quarta-feira, 28 de novembro de 2018

468 - Terras de Capelins 
História, lendas e tradições das terras de Capleins 
Povoação do Forno da Cal - Proto - História - Idade do Ferro - 2.500 anos

Forno da Cal - Capelins


Paisagem: Instala-se sobre uma pequena rechã, adjacente ao Guadiana, com escasso domínio de paisagem e reduzido potencial agrícola.

Estruturas: Detectaram-se dois muros rectilíneos justapostos, construídos em blocos de quartzo e lajes de xistos, de médio e grande calibre. Adjacente a estes, registou-se a presença de um roço aberto no substrato rochoso, definindo uma área de planta rectangular, com cerca de dois metros quadrados, associado a um conjunto de cerca de uma dezena de buracos de poste; trata-se provavelmente de uma construção em materiais perecíveis, eventualmente relacionada com actividades pecuárias.

Artefactos: O conjunto artefactual é bastante escasso, constituído exclusivamente por fragmentos cerâmicos e um cossoiro.
Cronologia: Séc. VI-V a.C.



terça-feira, 27 de novembro de 2018

467 - Terras de Capelins 
História, lendas e tradições das terras de Capelins 
Povoação da Proto - História - Idade do Ferro - 2.500 anos
Malhada das Taliscas - Herdade do Roncanito - Capelins

Paisagem: Localiza-se numa ampla rechã adjacente ao Guadiana, com escasso controlo visual sobre a área envolvente.
Nas imediações, surgem algumas pequenas manchas de solos agricultáveis.

Estruturas: A intervenção permitiu detectar dois conjuntos
arquitectónicos de planta ortogonal, resultantes, aparentemente, de um único momento construtivo, num total de mais de um centena de metros quadrados de área coberta. Em termos técnicos, os edifícios são construídos em lajes de xisto, disponível no local, de médio e grande calibre, dispostas na horizontal, apresentando, por vezes, uma construção bastante cuidada.
O conjunto edificado de maiores dimensões é composto por dois agrupamentos de edifícios dispostos perpendicularmente entre si; o maior, é composto por um grande compartimento alongado, com uma porta virada a Sul, e, dispostos perpendicularmente a este, dois ou provavelmente três outros compartimentos, um dos quais aparentemente relacionado com a armazenagem, atendendo à presença de ânforas. Perpendicularmente a este edifício desenvolve-se, encostado ao seu canto SW, um corpo arquitectónico composto por três, ou quatro, pequenos compartimentos consecutivos.
Ligeiramente afastado daquele conjunto arquitectónico, existe um grande edifício de planta quadrangular, aparentemente isolado, de construção cuidada e porta axial virada a Nascente. O interior apresentava-se bipartido longitudinalmente, com um pavimento em grandes lajes de xisto, na metade Poente. A sequência de três muros
separados por uma curta distância, detectada no canto NW, poderá indiciar a presença de um espaço relacionado com a armazenagem elevada, provavelmente de cereais.

Artefactos: O conjunto artefactual é composto maioritariamente por cerâmica, mas contemplando igualmente recipientes de vidro e artefactos metálicos. A cerâmica
é composta por cerca de 65% de recipientes a torno, correspondendo a uma gama variada de formas abertas e fechadas, nomeadamente taças de bordo simples e potes
de colo estrangulado, por vezes asados (asas de cesto, cabaz, jarro, entre outras), a par de ânforas tipo CR-I, de produção aparentemente regional. A cerâmica de produção
manual é, igualmente, composta por uma gama variada de formas abertas e fechadas; estas constituem o principal suporte das diversas gramáticas decorativas, como pequenas incisões sobre o bojo ou linhas quebradas. Registou-se a presença de um grafito; trata-se de um pentagrama, aplicado antes da cozedura, no fundo de um recipiente a torno. 
Os recipientes de vidro estão representados por dois fragmentos, de cor azul e amarela, ou amarela, verde e azul, eventualmente do mesmo recipiente. Os artefactos
metálicos são escassos correspondendo, aparentemente, a um peso e a uma agulha.

Cronologia: Séc. V a.C.
Arqueólogos:
Manuel Calado*
Rui Mataloto**
Artur Rocha***

Malhada das Taliscas - Capelins 



466 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Povoação da Cinza - proto - história - Idade do Ferro - 2.700 anos

Moinho da Cinza - Capelins 


Paisagem: Implanta-se sobre uma pequena elevação adjacente ao Guadiana, encaixada entre relevos mais destacados que limitam bastante o controlo visual, dominando, todavia, um vau que lhe fica fronteiro. Toda a envolvente apresenta um escasso potencial agrícola.

Estruturas: Foram unicamente detectadas estruturas negativas, nomeadamente um buraco de poste, uma lareira e um silo, todos escavados no substrato rochoso. Este, de
planta ovalada e cerca de 1 m de profundidade, constitui a única estrutura de armazenagem subterrânea registada. Foram, no entanto, observadas concentrações de lajes
de xisto que devem corresponder a embasamentos de muros desmantelados.

Artefactos: O conjunto é dominado pela presença de formas de produção manual, de perfil em “S”, de que se destaca uma forma afim dos vasos “à chardon”. Foi registada a presença de decoração “cepillada”, aplicada sobre recipientes de grande dimensão. As formas a torno estão representadas, igualmente, e entre outras, por formas de perfil em “S”; de realçar é a presença de um pithos claramente de importação,
com asa bífida, associável, nos contextos do Sul peninsular, a cronologias do séc. VII a.C. (Fig. 15).

Cronologia: Séc. VII a.C
Arqueólogos:
Manuel Calado*
Rui Mataloto**
Artur Rocha**

Povoado do Moinho da Cinza - Capelins 


465 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Povoações da Proto História (Idade do Ferro) nas terras de Capelins 
Casa da Moinhola - Capelins - 2.500 anos

Paisagem: Localiza-se na extremidade nascente de um pequeno cabeço alongado, de vertentes declivosas, sobranceiro ao Guadiana. O ligeiro destaque na paisagem

confere-lhe algum controlo visual sobre vários quilómetros do curso do rio, tanto para montante como para jusante. Insere-se numa área de fraco potencial agrícola.

Estruturas: Registou-se um conjunto edificado, disperso pelo topo e encosta Sul do cerro. As estruturas, de planta ortogonal, fizeram uso da matéria-prima disponível
no local, maioritariamente grandes blocos de quartzo, utilizando-se, para regularizar o muro, lajes de xisto de médio e grande calibre. Foi possível detectar a presença de
um grande compartimento rectangular, com cerca de dezasseis metros quadrados, adjacente ao qual se desenvolviam vários compartimentos quadrangulares, que não foi possível delimitar por completo. O facto de algumas das estruturas serem instaladas numa encosta declivosa implicou o reforço das construções e a edificação de possíveis muros de contenção de terras.

Artefactos: O conjunto artefactual é composto exclusivamente por cerâmica, 55%, da qual produzida a torno, estando representadas as taças de bordo simples ou espessado,
por vezes com carena, e os potes de bordo extrovertido; as produções manuais são essencialmente formas fechadas para preparação/confecção de alimentos: É sobre estas que surgem os escassos motivos decorativos, como pequenas incisões sobre o lábio ou sobre a parede, estando também presentes duas estampilhas, circulares com motivos raiados; estão igualmente atestados diversos elementos de preensão como as asas cegas ou de ferradura. Foram ainda recolhidos artefactos relacionados com a tecelagem: cossoiros e pesos de tear.

Cronologia: Séc. VI-IV a.C.
Arqueólogos:
Manuel Calado*
Rui Mataloto**
Artur Rocha*** 



464 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Povoação da Proto História - Idade do Ferro - 2.800 anos. 
Povoado de Miguéns - Capelins 
Miguéns 

Paisagem: Localiza-se sobre uma pequena elevação sobranceira ao Guadiana, de solos esqueléticos, com reduzida capacidade agrícola. Apesar de pouco destacado,

controlava visualmente vários quilómetros do curso do rio.

Estruturas: A intervenção permitiu verificar a presença de dois compartimentos, de planta quadrangular, contíguos, um com mais de dez metros quadrados e outro de dimensões bastante menores, tendo sido apenas parcialmente delimitados. Em termos técnicos, os muros encontravam-se construídos quase exclusivamente em blocos de quartzo de médio e grande calibre, bastante irregulares.

Artefactos: O conjunto artefactual é escasso e exclusivamente de produção manual; as formas de perfil em “S” dominam, estando atestadas as decorações incisas aplicadas sobre a parede dos recipientes. Será de realçar a presença de um número relativamente elevado de cossoiros ou contas de colar em cerâmica; na realidade, a separação entre ambos não resulta fácil nem linear, não sendo o perfil ou a largura
da perfuração elementos determinantes, pelo que no conjunto recolhido poderemos ter ambos os artefactos representados.

Cronologia: Finais do séc. VIII e parte do séc. VII a.C
Arqueólogos:
Manuel Calado*
Rui Mataloto**
Artur Rocha***


Miguéns 





463 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Povoação da Proto história - Idade do Ferro - 2.500 anos

Espinhaço de Cão - Defesa de Bobadela - Capelins

Paisagem: Implanta-se sobre o topo e encosta Sul de um destacado esporão, sobranceiro ao Guadiana, apresentando grande controlo visual sobre o curso do rio, a jusante. Integra-se numa área particularmente pobre, em termos agrícolas.
Estruturas: O conjunto arquitectónico apresenta-se bastante amplo e complexo, contando com várias centenas de metros quadrados de área edificada e mais de uma dezena de compartimentos de planta ortogonal, distribuídos aparentemente em torno de dois pátios interiores. O edificado apresenta um complexo faseamento interno, com destruição e aproveitamento parcial das estruturas mais antigas. Todavia, o processo aditivo das construções parece denunciar a sua consolidação e expansão ao longo da diacronia de ocupação. Identificaram-se grandes compartimentos rectangulares, com mais de uma dezena de metros quadrados, abertos a nascente, a par de outros de planta quadrada, nos quais surgem claros indícios de diferenciação arquitectónica. Um destes compartimentos possui uma caleira central e pavimento em grandes lajes de xisto; no outro caso, o edifício quadrado apresenta uma primeira fase um amplo vão virado a nascente, com um piso de argila vermelha e uma pequena estrutura de fogo de planta quadrangular, em adobe, sobrelevada em relação ao piso, adjacente a um banco igualmente em adobe, adossado ao muro do edifício; num segundo momento, estas estruturas foram amortizadas, tendo sido alteado o piso e construída, no exterior, uma escadaria de acesso, com pelo menos três degraus. Foi registado apenas um compartimento de planta subcircular.
Identificaram-se diversos equipamentos construídos no interior e exterior dos compartimentos, como bancos/poiais, escadarias, caleiras de escoamento de água, lareiras, entre outras funcionalmente indefinidas. A par destas, surgiu, no interior de um com­partimento, aparentemente aberto do lado nascente, uma estrutura de planta subcircular, com cerca de 2,5 m de diâmetro, maciça, constituída por blocos de média e grande dimensão, sobreposta por um piso em seixos de quartzito e uma cobertura em barro cozido.

Cronologia: Finais do séc. VII a.C.-inícios do séc. V a.C.
Manuel Calado*
Rui Mataloto**
Artur Rocha***

Povoação de Espinhaço de Cão - Capelins 



domingo, 25 de novembro de 2018

462 - Terras de Capelins 
História, lendas e tradições das terras de Capelins 
A lenda do Moleiro da Moinhola (Minhola) e o Milagre de Nossa Senhora das Neves
Sábado 31 de Maio de 1862, amanheceu sem sinais de chuva ou trovoada, pelo contrário, esperava-se um dia quente, como outros que o antecederam!  
O ti Manoel Farinha e a ti Loreta de Jesus, eram Moleiros no Moinho da Moinhola, o qual, como todos os outros, estava cheio de sacos de trigo e moia dia e noite para dar resposta às encomendas! Naquele sábado, este Moinho, tinha lá dentro cerca de trinta sacos de trigo e outros cereais! 
Pelas quatro horas da tarde, surgiu uma trovoada por cima da Vila de Chelles, cobria o céu até onde a vista alcançava, para os lados de Olivença! O ti Manoel saiu do Moinho, olhou, olhou, coçou a cabeça e comentou com o pastor da herdade da Defesa de Bobadela que ia passando por ali: 
Ti Manoel: Oh Zé, não estou a gostar nada do que estou a ver! O que é que dizes daquilo? 
Pastor: Oh Manoel, digo-te que aquilo é uma grande trovoada, um caso sério, e se queres que te diga mais, não me lembro de ver uma bicha daquelas! Olha lá, os relâmpagos seguidos de trovões tão fortes e nem despegam! E as cordas de água! Cá por mim, vais ter aqui fezes!
Ti Manoel: Não sei, não sei, de verdade não me lembro de uma coisa assim! A água que vai caindo além, vem cá parar toda! Não sei o que faça à vida! Mas num tempo destes há-de encher o Moinho? 
Pastor: Não sei, Manoel, não sei! A trovoada não vai chegar aqui, não vês o vento a empurrá-la para lá? Ela vai carregar bem, aí para Juromenha e Elvas, mas tens razão, a água vem cá ter toda! 
Ti Manoel: Ora aí está! Se a água vem cá ter toda, então tenho de me amanhar, porque o Moinho está cheio de sacos! Eu não os vou tirar, mas vou pôr aí os taipases (tábuas) para se vier alguma grande cheia, não deixam passar a água aqui para a frente do Moinho e, se for preciso reforço a porta! 
Pastor: Olha que 
era melhor tirar alguns sacos ali para a casa ou para o cabanão! Vê lá se queres  ajuda? 
Ti Manoel: Não, eu não tiro os sacos de trigo, desde gaiato que ando nisto e nunca me enganei! Olha, ajuda-me aqui a levar as tábuas que estão ali no cabanão!
O ti Manoel e o pastor, colocaram as tábuas encostadas à parede do muro, entre a frente do Moinho e a margem do rio, ficaram bem firmes com grandes pedras a pressionar e, ambos acharam que a água por ali não passava, era preciso galgar mais de dois metros de   altura! 
As ovelhas já seguiam para a choça, o pastor despediu-se e foi no seu encalço! O ti Manoel continuou a vigiar as mós do Moinho e ao mesmo tempo a trovoada que não amainava, mas já tinha a certeza que não chegava ali, tinha mesmo enrolado para cima! 
O leito do rio Guadiana estava a subir,  e já estava a anoitecer, mas a água ainda estava distante das tábuas, por isso, o ti Manoel baixou a guarda! A ti Loreta desceu ao Moinho com as cinco filhas e com a ceia, cearam (jantaram)  todos, depois arrumaram a tralha e voltaram para a casa da Moinhola, porque não podiam demorar em ir para a cama, uma vez que, pelas três ou quatro da madrugada a ti Loreta tinha de se levantar para substitui o ti Manoel no trabalho do Moinho, era uma vida de muito sacrifício! 
O ti Manoel continuou a trabalhar, mas vinha constantemente à rua verificar a cheia do rio Guadiana que, estava a atingir as tábuas e subindo a olhos vistos, por isso, foi a correr travar as mós e apanhar a farinha para dentro dos sacos, começou a carregá-los para casa e acordou a ti Loreta para o ajudar a carregar os restantes sacos de farinha e alguns de trigo para a casa e para o cabanão e chamou logo a ti Loreta: 
Ti Manoel: Loreta, oh Loreta! Levanta-te lá depressa, mulher! Anda lá ajudar-me a pôr os sacos às costas, tenho de tirar de lá a farinha e alguns sacos de trigo, porque, parece-me que vamos ter borrasca! 
Ti Loreta: Oh Manoel, só tu me fazes isto, estava a dormir tão bem! Mas olha que estava a sonhar que vinha aí uma grande cheia e estavamos numa grande aflição! Não gostei nada deste sonho! 
Ti Manoel: Eh lá Loreta! Tanto, também não! Vá, deixa lá o sonho e anda daí depressa! 
Ti Loreta: Oh Manoel, mas que pressa é essa agora? Não disseste que tinhas a certeza que não era preciso tirar nada do Moinho? 
Ti Manoel: Disse, pois disse, mas devia estar enganado, a água não pára de subir, não sei se não passa por cima das tábuas, ou se até rebenta com elas! 
Ti Loreta: Olha lá, então porque não levemos a burra? Como é que vais carregar aqueles sacos todos às costas? 
Ti Manoel: Deixa lá a burra, porque levemos mais tempo, vamos tirar a farinha que não é muita, e depois, tiramos alguns sacos de trigo, mais nada!
O ti Manoel e a ti Loreta, correram até ao Moinho, mas antes, ainda foram ver em que estado estavam as tábuas que seguravam a água e ficaram assustados, porque podiam ceder a qualquer momento, mas tinham de continuar! 
Entre os dois, começaram a carregar a farinha para casa e, logo a seguir, o trigo para o cabanão, embora a água já lhe desse quase aos joelhos continuaram o seu trabalho que estava a correr muito bem, a força da água era tanta que as tábuas, repentinamente cederam, só já tinham meia dúzia de sacos de trigo dentro do Moinho, mas foi no momento que estavam ambos lá dentro e, não deu tempo a fechar a porta com as tábuas que o ti Manoel tinha preparado, a água entrou tão rapidamente que o Moinho ficou logo com água até às meias paredes, eles ainda tentaram sair, mas era impossível, a água impelia-os para trás, subiram, então, para uma das mós e começaram a gritar por socorro, mas àquela hora não andava ninguém por ali, só estavam as filhas a dormir na casa da Moinhola! 
A filha mais velha, a Maria, acordou, devido ao barulho da água, foi à rua, chamou, chamou e como não tinha resposta, apercebeu-se que os pais estavam encurralados dentro do Moinho, o qual, estava quase submerso, foi acordar as irmãs e disse-lhe que os pais se estavam a afogar, começaram todas a chorar e a gritar por socorro, podia algum pastor ouvir, mas às duas da manhã, ninguém as ouvia.
O ti Manoel e a ti Loreta estavam quase afogados, com a água pelo pescoço, e ainda ouviam a água a entrar no Moinho, viram que estavam perdidos, foi então que, o ti Manoel, desesperado gritou: "Nossa Senhora das Neves, nos acuda"! Naquele momento, as águas serenaram e, a cheia começou a baixar, a força da enxurrada diminuiu! 
Como as filhas não pararam de gritar a pedir ajuda, alguns pastores ouviram-nas e vieram ver o que se passava, mas só quase às cinco horas da manhã os conseguiram tirar do Moinho, sem nenhuma mazela.
O ti Manoel, não se esqueceu da ajuda que tiveram, sabia que tinham sido salvos por um milagre de Nossa Senhora das Neves, por isso, na tarde do dia seguinte, Domingo, deixou o Moinho parado e com a ti Loreta e as filhas, foram agradecer o milagre a Nossa Senhora das Neves. 
Depois da enxurrada passar, que tinha sido provocada pela grande trovoada, o curso do rio Guadiana, depressa voltou ao normal, continuando o ti Manoel, a ti Loreta e as cinco filhas a viver na Moinhola (Minhola) muitos felizes e, sempre devotos de Nossa Senhora das Neves, onde iam todos os meses renovar o seu agradecimento. 
Foram muitos os milagres de Nossa Senhora das Neves nas terras de Capelins que, continuam em segredo!

Fim 


Nossa Senhora das Neves - Capelins 




584 - Amigos de Capelins História, lendas e tradições da Villa de Monsaraz A lenda do Fernando, filho do Padre de Monsaraz No an...