terça-feira, 4 de dezembro de 2018

469 - Terras de Capelins 
História, lendas e tradições das terras de Capelins
Povoação do Calcolítico + de 5.000 anos em Miguéns - Capelins

Miguens 3

CNS: 16233
Tipo: Povoado
Distrito/Concelho/Freguesia: Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período: Calcolítico
Descrição: Esporão pouco pronunciado sobre o Guadiana, com ocupação calcolítica (campaniforme). Restos de três cabanas circulares relativamente bem conservadas e outras estruturas anexas.
Meio: Terrestre
Acesso: A partir de Montes Juntos (Alandroal), o acesso faz-se por caminho de terra batida.
Espólio: Cerâmica (bordos almendrados, cerâmica campaniforme internacional), percutores, mós, pedra polida.
Depositários: Manuel João do Maio Calado
Classificação: -
Conservação: Regular


Restos de 3 cabanas circulares  

Foto: DGPC


quarta-feira, 28 de novembro de 2018

468 - Terras de Capelins 
História, lendas e tradições das terras de Capleins 
Povoação do Forno da Cal - Proto - História - Idade do Ferro - 2.500 anos

Forno da Cal - Capelins


Paisagem: Instala-se sobre uma pequena rechã, adjacente ao Guadiana, com escasso domínio de paisagem e reduzido potencial agrícola.

Estruturas: Detectaram-se dois muros rectilíneos justapostos, construídos em blocos de quartzo e lajes de xistos, de médio e grande calibre. Adjacente a estes, registou-se a presença de um roço aberto no substrato rochoso, definindo uma área de planta rectangular, com cerca de dois metros quadrados, associado a um conjunto de cerca de uma dezena de buracos de poste; trata-se provavelmente de uma construção em materiais perecíveis, eventualmente relacionada com actividades pecuárias.

Artefactos: O conjunto artefactual é bastante escasso, constituído exclusivamente por fragmentos cerâmicos e um cossoiro.
Cronologia: Séc. VI-V a.C.



terça-feira, 27 de novembro de 2018

467 - Terras de Capelins 
História, lendas e tradições das terras de Capelins 
Povoação da Proto - História - Idade do Ferro - 2.500 anos
Malhada das Taliscas - Herdade do Roncanito - Capelins

Paisagem: Localiza-se numa ampla rechã adjacente ao Guadiana, com escasso controlo visual sobre a área envolvente.
Nas imediações, surgem algumas pequenas manchas de solos agricultáveis.

Estruturas: A intervenção permitiu detectar dois conjuntos
arquitectónicos de planta ortogonal, resultantes, aparentemente, de um único momento construtivo, num total de mais de um centena de metros quadrados de área coberta. Em termos técnicos, os edifícios são construídos em lajes de xisto, disponível no local, de médio e grande calibre, dispostas na horizontal, apresentando, por vezes, uma construção bastante cuidada.
O conjunto edificado de maiores dimensões é composto por dois agrupamentos de edifícios dispostos perpendicularmente entre si; o maior, é composto por um grande compartimento alongado, com uma porta virada a Sul, e, dispostos perpendicularmente a este, dois ou provavelmente três outros compartimentos, um dos quais aparentemente relacionado com a armazenagem, atendendo à presença de ânforas. Perpendicularmente a este edifício desenvolve-se, encostado ao seu canto SW, um corpo arquitectónico composto por três, ou quatro, pequenos compartimentos consecutivos.
Ligeiramente afastado daquele conjunto arquitectónico, existe um grande edifício de planta quadrangular, aparentemente isolado, de construção cuidada e porta axial virada a Nascente. O interior apresentava-se bipartido longitudinalmente, com um pavimento em grandes lajes de xisto, na metade Poente. A sequência de três muros
separados por uma curta distância, detectada no canto NW, poderá indiciar a presença de um espaço relacionado com a armazenagem elevada, provavelmente de cereais.

Artefactos: O conjunto artefactual é composto maioritariamente por cerâmica, mas contemplando igualmente recipientes de vidro e artefactos metálicos. A cerâmica
é composta por cerca de 65% de recipientes a torno, correspondendo a uma gama variada de formas abertas e fechadas, nomeadamente taças de bordo simples e potes
de colo estrangulado, por vezes asados (asas de cesto, cabaz, jarro, entre outras), a par de ânforas tipo CR-I, de produção aparentemente regional. A cerâmica de produção
manual é, igualmente, composta por uma gama variada de formas abertas e fechadas; estas constituem o principal suporte das diversas gramáticas decorativas, como pequenas incisões sobre o bojo ou linhas quebradas. Registou-se a presença de um grafito; trata-se de um pentagrama, aplicado antes da cozedura, no fundo de um recipiente a torno. 
Os recipientes de vidro estão representados por dois fragmentos, de cor azul e amarela, ou amarela, verde e azul, eventualmente do mesmo recipiente. Os artefactos
metálicos são escassos correspondendo, aparentemente, a um peso e a uma agulha.

Cronologia: Séc. V a.C.
Arqueólogos:
Manuel Calado*
Rui Mataloto**
Artur Rocha***

Malhada das Taliscas - Capelins 



466 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Povoação da Cinza - proto - história - Idade do Ferro - 2.700 anos

Moinho da Cinza - Capelins 


Paisagem: Implanta-se sobre uma pequena elevação adjacente ao Guadiana, encaixada entre relevos mais destacados que limitam bastante o controlo visual, dominando, todavia, um vau que lhe fica fronteiro. Toda a envolvente apresenta um escasso potencial agrícola.

Estruturas: Foram unicamente detectadas estruturas negativas, nomeadamente um buraco de poste, uma lareira e um silo, todos escavados no substrato rochoso. Este, de
planta ovalada e cerca de 1 m de profundidade, constitui a única estrutura de armazenagem subterrânea registada. Foram, no entanto, observadas concentrações de lajes
de xisto que devem corresponder a embasamentos de muros desmantelados.

Artefactos: O conjunto é dominado pela presença de formas de produção manual, de perfil em “S”, de que se destaca uma forma afim dos vasos “à chardon”. Foi registada a presença de decoração “cepillada”, aplicada sobre recipientes de grande dimensão. As formas a torno estão representadas, igualmente, e entre outras, por formas de perfil em “S”; de realçar é a presença de um pithos claramente de importação,
com asa bífida, associável, nos contextos do Sul peninsular, a cronologias do séc. VII a.C. (Fig. 15).

Cronologia: Séc. VII a.C
Arqueólogos:
Manuel Calado*
Rui Mataloto**
Artur Rocha**

Povoado do Moinho da Cinza - Capelins 


465 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Povoações da Proto História (Idade do Ferro) nas terras de Capelins 
Casa da Moinhola - Capelins - 2.500 anos

Paisagem: Localiza-se na extremidade nascente de um pequeno cabeço alongado, de vertentes declivosas, sobranceiro ao Guadiana. O ligeiro destaque na paisagem

confere-lhe algum controlo visual sobre vários quilómetros do curso do rio, tanto para montante como para jusante. Insere-se numa área de fraco potencial agrícola.

Estruturas: Registou-se um conjunto edificado, disperso pelo topo e encosta Sul do cerro. As estruturas, de planta ortogonal, fizeram uso da matéria-prima disponível
no local, maioritariamente grandes blocos de quartzo, utilizando-se, para regularizar o muro, lajes de xisto de médio e grande calibre. Foi possível detectar a presença de
um grande compartimento rectangular, com cerca de dezasseis metros quadrados, adjacente ao qual se desenvolviam vários compartimentos quadrangulares, que não foi possível delimitar por completo. O facto de algumas das estruturas serem instaladas numa encosta declivosa implicou o reforço das construções e a edificação de possíveis muros de contenção de terras.

Artefactos: O conjunto artefactual é composto exclusivamente por cerâmica, 55%, da qual produzida a torno, estando representadas as taças de bordo simples ou espessado,
por vezes com carena, e os potes de bordo extrovertido; as produções manuais são essencialmente formas fechadas para preparação/confecção de alimentos: É sobre estas que surgem os escassos motivos decorativos, como pequenas incisões sobre o lábio ou sobre a parede, estando também presentes duas estampilhas, circulares com motivos raiados; estão igualmente atestados diversos elementos de preensão como as asas cegas ou de ferradura. Foram ainda recolhidos artefactos relacionados com a tecelagem: cossoiros e pesos de tear.

Cronologia: Séc. VI-IV a.C.
Arqueólogos:
Manuel Calado*
Rui Mataloto**
Artur Rocha*** 



464 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Povoação da Proto História - Idade do Ferro - 2.800 anos. 
Povoado de Miguéns - Capelins 
Miguéns 

Paisagem: Localiza-se sobre uma pequena elevação sobranceira ao Guadiana, de solos esqueléticos, com reduzida capacidade agrícola. Apesar de pouco destacado,

controlava visualmente vários quilómetros do curso do rio.

Estruturas: A intervenção permitiu verificar a presença de dois compartimentos, de planta quadrangular, contíguos, um com mais de dez metros quadrados e outro de dimensões bastante menores, tendo sido apenas parcialmente delimitados. Em termos técnicos, os muros encontravam-se construídos quase exclusivamente em blocos de quartzo de médio e grande calibre, bastante irregulares.

Artefactos: O conjunto artefactual é escasso e exclusivamente de produção manual; as formas de perfil em “S” dominam, estando atestadas as decorações incisas aplicadas sobre a parede dos recipientes. Será de realçar a presença de um número relativamente elevado de cossoiros ou contas de colar em cerâmica; na realidade, a separação entre ambos não resulta fácil nem linear, não sendo o perfil ou a largura
da perfuração elementos determinantes, pelo que no conjunto recolhido poderemos ter ambos os artefactos representados.

Cronologia: Finais do séc. VIII e parte do séc. VII a.C
Arqueólogos:
Manuel Calado*
Rui Mataloto**
Artur Rocha***


Miguéns 





463 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Povoação da Proto história - Idade do Ferro - 2.500 anos

Espinhaço de Cão - Defesa de Bobadela - Capelins

Paisagem: Implanta-se sobre o topo e encosta Sul de um destacado esporão, sobranceiro ao Guadiana, apresentando grande controlo visual sobre o curso do rio, a jusante. Integra-se numa área particularmente pobre, em termos agrícolas.
Estruturas: O conjunto arquitectónico apresenta-se bastante amplo e complexo, contando com várias centenas de metros quadrados de área edificada e mais de uma dezena de compartimentos de planta ortogonal, distribuídos aparentemente em torno de dois pátios interiores. O edificado apresenta um complexo faseamento interno, com destruição e aproveitamento parcial das estruturas mais antigas. Todavia, o processo aditivo das construções parece denunciar a sua consolidação e expansão ao longo da diacronia de ocupação. Identificaram-se grandes compartimentos rectangulares, com mais de uma dezena de metros quadrados, abertos a nascente, a par de outros de planta quadrada, nos quais surgem claros indícios de diferenciação arquitectónica. Um destes compartimentos possui uma caleira central e pavimento em grandes lajes de xisto; no outro caso, o edifício quadrado apresenta uma primeira fase um amplo vão virado a nascente, com um piso de argila vermelha e uma pequena estrutura de fogo de planta quadrangular, em adobe, sobrelevada em relação ao piso, adjacente a um banco igualmente em adobe, adossado ao muro do edifício; num segundo momento, estas estruturas foram amortizadas, tendo sido alteado o piso e construída, no exterior, uma escadaria de acesso, com pelo menos três degraus. Foi registado apenas um compartimento de planta subcircular.
Identificaram-se diversos equipamentos construídos no interior e exterior dos compartimentos, como bancos/poiais, escadarias, caleiras de escoamento de água, lareiras, entre outras funcionalmente indefinidas. A par destas, surgiu, no interior de um com­partimento, aparentemente aberto do lado nascente, uma estrutura de planta subcircular, com cerca de 2,5 m de diâmetro, maciça, constituída por blocos de média e grande dimensão, sobreposta por um piso em seixos de quartzito e uma cobertura em barro cozido.

Cronologia: Finais do séc. VII a.C.-inícios do séc. V a.C.
Manuel Calado*
Rui Mataloto**
Artur Rocha***

Povoação de Espinhaço de Cão - Capelins 



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