domingo, 28 de outubro de 2018

453 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
O Padre Manoel Ramos, da Igreja de Santo António, Termo da Vila de Terena, em 1697 menciona num Assento: "herdade do Roncão do Conde". Fomos, imediatamente pesquisar quem seria o Conde a quem o Padre se referia, mas não encontramos nenhum Conde com o perfil que nos parecesse ter sido o senhor da herdade do Roncão, a qual, fazia parte integrante da Vila Defesa de Ferreira que, como sabemos, foi retirada a Luís Freire de Andrade em 1674

Após esgotarmos as hipóteses sobre quem teria sido esse "Conde" senhor da herdade do Roncão, lembramo-nos que o dono do Moinho das Azenhas D' El-Rei, o da parte de dentro, em 1787 era de Francisco de Melo Cogominho, obviamente, em 1697 não podia ser ele o dono do Roncão, porque ainda nem tinha nascido, mas podia seu o seu pai ou o seu avô! Os Moinhos das Azenhas D' El-Rei ficavam no leito do rio Guadiana, na herdade do Roncão, por isso era natural que existisse alguma ligação!

Na escritura de compra/venda do Moinho das Azenhas D' El-Rei de fora está indicado que existiu uma demanda com essa herdade, mas ainda não percebemos qual a causa/efeito! Fomos saber de quem era filho Francisco de Melo Cogominho, com a esperança de ser filho de algum Conde, porque já sabiamos que era Família nobre, mas concluímos que, embora fidalgos da Corte, não eram Condes! O dito Francisco de Melo Cogominho era filho de Diogo de Melo Cogominho, nascido em 1712 e, era neto de Simão de Melo Cogominho, também fidalgo da Corte e, foram todos, "Senhores da Torre de Coelheiros", em 1697 o senhor da Torre de Coelheiros e talvez da herdade do Roncão era Simão de Melo Cogominho, ou seja, o avô de Francisco de Melo Cogominho, dono do Moinho! 

Por enquanto, não podemos afirmar nada, mas acreditamos que, o senhorio da herdade do Roncão, pertencia à Família Cogominho, senhores da Torre de Coelheiros, talvez por isso, parte da herdade do Roncão, a que lhe foi retirada em 1834 se designa por "Torre" porque era do senhor da Torre!
Roncão 


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

452 - Terras de Capelins 

Gentes de Capelins 1637 
O 1ª antepassado com apelido "Cappellins" alguma vez encontrado!
"A 11 de Abril da Era de 1637 annos faleceo da vida prezente Aleixo João de Cappellins e não fez testamento. Pároco
Luís de Campos" 




451 - Terras de Capelins 

Gentes de Capelins - 1635 
Apresentamos um dos registos de batismos na Igreja de Santo António, de mais fácil leitura do ano de 1635, referente a duas irmãs gémeas de nomes: Maria e Caterina.
" Aos sete dias do mez de Janeiro de mil seis centos e trinta e cinco annos Bauptizei e pus os Santos óleos a duas meninas húa por nome Maria & a outra Caterina filhas de António Mendes Moitão e de Izabel Friz (Fernandez) forão padrinhos Luíz Friz (Fernandez) Domingos Caeiro e Maria Nunes e Domingos Gomes.
O Padre Gonçalo Roiz (Rodriguez)"

Registo do batismo da Maria e Catarina (gémeas), na Igreja de Santo António em 1635!



450 - Terras de Capelins 

História de Capelins 

Através dos Registos Paroquiais da Paróquia de Santo António do Termo da Vila de Terena, confirma-se que, nos anos de 1680/ 1690, já existiam nesta Freguesia os seguintes Montes e herdades: 
1 - Zorra;
2 - Talaveira; 
3 - Roncão; 
4 - Carrão; 
5 - Vinha; 
6 - Azinhal Redondo.
7 - Cabeça de Sina
8 - Aldeia de Faleiros. (Fora da Vila de Ferreira, mas pertencente à Freguesia de Santo António. Termo da Vila de Terena). 
Quanto aos Montes, tudo indica que, foram construídos, ainda no período em que a Vila Defesa de Ferreira (hoje Freguesia de Capelins) pertencia à família Freire de Andrade (1433 - 1674)! As provas a que nos referimos encontra-se nos Registos de Óbitos dos respetivos lavradores, logo, decerto já lá residiam há alguns anos. Também, as herdades já existiam! Assim, podemos prever a forma da exploração das terras da Vila de Ferreira nessa época. 
Uma herdade, podia ter mais do que um lavrador!

Este Registo, refere-se ao óbito do lavrador da Talaveira em 1699 



449 - Terras de Capelins 

Gentes de Capelins 
O sapateiro falecido em 1698 
Conforme consta no Assento de óbito de 1698 que, a seguir transcrevemos, antes de 1698 já existia um mestre sapateiro na Vila de Ferreira, chamava-se Manoel da Silva e era natural de Portalegre. 
"Aos nove dias do mez de Março de mil seis centos e noventa e oito annos faleceo da vida prezente Manoel da Silva, Sapateiro, natural da cidade de Portoalegre com todos os Sacramentos, não fez testamento, está sepultado nesta Freguezia de S. António do Termo de Terena na cova da primeira fila pegando da mão esquerda de baixo para sima e por verdade fiz este termo que asignei hoje dia mez e anno ut supra.
O Cura Manoel Marques"

Assento do óbito do sapateiro Manoel da Silva 1698 



448 - Terras de Capelins 

Gentes de Capelins - 1639 
Os Registos de Batismos, Matrimónios e Óbitos, na Paróquia de Santo António, Termo (Concelho) da Vila de Terena, tiveram início no ano de 1633, com o Padre Luís de Campos, o primeiro Pároco que conhecemos nesta Paróquia. Como outros, também, o Padre Luís de Campos, acabou a sua vida dedicado à Paróquia de Santo António, fez o último funeral no dia 13 de Agosto de 1639 e faleceu na casa Paroquial no dia 21 de Setembro de 1639, está sepultado dentro da Igreja de Santo António, 
Vejamos o respetivo Registo do seu Óbito: 
"Aos vinte hum dias do mez de Setembro da Era de mil seis centos e trinta e nove, faleceo da vida prezente o Padre Luís de Campos Capelam desta Freguesia de S. António do Termo de Terena e por verdade uasinei? com todos os Sacramentos e fez testamento.
Padre Nicolao Pereira"

Óbito em 1639 do primeiro Padre que conhecemos da Paróquia de Santo António, Luís de Campos 




447 - Terras de Capelins 

Gentes de Capelins 1634 
Ao verificarmos os Registos dos batismos das crianças nascidas nos anos de 1630 e seguintes, as mesmas, nesses Registos, não têm o nome das mães associados, não sabemos quem eram as suas mães, porque, eram somente filhos do pai, vejamos, por exemplo o seguinte registo, mas são todos assim: 
"Aos quinze dias do mez de Outubro da Era de mil seis centos e trinta e quatro bauptizei e pus os Santos Óleos a Fernãodo, filho de Manoel Faleiro, forão padrimhos Manoel Caeiro e Maria Nunes. 
Padre Luís de Campos" 




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