro casamentos na Igreja de Santo António de Capelins, cujos nubentes e data dos mesmos, publicamos conforme consta nos respetivos Registos Paroquiais:
1 - Manuel Rocha e Maria Vicência.
Casaram na Segunda Feira, dia 24 de Dezembro de 1894.
2 - Francisco Romão Gomes e Joaquina Maria.
Casaram no Sábado dia 29 de Dezembro de 1894.
3 - Domingos Manuel e Christina de Jesus.
Casaram no Sábado dia 29 de Dezembro de 1894.
4 - Laurentino José e Ritta Maria.
Casaram na Segunda Feira dia 31 de Dezembro de 1894.
Fim
Livro dos Registos dos Matrimónios realizados na Igreja de Santo António de Capelins no ano de 1894




Casamentos em Santo António 1895

Casamentos realizados na Igreja de Santo António de Capelins no ano de 1895

No ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e noventa e cinco, realizaram-se dois casamentos na Igreja de Santo António de Capelins, cujos nubentes e data dos mesmos, publicamos conforme consta nos respetivos Registos Paroquiais:
1 - Luiz António Valente e Isabel Maria.
Casaram na Sexta Feira dia 26 de Abril de 1895.
2 - Vicente Júlio e Vicência Ritta.
Casaram na Sexta Feira dia 19 de Julho de 1895.
Fim
Livro do Registo dos matrimónios realizados na Igreja de Santo António de Capelins no ano de 1895. 



terça-feira, 24 de agosto de 2021

Casamentos em Santo António 1896

 Casamentos realizados na Igreja de Santo António de Capelins no ano de 1896

No ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e noventa e seis, realizaram-se seis casamentos na Igreja de Santo António de Capelins, cujos nubentes e data dos mesmos, publicamos conforme consta nos respetivos Registos Paroquiais:
1 - Manuel Faustino e Gertudes Maria.
Casaram no Domingo dia 26 de Janeiro de 1896.
2 - Diogo João e Theresa Maria.
Casaram no Sábado dia 07 de Março de 1896.
3 - Joaquim Roques e Maria Francisca.
Casaram no Domingo dia 13 de Setembro de 1896.
4 - António José D' Almeida e Domingas da Conceição.
Casaram no Domingo dia 27 de Setembro de 1896.
5 - Bento Manuel e Maria da Conceição.
Casaram no Domingo dia 18 de Outubro de 1896.
6 - Paulino João dos Santos e Vicência Mariana.
Casaram na Segunda Feira dia 26 de Outubro de 1896.
Fim
Livro dos Registos dos matrimónios realizados na Igreja de Santo António de Capelins no ano de 1896. 



Casamentos em Santo António 1897

 Casamentos realizados na Igreja de Santo António de Capelins no ano de 1897

No ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e noventa e sete, realizaram-se dois casamentos na Igreja de Santo António de Capelins, cujos nubentes e data dos mesmos, publicamos conforme consta nos respetivos Registos Paroquiais:
1 - Francisco Luiz e Silvéria Maria.
Casaram na Terça Feira dia 16 de Março de 1897.
2 - Domingos António Valverde e Maria dos Prazeres.
Casaram no Domingo dia 30 de Maio de 1897.
Fim
O número de casamentos indica-nos que, o ano de 1897 foi muito mau para os capelinenses, decerto houve doenças e fome, ou ambas.
Livro do Registo dos Casamentos na Igreja de Santo António de Capelins em 1897. 



Casamentos em Santo António 1898

 Casamentos realizados na Igreja de Santo António de Capelins no ano de 1898

No ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e noventa e oito, realizaram-se oito casamentos na Igreja de Santo António de Capelins, cujos nubentes e data dos mesmos, publicamos conforme consta nos respetivos Registos Paroquiais:
1 - Custódio José dos Santos e Josefina da Piedade Ambrósio.
Casaram no dia 19 de Julho de 1898.
2 - António D' Oliveira Calvário e Maria Joaquina.
Casaram no dia 7 de Agosto de 1898.
3 - José Manuel Tique e Maria Barbora.
Casaram no dia 4 de Setembro de 1898.
4 - Manuel Joaquim Moreira e Gertrudes Maria.
Casaram no dia 4 de Setembro de 1898.
5 - Manuel Rosado Caetano e Gertrudes Maria.
Casaram no dia 4 de Setembro de 1898.
6 - Inácio José e Isabel Maria.
Casaram no dia 7 de Setembro de 1898.
7 - José Narciso e Isabel Ludovina.
Casaram no dia 11 de Setembro de 1898.
8 - Inácio Rocha e Anna Maria.
Casaram no dia 18 de Setembro de 1898.
Fim

Livro do Registo dos Casamentos realizados na Igreja de Santo António de Capelins em 1898



terça-feira, 13 de abril de 2021

A peregrinação de Nossa Senhora da Boa Nova em 2020

 A Visita de Nossa Senhora da Boa Nova às terras de Capelins 

No ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de dois mil e vinte um, no dia doze do mês de Abril, a imagem de Nossa Senhora da Boa Nova visitou as terras de Capelins, percorrendo as ruas principais das Aldeias, transportada num veiculo automóvel e acompanhada por outro veículo com altifalantes que difundiam música religiosa ou litúrgica de louvores e oração. 

Como já tinha acontecido no ano anterior, devido à pandemia de Covid 19, não foi possível realizar a tradicional Festa dos Prazeres na Vila de Terena, pelo que, por iniciativa da Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova, realizou-se uma peregrinação em veiculo automóvel, por todas as Vilas, Aldeias e Lugares do Concelho de Alandroal, conforme o seguinte horário e itenerário: 

Horários aproximados para a peregrinação automóvel de Nossa Senhora da Boa Nova na segunda-feira, dia 12 de abril, Feriado Municipal.

09h30 - Saída de Terena, da Igreja Matriz

10h00 - Paragem no quartel dos Bombeiros Voluntários de Alandroal

10h20 - Paragem no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Alandroal

11h30 - Vila de Juromenha

12h00 - Aldeia de Mina do Bugalho

12h30 - Aldeia de Rosário

13h00 - Regresso a Terena, à Igreja Matriz

14h00- Saída de Terena

14h20 - Aldeia de Monte Abaixo

14h30 - Aldeia de Faleiros

14h50 - Aldeia de Ferreira de Capelins

15h00 - Aldeia de Montejuntos

15h30 - Aldeia de Cabeça de Carneiro

16h 00- Aldeia da Venda 

16h20 - Aldeia de Pias

16h30 - Aldeia de Casas Novas de Mares

17h00 - Aldeia de Marmelos

17h30 - Aldeia de Foros da Fonte Seca

18h15 - Aldeia de Orvalhos

18h30 - Aldeia de Hortinhas

19h00 - Regresso ao Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, com celebração da Eucaristia.

Apelamos ao cumprimento rigoroso das normas de segurança e distanciamento social e a que ninguém se incorpore com o seu veículo ao cortejo.

Fim 

Correia Manuel

Adaptado de Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova 

Foto de António Rocha





terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Santa Maria de Terena 1262

 De Santa Maria de Toro a Santa Maria de Torena - 1262

A vila de Terena foi reconquistada aos mouros no ano de 1230, pelos cavaleiros vilãos da cidade de Évora, ficando na posse do Concelho de Évora até ao mês de Maio de 1259, quando foi doada ao nobre da Corte do Rei D. Afonso III, D. Gil Martins Ribas de Vizela e à sua mulher Dª Maria Anes da Maia, sendo feito um acordo entre o Bispo D. Martinho Peres, o cabido da Sé de Évora, D. Gil Martins e sua mulher, sobre a fundação da igreja ou igrejas que estes viessem a erguer em Odialuiciuez e seus termos, no dia 30 de Abril de 1261. Esta doação foi outorgada, ou confirmada em Santarém, pelo dito rei, no dia 13 de Dezembro de 1261.

Como foi referido, os donatários receberam a Vila de Odialuiciuez, ainda, com este nome árabe, mas esta Vila já era sua, pelo que, tinham o direito de lhe dar a toponímia que entendessem!

Assim, em Fevereiro de 1262 os donatários decidiram conceder o primeiro Foral à sua nova Vila, o qual, foi um documento que visava estabelecer o Concelho (ou Termo) de Santa Maria de Terena e regular a sua administração, os deveres e privilégios dos povoadores. (A palavra "foral" deriva da palavra portuguesa "foro", que por sua vez provém da latina "forum").

Nesta data, e no referido documento, desapareceu a toponímia Odialuiciuez e parece que, começou a designar-se Santa Maria de Terena, porque, conforme consta nos livros de história, os donatários eram muito devotos de Santa Maria, logo. a sua Vila não podia ter outra designação, mas porquê de "Terena"? Percorremos as linhagens dos referidos donatários até à quinta ou sexta geração, muito antes da fundação da nacionalidade portuguesa, na tentativa de encontrar alguma pista, um nome igual ou parecido com Terena, mas de entre nomes dos mais incríveis, não encontramos nenhum parecido com "Terena", pelo que, em analogia com a toponímia da outra Vila que consta nos mesmos documentos de doação aos mesmos donatários, que é Viana do Alentejo, (Viana, parece que foi em homenagem a Viana do Castelo) procuramos a eventual ligação a alguma localidade do norte com toponímia semelhante, mas não tivemos sucesso!

Seguimos outro caminho e passamos a analisar via on line alguns documentos régios guardados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e reparamos que, em alguns, está escrito "Torena", então, perante esta palavra voltamos às localidades e acabamos por ir ter à histórica cidade de "Toro" (Touro em português), situada em Castela e Leão, na província de Zamora (Douro), onde existe uma Igreja, Colegiata, assim chamada por não ser Catedral, mas porque tinha Cabido, como as Catedrais, dedicada a Santa Maria Maior. Esta colegiata faz parte do conjunto conhecido como "as cúpulas do Douro".

Assim, chegamos a Santa Maria de Toro, inaugurada no século XII, em 1170, não podia ser melhor escolha dos Riba de Vizela, podiam homenagear Santa Maria de Toro atribuindo quase a mesma designação à sua nova Vila que, desejavam fosse famosa pelos reinos de Portugal e de Castela, como foi, com a promoção feita pelo ilustre rei de Castela D. Afonso X o Sábio, através das cantigas de Santa Maria.

Voltando a Toro, tudo indica que na linhagem dos Riba de Vizela, os de Ribadouro, tinham ligações a Santa Maria de Toro, (Douro) como referimos, são linhagens de antes da fundação de Portugal, logo, esta cidade era bem conhecida e talvez amada por esta Família. Mas "Toro" ou Touro, nome masculino não ficava bem na sua jóia da Coroa, assim, pensando num nome feminino dentro da mesma linha, nada melhor que "Torena", além da homenagem a Santa Maria de Toro, ficava Santa Maria de Torena e com um símbolo forte, de Touro ou Torena.

No Foral de 1262, prevê-se que, a Vila ficou a designar-se "Santa Maria de Torena" e, assim continuou até ao dia em que D. Gil Martins, zangado com o rei D. Afonso III, partiu para Castela para junto do Rei D. Afonso X o Sábio e, contou-lhe tudo sobre a sua Vila e região, assim como, dos célebres milagres que ressuscitavam pessoas, curavam os coxos, os raivosos e todos os males e o Rei Sábio, começou a escrever as cantigas de Santa Maria de Terena e corrompeu a palavra Torena para Terena, tal como fez com Monsaraz, que nas cantigas escreveu "Monssarras" e, conforme consta nas ditas cantigas ficou "Terena", mudando apenas uma letra, mas provavelmente se adaptava melhor às suas cantigas em lingua castelhana! Esta possibilidade, podia ser confirmada no primeiro Foral da Vila de Terena, escrito, como sabemos em 1262, antes da partida de D. Gil Martins para Castela, mas não é possível, porque o original do Foral desapareceu e o que existe é um Traslado (cópia) onde consta "Santa Maria de Terena", mas sem nenhuma garantia que foi bem copiado, porque a tão conhecida Terena, podia convencer o copiador que era mesmo assim e, não Torena.

Na procura da ligação da Família Riba de Vizela à cidade de Toro, encontramos provas de que D. Gil Martins esteve em Toro, mas a maior surpresa foi que, a sua filha mais nova das três, Dª Teresa Gil Riba de Vizela, fundou nessa cidade o Mosteiro do Espírito Santo e aí foi morta em Outubro de 1307.

Assim, a cidade de Santa Maria de Toro foi homenageada pela família Riba de Vizela que atribuiu a toponímia de Santa Maria de Torena, à sua Vila, mas foi a mão, ou a pena (esferográfica dessa época), do Rei Sábio a dirigir a Vila de Torena para o caminho de Terena.

Existem vários documentos e outras informações, onde consta a designação "Torena".

Exemplos:

"Gil Martins, mordomo de Alfonso III, outorgou foral aos moradores de Torena".

Arquivo Nacional da Torre do Tombo

ÂMBITO E CONTEÚDO

Carta. Alacaíde-mor de Torena.

COTA ATUAL

Registo Geral de Mercês, Mercês (Chancelaria) de D. Afonso VI, liv.10, f.117

ANTÓNIO DELGADO FEIO

Carta. Para se apresentar na Igreja de S. Pedro de Torena, no arcebispado de Évora.

COTA ATUAL

Registo Geral de Mercês, Mercês da Torre do Tombo, liv. 22, f. 121v-122

O que escrevemos, não passa de pressupostos, porque não encontramos documentos válidos que possam garantir com severidade o que escremos, estes documentos depositados no Arquivo Nacioanl da Torre do Tombo, podem estar mal copiados, mas em analogia com outras localidades portuguesas, sabemos que, em latim, não se escrevia "Terena", exatamente como se escreve em português.

Ficam as pistas em aberto, para quem desejar continuar a pesquisar a origem da toponímia "Santa Maria de Terena".

Fim

Igreja ou Colegiata de Santa Maria Maior - Toro 




A lenda dos espelhos das feiticeiras de Capelins

  A lenda dos espelhos das feiticeiras de Capelins  Conta-se que, nos tempos de outrora, existiam muitas feiticeiras na Freguesia de Capelin...