quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Cronologia dos Reis de Portugal

 Cronologia dos Reis de Portugal




Primeira Dinastia – Afonsina

1143 – 1185
D. Afonso Henriques “O Conquistador” (25 Julho 1111 Guimarães – 6 Dezembro 1185 Coimbra)
Casou com D. Mafalda de Sabóia

1185 – 1211
D. Sancho I “O Povoador” (11 Novembro 1154 Coimbra – 27 Março 1211 Coimbra)
Casou com D. Dulce de Aragão

1211 – 1223
D. Afonso II “O Gordo” (23 Abril 1185 Coimbra – 21 Março 1223 Alcobaça)
Casou com D. Urraca

1223 – 1248
D. Sancho II “O Capelo” (8 Setembro 1202 Coimbra -4  Janeiro 1248 Toledo)
Casou com D. Mécia Lopes de Hero

1248 – 1279
D. Afonso III “O Bolonhês” (5 Maio 1210 Coimbra – 16 Fevereiro 1279 Alcobaça)
Casou com D. Matilde de Bolonha e com D. Beatriz de Castela

1279 – 1325
D. Dinis I “O Lavrador” (9 Outubro 1261 Lisboa – 7 Janeiro 1325 Odivelas)
Casou com D. Isabel de Aragão

1325 – 1357
D. Afonso IV “O Bravo” (8 Fevereiro 1291 Coimbra – 28 Maio 1357 Lisboa)
Casou com D. Beatriz de Molina e Castela

1357 – 1367
D. Pedro I “O Justiceiro” (18 Abril 1320 Coimbra – 18 Janeiro 1367 Alcobaça)
Casou com D. Constança Manuel e com D. Inês de Castro

1367 – 1383
D. Fernando I “O Formoso” (31 Outubro 1345 – 22 Outubro 1383 Santarém)
Casou com D. Leonor de Telles

1383 – 1385
Interregno

Segunda Dinastia – Aviz

1385 – 1433
D. João I “O de Boa Memória” (11 Abril 1357 Lisboa – 14 Agosto 1433 Batalha)
Casou com D. Filipa de Lancastre

1433 – 1438
D. Duarte I “O Eloquente” (31 Outubro 1391 Viseu – 9 Setembro 1438 Batalha)
Casou com D. Leonor de Aragão

1438 – 1481
D. Afonso V “O Africano” (15 Janeiro 1432 Sintra – 28 Agosto 1481 Batalha)
Casou com D. Isabel de Lancastre

1481 – 1495
D. João II “O Príncipe Perfeito” (3 Maio 1455 Lisboa – 25 Outubro 1495 Batalha)
Casou com D. Leonor de Viseu

1495 – 1521
D. Manuel I “O Venturoso” (31 Maio 1469 Alcochete – 13 Dezembro 1521 Belém)
Casou com D. Isabel de Castela, D. Maria de Castela e com D. Leonor

1521 – 1557
D. João III “O Piedoso” (6 Junho 1502 Lisboa – 11 Junho 1557 Belém)
Casou com D. Catarina de Áustria

1557 – 1578
D. Sebastião I “O Desejado” (20 Janeiro 1554 Lisboa – 4 Agosto 1578 África)
Não Casou

1578 – 1580
D. Henrique I “O Casto” (31 Janeiro 1512 Almeirim – 31 Janeiro 1580)
Não Casou

1580 – 1580
D. António I “O Determinado” (1531 Lisboa – 26 Agosto 1595 Paris)
Não Casou

Terceira Dinastia – Filipina

1581 – 1598
D. Filipe I “O Prudente” (21 Março 1527 Valhadolid – 13 Setembro 1598 Escorial)
Casou com D. Maria de Portugal; D. Maria Tudor, D. Isabel de Valois e com D. Ana de Áustria

1598 – 1621
D. Filipe II “O Pio” (14 Abril 1578 Madrid – 31 Março 1621 Escorial)
Casou com D. Margarida de Áustria

1621 – 1640
D. Filipe III “O Grande” (8 Abril 1605 Madrid – 17 Setembro 1665 Escorial)
Casou com D. Isabel de França

Quarta Dinastia – Bragança

1640 – 1656
D. João IV “O Restaurador” (19 Março 1604 V. Viçosa – 6 Novembro 1656 Lisboa)
Casou com Dona Luísa Francisca de Gusmão

1656 – 1683
D. Afonso VI “O Vitorioso” (21 Agosto 1643 Lisboa – 12 Setembro 1683 Lisboa)
Casou com Dona Maria Francisca Luísa Isabel d´Aumale e Sabóia, ou de Sabóia-Nemours

1683 – 1706
D. Pedro II “O Pacífico” (26 Abril 1648 Lisboa – 9 Dezembro 1706 Lisboa)
Casou com D. Maria Francisca de Sabóia e com D. Maria Sofia de Neuburgo

1706 – 1750
D. João V “O Magnânimo” (22 Outubro 1689 Lisboa – 31 Julho 1750 Lisboa)
Casou com Dona Maria Anna Josefa, arquiduquesa de Áustria

1750 – 1777
D. José I “O Reformador” (6 Junho 1714 Lisboa – 24 Fevereiro 1777 Lisboa)
Casou com D. Mariana Vitória de Bourbon

1777 – 1816
D. Maria I “A Piedosa” (17 Dezembro 1734 Lisboa – 20 Março 1816 Rio de Janeiro)
Casou com D. Pedro III

1816 – 1826
D. João VI “O Clemente” (13 Maio 1767 Queluz – 10 Março 1826 Lisboa)
Casou com Dona Carlota Joaquina Teresa Caetana de Bourbon e Bourbon

1826 – 1826
D. Pedro I, Imperador do Brasil  (12 Outubro 1798 Queluz – 24 Setembro 1834 Lisboa)
Casou com Dona Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo (1º)
Casou com Dona Amélia Augusta Eugénia Napoleona de Leuchtenberg (2º)

1828 – 1834
D. Miguel I “O Tradicionalista” (26 Outubro 1802 Lisboa – 14 Novembro 1866 Áustria)
Casou com Dona Adelaide Sofia Amélia Luísa Joana Leopolodina de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg

1826 – 1853
D. Maria II “A Educadora” (4 Abril 1819 Rio de Janeiro – 15 Novembro 1853 Lisboa)
Casou com D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha

1853 – 1861
D. Pedro V “O Esperançoso” (16 Setembro 1837 Lisboa – 11 Novembro 1861 Lisboa)
Casou com Dona Estefânia Josefa Frederica Guilhermina Antónia de Hohenzollern

1861 – 1889
D. Luís I “O Popular” (31 Outubro 1838 Lisboa – 19 Outubro 1889 Lisboa)
Casou com D. Maria Pia de Sabóia

1889 – 1908
D. Carlos I “O Martirizado” (28 Setembro 1863 Lisboa – 1 Fevereiro 1908 Lisboa)
Casou com Dona Maria Amélia Luísa Helena de Orleães

1908 – 1910
D. Manuel II “O Rei Saudade” (15 Novembro 1889 Lisboa – 2 Julho 1932)
Casou com Dona Augusta Vitória Guilhermina Antónia Matilde Luísa Josefina Maria Isabel de Hohenzollern-Sigmaringen 




terça-feira, 29 de outubro de 2024

A lenda da moura Almirita, encantada na serra da sina, em Capelins

A lenda da moura Almirita, encantada na serra da sina, em Capelins

Quando em 1230 os cavaleiros vilãos da cidade de Évora, reconquistaram estas terras, o lavrador mouro, da serra da sina, chamado Almurat, foi informado pelos seus criados que tinha de fugir com a família para o Califado de Córdoba, porque, não havia sinais da vinda do auxílio pedido ao dito califado e a guarnição do castelo de Monsaraz, não podia acudir a esta região, por esta Praça se encontrar em perigo, devido a ser muito cobiçada pelos cristãos.

O lavrador mouro negou-se a partir, na esperança de, a qualquer momento chegarem os reforços pedidos ao califa do Al Andaluz, mas mandou a família com os criados e criadas que quiseram partir, no entanto, a sua filha mais velha, chamada Almirita, uma donzela muito linda, com grande afeição a seu pai, negou-se a partir e ficou na sua companhia. 

Os cavaleiros cristãos já tinham conquistado a Vila de Terena (chamada Odialuiciuez) e, preparavam-se para o assalto aos Montes e herdades até ao rio Guadiana, que eram dos mouros ricos desta região, mas ele continuava a resistir em abandonar o seu Monte, a sua casa e, só quando os cavaleiros cristãos surgiram à vista perto da atual Aldeia de Faleiros ele decidiu montar a cavalo para seguir para Sul, mas já era tarde, porque soube que já outro grupo de cavaleiros cristãos tinha descido a Ribeira de Lucefécit e podia barrar-lhe o caminho, então decidiu não levar a filha, porque era presa fácil dos cristãos e ela seria devorada por aqueles cães, pelo que, decidiu encantá-la ali no Monte e, logo que as tropas do Al Andaluz libertassem a região, a família voltava, ela seria desencantada e ficariam todos juntos e felizes como antes e, apressadamente tratou do tesouro do desencantamento, disse umas palavras mágicas (entre outras, abnati yumkinuk albaq' mashur silsilat alijabal qadar), e a linda donzela Almirita ficou encantada na serra da sina. 

 O lavrador Almurat correu para o cavalo que estava pronto para partir e, galoparam na direção da Ribeira de Azevel para descerem até à foz, mas o rio Guadiana levava grande cheia, meteram os cavalos à água, mas a corrente era tão forte que, nem chegaram ao meio do rio e foram arrastados pela corrente, alguns criados tentaram acudir ao lavrador e acabaram por desaparecer com ele, apenas se salvou um pequeno grupo que, depois de confirmar que não havia sobreviventes, e nada podiam fazer, seguiram para Córdoba.

Os mouros nunca mais voltaram a estas terras e, a donzela Almirita ficou encantada no seu Monte, porque, o seu desencantamento era muito difícil, conforme contavam algumas criadas do Monte que ficaram, porque esta era a sua terra, e de escravas não passavam, tinham ouvido ao lavrador Almurat que, a donzela Almirita só podia ser desencantada na primeira noite da Hijra, com nevoeiro, que corresponde a 16 de Julho, era uma exigência muito difícil de cumprir, nunca há nevoeiro neste lugar em pleno verão, mas havia a alternativa de darem doze pancadas na parede do Monte, e dizer as palavras mágicas, assim, houve muitas tentativas, quando os rapazes que por ali andavam ou passavam, na primeira noite da Hijra, ouviam a Almirita a cantar lindas melodias, eles corriam ao Monte e tentavam tudo o que se possa imaginar, mas sem êxito e, assim a linda donzela Almirita, continua cativa, encantada no Monte da Sina, com o tesouro associado ao seu desencantamento e, quem bem escutar, nessa noite, ainda hoje consegue ouvir as suas lindas cantigas. 

Fim

Texto: Correia Manuel  


Serra da Sina - Capelins








sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Breve história da Aldeia de Cabeça de Carneiro - Santiago Maior

Breve história da Aldeia de Cabeça de Carneiro - Santiago Maior

As nossas pesquisas sobre a origem e toponímia da Aldeia de Cabeça de Carneiro levaram-nos a D. António Carneiro, cavaleiro da casa del-Rei, foi de escrivão da Câmara de D. João II, D. Manuel I e D. João III, e secretário destes dois últimos, tomou o hábito de cavaleiro da Ordem de Cristo em Tomar, por D. Manuel I, no dia 15 de Junho de 1533, nasceu em 1459 e faleceu no dia 03 de Abril de 1545, sendo longa a sua história de vida, uma vez que viveu 86 anos.
Como este cavaleiro prestou bons serviços ao Reino e era muito afeiçoado aos reis, foi donatário da ilha de S. Tomé e Principe, porém, este e outros privilégios terminaram com a sua morte. Deixou viúva Dona Beatriz da Alcáçova, com a qual teve 16 filhos e filhas e, por coincidência, uma das filhas casou com um dos Condes de Vila Nova, comendadores nos Termos (Concelhos) de Terena e do Alandroal, onde tinham muitas herdades.
Após a morte de D. António Carneiro em 1545, a Coroa teve de garantir meios de subsistência à viúva Dona Beatriz da Alcáçova, como acontecia a todas as esposas viúvas dos cavaleiros do Reino, as quais, recebiam bens da Coroa à "Cabeça", geralmente herdades, das quais recebiam os rendimentos de rendas pagas pelos respetivos lavradores, por isso, as herdades doadas chamavam-se à Cabeça, como Cabeça de Carneiro, Cabeça da Sina, Cabeça de Mourão e outras.
Neste caso, verificámos que existia a herdade de Cabeça de Carneiro no Termo do Alandroal (Rosário), tal como a herdade da Xamorreira, e que existiam outras duas herdades com a mesma designação no Termo (Concelho) de Terena, aqui já não conhecemos a herdade de Cabeça de Carneiro, porque, após o falecimento da sua donataria Dona Beatriz da Alcáçova, foi dividida em courelas que foram aforadas (arrendadas definitivamente, com todos os direitos de superficie) aos lavradores e seareiros, desaparecendo a dita herdade, mas deixando a toponímia de Cabeça de Carneiro, como se designava aquele lugar, ou seja, o nome do privilégio concedido pela Coroa à Cabeça de António Carneiro, que era a sua viúva, até ao seu falecimento, talvez nos decénios de 1550-1560, não está indicado na sua árvore genealógica.
Os primeiros Montes que foram construídos, referidos em alguns documentos, foram as Queijeiras, pelo que, essa será a parte mais antiga da Aldeia, mas como eram muitas courelas, foram construindo novos Montes e, a partir da centúria de 1600 a Aldeia foi crescendo, aumentando os povoadores e o casario.
Nos seus limites, existia o Baldio do Seixo, desde Fevereiro de 1262, um dos treze Baldios da Câmara de Terena que, era dividido em courelas, as quais eram sorteadas pelos lavradores e seareiros deste Termo, nas quais, fizeram cabanas (chamadas cabanões) onde viviam, periodicamente, e alguns permanentemente com as suas famílas, fixando povoadores, muito necessários nestas terras.
Com base em alguns documentos históricos que consultámos, via on line, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, ANTT, nos Registos Paroquiais de Santiago Maior, São Pedro de Terena e de Santo António de Capelins, é nossa convicção que a fundação e a toponímia da Aldeia de Cabeça de Carneiro, deve-se à doação de uma herdade, pelo Rei D. João III, à viúva de D. António Carneiro, ou seja, à Cabeça de Casal, Dona Beatriz da Alcáçova, em 03 de Abril de 1545 que, depois do seu falecimento, talvez no decénio de 1550, (uma vez que ele faleceu em 3 de Abril de 1545 com 86 anos), foi dividida em courelas, que foram aforadas a seareiros e lavradores, os quais, construiram algumas residências, chamados Montes e, assim nasceu a Aldeia de Cabeça de Carneiro, antes do ano de 1600.
Na verdade, não encontrámos documentos específicos que atestem o que escrevemos, pelo que, não podemos afirmar que foi mesmo assim, mas através dos documentos antes referidos, chegámos a este caminho, por onde seguimos, porque, a pesquisa vai continuar.
Cabeça de Carneiro em 18 de Outubro de 2024
Texto: Correia Manuel
Brasão da Família Carneiro e Brasão de D. António Carneiro

(Brasão de Internet)



terça-feira, 1 de outubro de 2024

A lenda de Nossa Senhora da Alagoa/Lagoa

 A lenda de Nossa Senhora da Alagoa/Lagoa

Uma linda pastorinha apascentava o seu rebanho quando, numa tarde de quente e seco estio, a sede martirizava o gado e a sua guardadora. Naquela situação de extremo sofrimento, a pastorinha implorou a intervenção de Nossa Senhora, de quem era fervorosa devota.
Ouviu a Senhora a sua prece, apareceu e fez com o próprio joelho uma pequena pia numa rocha e com o dedo mindinho traçou um sulco no fundo dessa santa pia e logo ele brotou abundantemente água pura e cristalina.
Saciaram-se a pastora e as ovelhas, e a notícia do milagre corre célere nas redondezas, tendo ocorrido ao local grandes multidões, que logo decidiram erigir uma ermida dedicada a Nossa Senhora.
Escolhido o sítio apropriado deu-se o início às fundações, mas o proprietário do terreno, que também era o dono do rebanho, impediu a construção, alegando que precisava da terra para aí fazer uma horta.
Nossa Senhora, lá do Céu, ofendida com tal heresia, fez com que o terreno fosse alagado para sempre, jamais podendo ser utilizado para cultivo.
A ermida foi construída noutro local, onde ainda hoje permanece, com a invocação de Nossa Senhora da Alagoa.
A nascente da rocha a que chamam “gorgolicha”, e a pequena lagoa da lenda, lá estão ainda hoje, de forma bem real, sendo local de romagem de muitos crentes, e até roteiro turístico de curiosos forasteiros.

Fim 

Correia Manuel

Argomil, Pinhel, Guarda

De: Associação dos Amigos de Nossa Senhora de Alagoa 




Nossa Senhora da Lagoa - Vila de Monsaraz - 1758

História e estórias do celebrado rio Guadiana e de seus afluentes 8 - Nossa Senhora da Lagoa - Vila de Monsaraz - 1758 Respostas do Pároco A...