quinta-feira, 26 de julho de 2018

429 - Terras de Capelins 
História, lendas, contos e tradições das terras de Capelins
A lenda da Loja do ti Manoel Lagartixo 
Na segunda metade de 1700, a população da Vila de Ferreira (atual Freguesia de Capelins) aumentou significativamente, registando em 1758 mais de 350 pessoas, representando uma comunidade já com algumas exigências de bens de consumo que, era satisfeita através das feiras nas redondezas, ou no porta a porta por almocreves, mas nem sempre traziam o suficiente ou necessário, como: Sal, açucar, arroz, massa, utensílios domésticos e, sobretudo, peças de fazenda para fazerem o vestuário para homens, mulheres e crianças! 
Assim, surgiu a primeira loja de Capelins, na Aldeia de Capelins de Cima, a qual, era do ti Manoel Lagartixo, natural da Vila de Terena que, desceu com a família, até às terras de Capelins, incentivado pelos boatos sobre o seu crescimento e boa oportunidade de negócios, como também, devido aos privilégios concedidos aos moradores da Vila de Ferreira, os quais, estavam isentos do pagamento de alguns impostos reais.    
A abertura da dita loja em Capelins de Cima, foi uma grande novidade nas terras de Capelins, toda a gente queria ver como era, o que  vendia, não se falava noutra coisa! 
Começaram logo, as romarias à loja do ti Lagartixo que, tinha muito jeito para cativar e explicar o benefício dos produtos que vendia, para ele, eram quase todos mezinhas! O açucar curava todos os males respiratórios, tosse, constipações e resfriamentos, podiam fazer xarope, queimar o açúcar com uma brasa, depois adicionar água a ferver, estava o xarope feito! Era só beber bem quentinho! O arroz e massa com um bocadinho de toucinho, de galinha, ou mesmo sem ela, curavam todas as fraquesas! 
A toda a hora se oouvia: Ti Lagartixo, "quero meio arrate de massa, meio arrate de arroz, uma quarta de açucar, 5 Kg de farinha, dois metros daquele tecido" e, em cada dia aumentavam as vendas! Passados dois meses, o ti Lagartixo já não dava conta do trabalho sózinho, já tinham de ser a mulher e os filhos a ajudar! 
Bendita a hora em que vim para Capelins de Cima, repetia ele! Nunca pensei vender tanto! 
Devido à fama e, pela novidade, vinham clientes das terras de Capelins e das aldeias e montes das redondezas àloja do ti Lagartixo! Quando apareciam produtos novos, depressa se espalhava e, algumas mulheres acorriam à loja para admirar esses produtos, era a sua perdição, porque, já de lá não saiam sem os levar! 
O negócio corria tão bem ao ti Lagartixo que, começou a dar facilidades de pagamento às mulheres que tinham courelas ou alguma coisa de seu! Como já conhecia bem as clientes, fazia sempre a mesma conversa: "Leve, leve, porque depressa se acaba, depois logo paga!" 
Assim, passados poucos anos, já era dono de meia dúzia de courelas nas terras de Capelins! 
Uma das suas melhores clientes era a ti Maria das Candeias, moradora no Monte de Calados e, dona de uma boa courela junto ao Monte Real, logo, era das que podia levar tudo fiado! Quando hesitava, o ti Lagartixo empurrava:
Ti Lagartixo: Leve ti Maria, leve! Olhe que isto está-se a acabar e não sei quando vem mais! Isto tem muita procura, porque é muito bom! Muito bom!
Ti Maria: É só levar? Então, e depois quando pago? 
Ti Lagartixo: Isso vê-se depois! Vocemecês não têm uma courela? Então pode levar que eu aponto!
Ti Maria: Temos, uma boa courela! Mas não podemos ficar sem ela! Nem sei o que o meu Zé me fazia, se a empenhasse! Não levo, não!
Ti Lagartixo: Leve lá isso tudo, ti Maria! Olhe que não faço isto a toda a gente! Depois, logo paga!
Ti Maria: Não posso, não posso! Ai se eu pudesse!  
Ti Lagartixo: Então, se não leva, não demora nada, leva-as outra!
Ti Maria: Então, está bem! Eu levo isso tudo! Aponte aí!  
Ti Lagartixo: Aponto, aponto, já está apontado! 
A conta da ti Maria das Candeias na loja do ti Lagartixo não parava de aumentar, ele apontava, apontava e, ela levava, levava, nem queria saber quanto devia e, alguns réis que lhe entregava nem faziam mossa na conta! Até que um dia, o ti Lagartixo, começou com uma conversa pouco agradável com a ti Maria: "Eh ti Maria, a vida está muito má! Não sei onde isto vai chegar! Eu tenho de deixar de vender fiado, pelo menos a algumas pessoas que já aqui têm uma grande dívida! Olhe, nem a propósito, vocemecê já não pode levar mais nada fiado, já tem aqui uma grande dívida, veja lá se me podem pagar, nem que seja uma parte da conta!" 
Ti Maria: Oh ti Lagartixo, é muito má altura, agora não podemos pagar nada! Não pode esperar mais um tempo? Agora, não podemos, não! A vida está muito má!
Ti Lagartixo: A quem o diz! Já não sei o que fazer, isto está mau, muito mau! Não posso dar mais nada fiado e, sendo assim, diga lá ao seu Zé que venha cá falar comigo logo às nove horas da noite e, se não me pudererm pagar, traga a caderneta da courela! 
A ti Maria começou a chorar, mas sabia que não havia nada a fazer, foi para casa e, quando o marido chegou do trabalho estava a acabar de fazer a ceia (jantar) e, ainda soluçava! O ti Zé Lopes viu logo que alguma coisa má se passava, mas nunca pensou que ia ficar sem a sua courela que tanto estimava, por ser herança dos pais! 
Ti Zé: Então mulher, o que se passa?
Ti Maria: Não se passa nada, o que se havia de passar? 
Ti Zé: Se não se passa nada, diz-me lá porque estás a chorar? 
Ti Maria: São coisas da vida! Nada, nada!
Ti Zé: Nada, não! Se estás a chorar, diz lá porquê?
A ti Maria não teve outro remédio senão, contar ao marido que, o mais certo era ficarem sem a courela, a não ser que, alguém lhe emprestasse dinheiro para pagar a dívida na loja do ti Lagartixo! Mas quem? Nem a courela podiam empenhar, porque, a dívida já era maior do que o valor da courela! Pensaram, pensaram, mas não encontraram nenhuma saída! O ti Zé ainda a interrogou a mulher, queria saber como  tinham feito uma dívida tão grande e, a ti Maria exclamou: Olha, foi com o tempo, foi com o tempo, comprei algumas peças de fazenda para fazer roupa para vocês, as amassaduras da semana, (farinha para fazer o pão), massa, arroz, açucar e outras coisas que temos comido, sabes que, tens cinco filhos pequenos, tu ganhas pouco e eu sou uma mulher doente que nem sempre posso trabalhar! O ti Zé, apenas abanou a cabeça em sinal de negação e, antes das nove horas da noite já estava na casa do ti Lagartixo com a caderneta da courela, porque, não encontraram nenhuma solução e, a honra estava acima de tudo! 
Ti Zé: Boa noite ti Lagartixo, tome lá a caderneta da courela e trate de a pôr em seu nome!
Ti Lagartixo: Boa noite ti Zé, já sabe que depois tem de ir assinar! 
Ti Zé: Está bem, eu vou lá assinar! Então e fica tudo pago?  
Ti Lagartixo: Sim, sim, ainda era mais alguma coisa, mas fica assim, faço-lhe essa atenção! Já sabe, como estas coisas são! Quer ver as contas?
Ti Zé: Não, não! Eu sei que não nos engana! Até amanhã ti Lagartixo!
Ti Lagartixo: Até amanhã ti Zé!
O ti Lagartixo, com um sorriso malicioso, guardou a caderneta na gaveta do balcão para no dia seguinte ir ter com o Tabelião do Cartório Notarial de Terena e, passar a courela do ti Zé Lopes para seu nome! O ti Lagartixo seguiu este mesmo caminho mais algumas vezes, com o mesmo fim, ou seja, passar outras courelas para seu nome, conquistadas pela sua loja, ou pela sua astúcia em iludir as humildes moradoras das terras de Capelins! 

Fim 





segunda-feira, 23 de julho de 2018

428 - Terras de Capeins
História das terras de Capelins 
Os efeitos, no Concelho de Terena, logo, terras de Capelins, da guerra da sucessão de Castela em 1474 , envolvendo o rei português D. Afonso V. 

Dos vinte e quatro aglomerados, todos fronteiriços ou próximos da fronteira, que D. Afonso V referiu numa carta de 23 de Maio de 1480 como particularmente atingidos durante o conflito, terminado no ano anterior, vinte e dois localizavam-se na Comarca de Entre Tejo e Guadiana[56]. Podemos imaginar a profundidade das cicatrizes socioeconómicas da guerra naquelas terras quando o monarca justificava a concessão de isenções fiscais pelo “rrecrecer muytos trabalhos, fadigas, perdas e danos”, em particular, “aos moradores e lavradores”[57]. Para além das acções de pilhagem e de devastação sobre a produção, as incursões tiveram como alvo os habitantes, que “muitas vezes eram presos, resgatados”[58], acarretando problemas na agricultura a um ponto tal que, segundo a documentação, as comunidades “nom podiam lavrar, nem semear e se semeiam nom colhiam”[59] 
As localidades atingidas foram:


[56] O citado documento, que consta na Chancelaria de D. Afonso V, encontra-se já transcrito e publicado no seguinte estudo, aludindo às seguintes povoações alentejanas martirizadas pela guerra: Serpa, Moura, Mourão, Monsaraz, Terena, Alandroal, Juromenha, Vila Viçosa, Borba, Olivença, Redondo, Elvas, Campo Maior, Ouguela, Arronches, Alegrete, Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, Montalvão, Assumar e Monforte. Veja-se MORENO, Humberto Baquero – “Os confrontos fronteiriços entre D. Afonso V e os Reis Católicos”. in Revista da Faculdade de Letras. Série 2, vol. 10 (1993), pp. 322-324.
Castelo da Villa de Terena 


sábado, 21 de julho de 2018

427 - Terras de Capelins

História de Capelins 


Vila de Ferreira
Em 1433, a Vila Defesa de Ferreira foi doada à família Freire de Andrade, permanecendo na sua posse até 1674, (241 anos), sendo-lhe retirada pela Coroa nesta data, porque D. Luís Freire de Andrade não tinha herdeiros diretos, por isso, a Vila Defesa de Ferreira (que era quase todo o espaço geográfico da atual Freguesia de Capelins), ficou na posse do Reino, reinava, então, D. Afonso VI, filho de D. João IV. Quando D. Pedro II, 5º filho de D. João IV tomou as rédeas do Reino, afastando o irmão, D. João VI, a partir de 1668, tornou-se o 1º Senhor da Casa do Infantado e, em 1698 doou as duas herdades, Defesa de Ferreira e Defesa de Bobadela à referida Casa do Infantado, ficando as restantes herdades na posse do Reino que, as arrendou a lavradores e, ao mesmo tempo, vendeu e aforou algumas courelas a privados e a irmandades. 

O 2º senhor da Casa do Infantado foi o infante Francisco de Bragança, filho deste rei, por isso, registamos a sua ligação à Vila Defesa de Ferreira.


Francisco de Bragança, Duque de Beja

D. Francisco de Bragança, nasceu em Lisboa em 25 de Maio de 1691 e faleceu em Óbidos em 21 de Julho de 1742, o seu nome completo era: Francisco Xavier José António Bento Urbano de Bragança, foi um infante de Portugal, 3º filho do rei D. Pedro II de Portugal e de sua 2ª esposa Maria Sofia de Neuburgo.


Foi feito pelo pai 7.º Duque de Beja, Condestável de Portugal, Prior do Crato e, ainda foi o 2º Senhor da Casa do Infantado. No dia 1 de dezembro de 1697, nas Cortes que juraram o príncipe D. João como herdeiro do Reino, D. Francisco desempenhou a função de Condestável. Jamais um infante obtivera tantos bens e, deles usufruiu largamente, pois ao morrer estava cheio de dívidas. 

Assim, parece-nos que, os interesses do infante Francisco de Bragança na Vila Defesa de Ferreira, não passaram dos pertencentes à Casa do Infantado, da qual, foi o 2º senhor, ou seja, das duas ditas herdades. 

Concluímos que, só no ano de 1698, as referidas herdades foram doadas por D. Pedro II à Casa do Inafantado, estando, a totalidade da Defesa de Ferreira na posse da Coroa entre, 1674 e 1698.


 Presença da Casa do Infantado 






quarta-feira, 11 de julho de 2018

426 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Escritura da Courela onde foi construída a Igreja de Santo António
Como sabemos, as escrituras de compra e venda de imóveis rústicos são documentos históricos onde fica registada a história desse imóvel, a quem pertenceu, ou seja, a identificação dos sucessivos proprietários ao longo do tempo, onde fica localizado, o lugar, a dimensão, a qualidade do terreno, o arvoredo que tem, ou não tem e, os seus limites, acabando, também, por registar a história dos terrenos contíguos. 
Neste caso, divulgamos parte da escritura (está totalmente disponível, em 6 páginas), de uma courela que existia entre a herdade da Sina e a Defesa de Ferreira, dentro da qual ficava a Igreja de Santo António de Capelins.

Com esta escritura ficamos a saber que os limites da herdade da Sina eram diferentes, que esta herdade era do Barão de Quintella e, existiam aqui várias courelas de privados, ficando a Igreja de Santo António dentro de uma dessas courelas e, não naquela herdade, pelo menos a parte antiga, porque o seu acréscimo, parece-nos já dentro da Sina!


Escritura de compra que faz Joaquim Martins, morador deste Termo (Concelho) de Terena a Ignácio José Pereira e a sua mulher Dona Josefa Violante moradores na Villa do Alandroal de huma courella com huma casa junto à Igreja de Santo António de Capelins tudo dentro da dita courella pella quantia de: 67$200 réis.

Saibam quantos este publico Instrumento de Escritura de compra e venda virem que sendo no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e trinta e hum annos, aos vinte dias do mês de Fevereiro do dito anno nesta Villa de Terena no Cartório de mim Tabelião sendo eu ahi foram presentes Ignácio José Pereira e por sua mulher Dona Josefa Violante o mesmo seu marido Ignácio José Pereira, com procuração bastante da mesma para elle fazer a dita venda e poder asignar a dita escritura, moradores na Villa do Alandroal de que dou fé serem os próprios e pello qual perante as testemunhas adiante nomeadas e asignadas foi dito que elles muito de suas boas próprias e livres vontades sem força ou constrangimento de pessoas, vendiam com o conceito: vendido tinham de hoje para sempre, huma courella de terra e huma casa dentro da mesma courella dita, onde está a Freguesia e Igreja de Santo António de Capelins no Termo (Concelho) desta Villa, cuja courella parte é confronte pello nascente com a Defesa de Ferreira e courella de João Coelho da Paiva, Lavrador da herdade de Bacellos deste Termo e pello Pego e a Norte com a herdade da Sina do Barão de Quintella e pelo sulle com a courella de José Guido e Azambuja de Vila Viçosa e também do mesmo sulle com a Defesa de Ferreira, tem três alqueires e dentro da dita courella a Igreja de Santo António de Capelins que serve de Freguesia.

O Tabelião do Cartório da Villa de Terena era: João António Banazol

Continua...

Folha 1 de 6. 



Escritura da courela onde fica a Igreja de Santo António





425 - Terras de Capelins 
A história dos Moinhos de água da Ribeira de Lucefecit e do Rio Guadiana - 1787
Por várias vezes, aqui se escreveu sobre o Moinho do Inxado na Ribeira do Lucefécit, no Concelho de Terena. O senhor José Martins Inxado, natural e morador na Villa de Terena, entre a sua atividade agrícola, dedicou-se a comprar e vender Moinhos de água na Ribeira de Lucefécit e no rio Guadiana no espaço geográfico do então Concelho de Terena. Foi proprietário de metade dos Moinhos Novos de Fora e, no dia 06 de Dezembro de 1787 comprou ao Dr. António Luís Coelho e sua mulher Dona Rosa Frade, o Moinho do Ferrado? Ou Torrado? A casa do dito Moinho e espaço envolvente pela quantia certa de 86$000 réis, cuja venda foi feita através do Procurador António Pereira Fragas. Tudo situado na Coutada da Villa de Terena. Parece-nos que, a partir daí, este Moinho ficou a designar-se Moinho do Inxado, devido ao apelido do seu proprietário. 

Esta é a Escritura (1ª página de 5), estando totalmente disponível.


Ainda, sobre o Moinho do Inxado (Luís Silva)


Quando eram arrendados, salvo raras excepções, o contrato incidia sobre ambas as unidades de moagem. Como a existência das referidas propriedades conjuntas nem sempre se verificava, os moleiros que possuíam moinhos no

Guadiana e os que os arrendavam costumavam proceder ao arrendamento de moinhos nos seus afluentes, a fim de laborar no Inverno. É disso exemplo o arrendamento do Moinho do Inchado (Alandroal), na ribeira de Lucefecit,

pelo moleiro que a dada altura possuiu os Moinhos Novos de Cima (Alandroal), no Guadiana. 

Escritura de compra venda do Moinho do Inxado 


domingo, 17 de junho de 2018

424 - Terras de Capelins 

O edifício da Ermida de Nossa Senhora das Neves - Capelins

Até ao ano de 1667 encontramos no Arquivo Distrital de Portalegre alguns testamentos Paroquiais, porque a nossa Paróquia pertencia ao Bispado de Elvas, onde são pedidas missas rezadas ou cantadas por pessoas residentes na Villa de Ferreira e, mesmo de Terena na Igreja Matriz de Santa Maria de Ferreira. A partir daquele ano não encontramos mais nenhuma referência a essa Igreja que, como escreve o senhor Túlio Espanca já existia em 1320, pensamos que foi mandada construir por D. Dinis em 1314 quando fundou a Vila de Ferreira (quase todo o espaço geográfico da atual Freguesia de Capelins). Porém, logo no início de 1700 já surge em vários documentos a Ermida de Nossa Senhora das Neves, logo concluímos que, o seu edifício foi construído nos finais de 1600, ficando a dúvida se não foi aproveitado parte do edifício anterior que olhava a norte, no lugar onde se encontram as sepulturas e, a casa lateral. Temos aqui um edifício histórico, dos mais antigos da Freguesia de Capelins que, se encontra em ruínas, podendo desmoronar a qualquer momento, perante a indiferença das Entidades responsáveis pelo património Nacional e Municipal. Sabemos que, atualmente, devido a fatores incontroláveis, não pode ser ativado para fins religiosos, mas devia ser preservado em memória dos capelinenses que lá estão sepultados e, assim, podermos continuar a visitar esse lugar de fé que, ainda é a casa de Nossa Senhora das Neves de Capelins.

Ermida de Nossa Senhora das Neves - Capelins 


423 - Terras de Capelins 

Percursos Pedestres nas terras de Capelins 

PR 7

Montejuntos 


PERCURSO


As nossas duas Etapas têm início no Largo do Posto, junto do Posto da Guarda, no centro da Aldeia de Montejuntos.

Na Etapa I seguimos pela Rua D. Rosalina T. Correia e caminhamos 120 m para Sudeste.
Aqui encontramos um caminho à esquerda, de saibro, na direcção Este, o caminho que nos levava ao Moinho da Cinza, agora debaixo de água.
Caminhamos 1 km pelos Arrabaldes da Aldeia, pelo caminho de saibro e sempre na direcção Este.
Entramos numa paisagem de campos cultivados e de montado, a partir daqui só temos este caminho de saibro na direcção do Rio.
Após 2 kms de caminhada já observamos, do outro lado do Guadiana agora Alqueva, a Aldeia espanhola de Cheles.
Mais 2 Kms de caminho e chegamos à margem do Guadiana, na outra margem temos a Raia Extremeña.
Num futuro próximo esperamos que seja possível ter um embarcadouro para que possamos visitar Espanha e as margens do Alqueva.
Regressamos pelo mesmo caminho até ao Posto da Guarda de Montejuntos.
Na Etapa II seguimos pela Rua das Mimosas, caminhamos 400 m na direcção Sudoeste até encontrar a Rua do Calvário, aqui curvamos à esquerda na direcção Sul.
A nossa estrada de alcatrão transforma-se num caminho de saibro.
A 130 m seguimos pelo caminho de saibro da direita na direcção Sudoeste, este caminho curva para Sudeste a 400 m.
Caminhamos 600 m, passando o Monte do Peral, tomamos o caminho de saibro e gravilha da direita, na mesma direcção.
A partir daqui é só seguir o único caminho de saibro e gravilha na direcção Sul.
Variante 1 - Caminhando 2 kms temos uma cortada à direita que nos leva à Aldeia da Cabeça de Carneiro, passando por uma bela Albufeira na Ribeira do Peral. A Aldeia encontra-se a 6 kms do desvio e a Albufeira a 2 kms, esta variante não está marcada.
Continuamos o nosso caminho por 5 kms, já avistamos Alqueva no nosso lado direito e a Fortaleza de Monsaraz à nossa frente, já no Concelho de Reguengos de Monsaraz.
Curvamos à direita 100 m depois do Monte da Tapada do Rijo, para Oeste, se fossemos em frente íamos ter ao Posto da Guarda de Miguens que já não existe.
Daqui caminhamos 1400 m na direcção Oeste e vamos ter à margem da Ribeira do Azevel, limite do Concelho do Alandroal.
Num futuro próximo planeamos continuar a Rota até Monsaraz, não aconselhamos que o façam agora porque ainda temos um problema de gado bravo por resolver.
Regressamos pelo mesmo caminho até ao Posto da Guarda de Montejuntos.
Variante 2 - Na Aldeia de Montejuntos podemos visitar a Igreja e ver o Jogo do Alquerque na entrada. Seguimos a estrada municipal até à Aldeia de Ferreira e podemos desfrutar da Rota PR6 “Os Segredos de Ferreira”, a cerca de 3500 m.
Variante 3 – Na Aldeia de Montejuntos podemos seguir o caminho alcatroado das Azenhas del Rey. Este vai ter a um embarcadouro, nas margens do Alqueva, a cerca de 4550 m.

Bom Passeio inserido na natureza! 

in CM de Alandroal 





584 - Amigos de Capelins História, lendas e tradições da Villa de Monsaraz A lenda do Fernando, filho do Padre de Monsaraz No an...