quarta-feira, 11 de julho de 2018

425 - Terras de Capelins 
A história dos Moinhos de água da Ribeira de Lucefecit e do Rio Guadiana - 1787
Por várias vezes, aqui se escreveu sobre o Moinho do Inxado na Ribeira do Lucefécit, no Concelho de Terena. O senhor José Martins Inxado, natural e morador na Villa de Terena, entre a sua atividade agrícola, dedicou-se a comprar e vender Moinhos de água na Ribeira de Lucefécit e no rio Guadiana no espaço geográfico do então Concelho de Terena. Foi proprietário de metade dos Moinhos Novos de Fora e, no dia 06 de Dezembro de 1787 comprou ao Dr. António Luís Coelho e sua mulher Dona Rosa Frade, o Moinho do Ferrado? Ou Torrado? A casa do dito Moinho e espaço envolvente pela quantia certa de 86$000 réis, cuja venda foi feita através do Procurador António Pereira Fragas. Tudo situado na Coutada da Villa de Terena. Parece-nos que, a partir daí, este Moinho ficou a designar-se Moinho do Inxado, devido ao apelido do seu proprietário. 

Esta é a Escritura (1ª página de 5), estando totalmente disponível.


Ainda, sobre o Moinho do Inxado (Luís Silva)


Quando eram arrendados, salvo raras excepções, o contrato incidia sobre ambas as unidades de moagem. Como a existência das referidas propriedades conjuntas nem sempre se verificava, os moleiros que possuíam moinhos no

Guadiana e os que os arrendavam costumavam proceder ao arrendamento de moinhos nos seus afluentes, a fim de laborar no Inverno. É disso exemplo o arrendamento do Moinho do Inchado (Alandroal), na ribeira de Lucefecit,

pelo moleiro que a dada altura possuiu os Moinhos Novos de Cima (Alandroal), no Guadiana. 

Escritura de compra venda do Moinho do Inxado 


domingo, 17 de junho de 2018

424 - Terras de Capelins 

O edifício da Ermida de Nossa Senhora das Neves - Capelins

Até ao ano de 1667 encontramos no Arquivo Distrital de Portalegre alguns testamentos Paroquiais, porque a nossa Paróquia pertencia ao Bispado de Elvas, onde são pedidas missas rezadas ou cantadas por pessoas residentes na Villa de Ferreira e, mesmo de Terena na Igreja Matriz de Santa Maria de Ferreira. A partir daquele ano não encontramos mais nenhuma referência a essa Igreja que, como escreve o senhor Túlio Espanca já existia em 1320, pensamos que foi mandada construir por D. Dinis em 1314 quando fundou a Vila de Ferreira (quase todo o espaço geográfico da atual Freguesia de Capelins). Porém, logo no início de 1700 já surge em vários documentos a Ermida de Nossa Senhora das Neves, logo concluímos que, o seu edifício foi construído nos finais de 1600, ficando a dúvida se não foi aproveitado parte do edifício anterior que olhava a norte, no lugar onde se encontram as sepulturas e, a casa lateral. Temos aqui um edifício histórico, dos mais antigos da Freguesia de Capelins que, se encontra em ruínas, podendo desmoronar a qualquer momento, perante a indiferença das Entidades responsáveis pelo património Nacional e Municipal. Sabemos que, atualmente, devido a fatores incontroláveis, não pode ser ativado para fins religiosos, mas devia ser preservado em memória dos capelinenses que lá estão sepultados e, assim, podermos continuar a visitar esse lugar de fé que, ainda é a casa de Nossa Senhora das Neves de Capelins.

Ermida de Nossa Senhora das Neves - Capelins 


423 - Terras de Capelins 

Percursos Pedestres nas terras de Capelins 

PR 7

Montejuntos 


PERCURSO


As nossas duas Etapas têm início no Largo do Posto, junto do Posto da Guarda, no centro da Aldeia de Montejuntos.

Na Etapa I seguimos pela Rua D. Rosalina T. Correia e caminhamos 120 m para Sudeste.
Aqui encontramos um caminho à esquerda, de saibro, na direcção Este, o caminho que nos levava ao Moinho da Cinza, agora debaixo de água.
Caminhamos 1 km pelos Arrabaldes da Aldeia, pelo caminho de saibro e sempre na direcção Este.
Entramos numa paisagem de campos cultivados e de montado, a partir daqui só temos este caminho de saibro na direcção do Rio.
Após 2 kms de caminhada já observamos, do outro lado do Guadiana agora Alqueva, a Aldeia espanhola de Cheles.
Mais 2 Kms de caminho e chegamos à margem do Guadiana, na outra margem temos a Raia Extremeña.
Num futuro próximo esperamos que seja possível ter um embarcadouro para que possamos visitar Espanha e as margens do Alqueva.
Regressamos pelo mesmo caminho até ao Posto da Guarda de Montejuntos.
Na Etapa II seguimos pela Rua das Mimosas, caminhamos 400 m na direcção Sudoeste até encontrar a Rua do Calvário, aqui curvamos à esquerda na direcção Sul.
A nossa estrada de alcatrão transforma-se num caminho de saibro.
A 130 m seguimos pelo caminho de saibro da direita na direcção Sudoeste, este caminho curva para Sudeste a 400 m.
Caminhamos 600 m, passando o Monte do Peral, tomamos o caminho de saibro e gravilha da direita, na mesma direcção.
A partir daqui é só seguir o único caminho de saibro e gravilha na direcção Sul.
Variante 1 - Caminhando 2 kms temos uma cortada à direita que nos leva à Aldeia da Cabeça de Carneiro, passando por uma bela Albufeira na Ribeira do Peral. A Aldeia encontra-se a 6 kms do desvio e a Albufeira a 2 kms, esta variante não está marcada.
Continuamos o nosso caminho por 5 kms, já avistamos Alqueva no nosso lado direito e a Fortaleza de Monsaraz à nossa frente, já no Concelho de Reguengos de Monsaraz.
Curvamos à direita 100 m depois do Monte da Tapada do Rijo, para Oeste, se fossemos em frente íamos ter ao Posto da Guarda de Miguens que já não existe.
Daqui caminhamos 1400 m na direcção Oeste e vamos ter à margem da Ribeira do Azevel, limite do Concelho do Alandroal.
Num futuro próximo planeamos continuar a Rota até Monsaraz, não aconselhamos que o façam agora porque ainda temos um problema de gado bravo por resolver.
Regressamos pelo mesmo caminho até ao Posto da Guarda de Montejuntos.
Variante 2 - Na Aldeia de Montejuntos podemos visitar a Igreja e ver o Jogo do Alquerque na entrada. Seguimos a estrada municipal até à Aldeia de Ferreira e podemos desfrutar da Rota PR6 “Os Segredos de Ferreira”, a cerca de 3500 m.
Variante 3 – Na Aldeia de Montejuntos podemos seguir o caminho alcatroado das Azenhas del Rey. Este vai ter a um embarcadouro, nas margens do Alqueva, a cerca de 4550 m.

Bom Passeio inserido na natureza! 

in CM de Alandroal 





422 - Terras de Capelins 

História de Capelins 


Serra da Sina

CNS: 12388
Tipo: Povoado
Distrito/Concelho/Freguesia: Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período: Calcolítico
Descrição: Povoado aberto com pouca defensabilidade natural, mas com bom domínio sobre a paisagem envolvente. Localiza-se na extremidade de um topo aplanado.
Meio: Terrestre
Acesso: -
Espólio: Cerâmicas manuais, pesos de tear, cerâmica de revestimento, instrumentos de pedra polida e lascada, elementos de mós manuais.
Depositários: UNIARQ - Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa

Serra da Sina - Capelins 


421 - Terras de Capelins 

Percursos Pedestres de Capelins 

PR 6
PERCURSO VILA DE FERREIRA

A Rota tem início no cruzamento das estradas da Aldeia de Ferreira e da Aldeia do Rosário, em frente do Lagar da Casa Dias. Aqui podemos observar o imponente e recentemente restaurado Lagar de Ferreira.
Caminhamos na direcção da Aldeia do Rosário para Nordeste e na mesma direcção mais 50 m e curvamos para o lado direito, para Este, entrando num caminho de terra batida, herdade da Defesa de Ferreira. 
A cerca de 600 m de caminho encontramos o Lavadouro Público, (Poço da Bomba).
Passamos a Ribeira do Carrão, caminhamos na margem da mesma 600 m para Sudeste, curvamos à esquerda voltando a cruzar a mesma Ribeira e entramos num caminho de saibro.
Vamos caminhar pouco mais de 2300 m para Nordeste passando o Monte do Nunes, sempre por caminho de saibro.
Chegando ao Monte do Colmeal curvamos à esquerda, para Noroeste, e caminhamos 600 m até ao Monte do Escrivão, por estrada de terra batida.
Variante 1 - No Monte do Colmeal podemos curvar à direita e caminhar 4 kms para Sul.
Vamos ter à Aldeia de Montejuntos, aqui podemos fazer a Rota PR7 “Os Caminhos do Contrabando”, esta variante não está marcada.
Variante 2 - A partir do Monte do Escrivão podemos curvar à direita, para Nordeste, e visitar as margens do Rio Lucefécit agora Alqueva. Um passeio de 2 kms, um para ir e outro para voltar, esta variante não está marcada.
Na nossa Rota, a partir do Monte do Escrivão, caminhamos 1700 m para Noroeste até ao Monte de Ferreira, do lado direito já avistamos a Ribeira de Lucefécit.
Passando o Monte de Ferreira, vemos do lado direito um Cruzeiro, 100 m à frente temos a Ermida de Nossa Senhora das Neves, a Necrópole de sepulturas escavadas na rocha, um Forno e outro Cruzeiro.
Caminhamos pouco mais de 1100 m para Noroeste até quase chegarmos à margem da Ribeira do Lucefécit.
Aqui curvamos para a esquerda, para Sudoeste, e caminhamos 800 m até estrada de alcatrão, Ferreira - Rosário.
Variante 3 -Podemos caminhar 150 m para Norte, pelo aceiro, e visitar a entrada de uma Mina Romana. Esta variante não está marcada.
Variante 4 - Se continuarmos para Norte cerca de 3 kms, pela estrada municipal, vamos passar a Ribeira de Lucefécit e chegar à Aldeia do Rosário. Aqui podemos fazer a Rota
PR4“Nas margens de Alqueva”, não estando esta variante marcada.
Continuando a nossa Rota caminhamos 3 kms para Sudoeste e voltamos ao Lagar de Ferreira.
Variante 5 - Se ainda tivermos fôlego podemos continuar 1500 m, para Oeste e visitar a Igreja de Santo António de Capelins. Podemos observar vários Jogos do Alquerque nos bancos, esta variante não está marcada. 
In CM de Alandroal

Lagar 



420 - Terras de Capelins 

Percursos Pedestres de Capelins 

PR 6

OS SEGREDOS DE FERREIRA DE CAPELINS

A Aldeia de Ferreira faz parte da Freguesia de Santo António de Capelins, tem cerca de 500 habitantes (Freguesia), segundo os censos de 2011, situa-se no Concelho de
Alandroal e no Distrito de Évora.
As terras de Capelins (que incluiam a Villa de Ferreira de 1314), são habitadas desde a Pré-História, existem vários povoados nas margens da Ribeira de Lucefécit, um nome original, esta ribeira que vai desaguar no Rio Guadiana (atual Albufeira de Alqueva).
Os Romanos vieram atrás do minério, que por aqui existe em grande quantidade e deixaram-nos vários vestígios: Minas, Villas, Necrópoles e um espectacular Forte no Outeiro dos Castelinhos. Este Forte era semelhante ao Castelo da Lousa agora submerso pela Albufeira do Alqueva.
Da Idade Média temos uma Necrópole de sepulturas escavadas na rocha, aqui foram identificadas doze sepulturas. Associada à necrópole está a Ermida de Nossa Senhora das Neves. Esta é uma provável reconstrução do século XVIII da medieval Ermida de Santa Maria de Ferreira. No mesmo cabeço localiza-se o Monte de Ferreira, seria aqui a ancestral Vila de Ferreira.
Existe uma planta do sargento Tozé Monteiro de Carvalho, feita para a Rainha D. Maria I, que mostra a existência de um Forte Abaluartado em Ferreira. Este Forte terá sido destruído para não cair nas mãos dos espanhóis.
A Casa do Infantado tinha por aqui terrenos, como evidência temos o Monte do Escrivão e vários marcos de propriedade. D. João IV no século XVII criou a Casa do Infantado que servia de sustento aos Infantes do Reino.
A proximidade de cursos de água importantes permitiu a construção de vários moinhos, agora debaixo das águas do Alqueva. As características do terreno permitem o fabrico de telhas, tijolos e baldosas, como atestam alguns fornos ainda em pé. O minério continuou a ser explorado até ao século XX, principalmente Ferro e Cobre. A Agricultura, o gado, e claro………. o Contrabando foram essenciais para sustento das gentes de Ferreira. São, assim, muitos os “Segredos de Ferreira” que pode desfrutar neste passeio.
A toda esta Identidade Cultural podemos acrescentar nos Arrabaldes da Aldeia uma forte humanização da paisagem: culturas, muros, poços, caminhos, levadas e muito mais.
A Natureza tem um papel fundamental no nosso passeio, aqui podemos observar muita da fauna e flora que infelizmente desapareceu noutras partes do País.
Por todo o lado, mas principalmente nas margens dos cursos de água, podemos observar muitos pássaros com destaque para a rara Cegonha Preta (Ciconia nigra) ou várias aves de rapina.
Nos riachos as esquivas Lontras (Lutra lutra) mergulham pescando os mais variados peixes e crustáceos.
Raposas (Vulpes vulpes) e Javalis (Sus scrofa) espreitam-nos no meio da folhagem, invisíveis ao nosso olhar mas atenção às pegadas.
Na Primavera os campos parecem telas de um pintor impressionista, com Soagem ou Chupa-mel (Echium plantagineum) e Papoilas (Papaver rhoeas), entre muitas outras, cobrindo os cabeços até onde a vista alcança.
No Verão descansa-se um pouco na sombra de Sobreiros (Quercus suber) e Azinheiras (Quercus ilex), as quais, se ainda forem jovens são…….. Chaparros. 
in CM de Alandroal 




419 - Terras de Capelins 

História de Capelins 


A Freguesia de Capelins foi integrada no Concelho de Alandroal em 06 de Novembro de 1836, a qual, desde 1262, pertencia ao Concelho de Terena.

O Alandroal é a sede do Concelho e uma das três vilas do mesmo, sendo as outras Terena e Juromenha. Ao nível de aldeias, são doze as que integram o concelho: Rosário, Hortinhas, Mina do Bugalho, Faleiros, Ferreira de Capelins, Montejuntos, Marmelos, Orvalhos, Aldeia da Venda, Pias, Casas Novas de Mares e Cabeça de Carneiro. 





584 - Amigos de Capelins História, lendas e tradições da Villa de Monsaraz A lenda do Fernando, filho do Padre de Monsaraz No an...