domingo, 17 de junho de 2018

422 - Terras de Capelins 

História de Capelins 


Serra da Sina

CNS: 12388
Tipo: Povoado
Distrito/Concelho/Freguesia: Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período: Calcolítico
Descrição: Povoado aberto com pouca defensabilidade natural, mas com bom domínio sobre a paisagem envolvente. Localiza-se na extremidade de um topo aplanado.
Meio: Terrestre
Acesso: -
Espólio: Cerâmicas manuais, pesos de tear, cerâmica de revestimento, instrumentos de pedra polida e lascada, elementos de mós manuais.
Depositários: UNIARQ - Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa

Serra da Sina - Capelins 


421 - Terras de Capelins 

Percursos Pedestres de Capelins 

PR 6
PERCURSO VILA DE FERREIRA

A Rota tem início no cruzamento das estradas da Aldeia de Ferreira e da Aldeia do Rosário, em frente do Lagar da Casa Dias. Aqui podemos observar o imponente e recentemente restaurado Lagar de Ferreira.
Caminhamos na direcção da Aldeia do Rosário para Nordeste e na mesma direcção mais 50 m e curvamos para o lado direito, para Este, entrando num caminho de terra batida, herdade da Defesa de Ferreira. 
A cerca de 600 m de caminho encontramos o Lavadouro Público, (Poço da Bomba).
Passamos a Ribeira do Carrão, caminhamos na margem da mesma 600 m para Sudeste, curvamos à esquerda voltando a cruzar a mesma Ribeira e entramos num caminho de saibro.
Vamos caminhar pouco mais de 2300 m para Nordeste passando o Monte do Nunes, sempre por caminho de saibro.
Chegando ao Monte do Colmeal curvamos à esquerda, para Noroeste, e caminhamos 600 m até ao Monte do Escrivão, por estrada de terra batida.
Variante 1 - No Monte do Colmeal podemos curvar à direita e caminhar 4 kms para Sul.
Vamos ter à Aldeia de Montejuntos, aqui podemos fazer a Rota PR7 “Os Caminhos do Contrabando”, esta variante não está marcada.
Variante 2 - A partir do Monte do Escrivão podemos curvar à direita, para Nordeste, e visitar as margens do Rio Lucefécit agora Alqueva. Um passeio de 2 kms, um para ir e outro para voltar, esta variante não está marcada.
Na nossa Rota, a partir do Monte do Escrivão, caminhamos 1700 m para Noroeste até ao Monte de Ferreira, do lado direito já avistamos a Ribeira de Lucefécit.
Passando o Monte de Ferreira, vemos do lado direito um Cruzeiro, 100 m à frente temos a Ermida de Nossa Senhora das Neves, a Necrópole de sepulturas escavadas na rocha, um Forno e outro Cruzeiro.
Caminhamos pouco mais de 1100 m para Noroeste até quase chegarmos à margem da Ribeira do Lucefécit.
Aqui curvamos para a esquerda, para Sudoeste, e caminhamos 800 m até estrada de alcatrão, Ferreira - Rosário.
Variante 3 -Podemos caminhar 150 m para Norte, pelo aceiro, e visitar a entrada de uma Mina Romana. Esta variante não está marcada.
Variante 4 - Se continuarmos para Norte cerca de 3 kms, pela estrada municipal, vamos passar a Ribeira de Lucefécit e chegar à Aldeia do Rosário. Aqui podemos fazer a Rota
PR4“Nas margens de Alqueva”, não estando esta variante marcada.
Continuando a nossa Rota caminhamos 3 kms para Sudoeste e voltamos ao Lagar de Ferreira.
Variante 5 - Se ainda tivermos fôlego podemos continuar 1500 m, para Oeste e visitar a Igreja de Santo António de Capelins. Podemos observar vários Jogos do Alquerque nos bancos, esta variante não está marcada. 
In CM de Alandroal

Lagar 



420 - Terras de Capelins 

Percursos Pedestres de Capelins 

PR 6

OS SEGREDOS DE FERREIRA DE CAPELINS

A Aldeia de Ferreira faz parte da Freguesia de Santo António de Capelins, tem cerca de 500 habitantes (Freguesia), segundo os censos de 2011, situa-se no Concelho de
Alandroal e no Distrito de Évora.
As terras de Capelins (que incluiam a Villa de Ferreira de 1314), são habitadas desde a Pré-História, existem vários povoados nas margens da Ribeira de Lucefécit, um nome original, esta ribeira que vai desaguar no Rio Guadiana (atual Albufeira de Alqueva).
Os Romanos vieram atrás do minério, que por aqui existe em grande quantidade e deixaram-nos vários vestígios: Minas, Villas, Necrópoles e um espectacular Forte no Outeiro dos Castelinhos. Este Forte era semelhante ao Castelo da Lousa agora submerso pela Albufeira do Alqueva.
Da Idade Média temos uma Necrópole de sepulturas escavadas na rocha, aqui foram identificadas doze sepulturas. Associada à necrópole está a Ermida de Nossa Senhora das Neves. Esta é uma provável reconstrução do século XVIII da medieval Ermida de Santa Maria de Ferreira. No mesmo cabeço localiza-se o Monte de Ferreira, seria aqui a ancestral Vila de Ferreira.
Existe uma planta do sargento Tozé Monteiro de Carvalho, feita para a Rainha D. Maria I, que mostra a existência de um Forte Abaluartado em Ferreira. Este Forte terá sido destruído para não cair nas mãos dos espanhóis.
A Casa do Infantado tinha por aqui terrenos, como evidência temos o Monte do Escrivão e vários marcos de propriedade. D. João IV no século XVII criou a Casa do Infantado que servia de sustento aos Infantes do Reino.
A proximidade de cursos de água importantes permitiu a construção de vários moinhos, agora debaixo das águas do Alqueva. As características do terreno permitem o fabrico de telhas, tijolos e baldosas, como atestam alguns fornos ainda em pé. O minério continuou a ser explorado até ao século XX, principalmente Ferro e Cobre. A Agricultura, o gado, e claro………. o Contrabando foram essenciais para sustento das gentes de Ferreira. São, assim, muitos os “Segredos de Ferreira” que pode desfrutar neste passeio.
A toda esta Identidade Cultural podemos acrescentar nos Arrabaldes da Aldeia uma forte humanização da paisagem: culturas, muros, poços, caminhos, levadas e muito mais.
A Natureza tem um papel fundamental no nosso passeio, aqui podemos observar muita da fauna e flora que infelizmente desapareceu noutras partes do País.
Por todo o lado, mas principalmente nas margens dos cursos de água, podemos observar muitos pássaros com destaque para a rara Cegonha Preta (Ciconia nigra) ou várias aves de rapina.
Nos riachos as esquivas Lontras (Lutra lutra) mergulham pescando os mais variados peixes e crustáceos.
Raposas (Vulpes vulpes) e Javalis (Sus scrofa) espreitam-nos no meio da folhagem, invisíveis ao nosso olhar mas atenção às pegadas.
Na Primavera os campos parecem telas de um pintor impressionista, com Soagem ou Chupa-mel (Echium plantagineum) e Papoilas (Papaver rhoeas), entre muitas outras, cobrindo os cabeços até onde a vista alcança.
No Verão descansa-se um pouco na sombra de Sobreiros (Quercus suber) e Azinheiras (Quercus ilex), as quais, se ainda forem jovens são…….. Chaparros. 
in CM de Alandroal 




419 - Terras de Capelins 

História de Capelins 


A Freguesia de Capelins foi integrada no Concelho de Alandroal em 06 de Novembro de 1836, a qual, desde 1262, pertencia ao Concelho de Terena.

O Alandroal é a sede do Concelho e uma das três vilas do mesmo, sendo as outras Terena e Juromenha. Ao nível de aldeias, são doze as que integram o concelho: Rosário, Hortinhas, Mina do Bugalho, Faleiros, Ferreira de Capelins, Montejuntos, Marmelos, Orvalhos, Aldeia da Venda, Pias, Casas Novas de Mares e Cabeça de Carneiro. 





418 - Terras de Capelins 
Tradições das terras de Capelins 

A Festa da Santa Cruz 

Até ao início da década de 1960, realizava-se no início do mês de Maio a Festa da Santa Cruz em Ferreira de Capelins e em Montes Juntos, existindo alguma rivalidade saudável, entre estas Aldeias, onde faziam tudo para que a sua Festa da Santa Cruz fosse melhor do que a da outra, obrigando os protagonistas a maior dedicação no sentido de alcançarem esse objetivo, que se traduzia num grande orgulho.

Festa da Santa Cruz tinha um carácter essencialmente religioso, mas também profano e, era entendida como a representação de uma pecadora que encontrou Jesus Cristo arrastado e ensanguentado quando estava a ser agredido pelos Judeus em Jerusalém!

Esta Festa, era muito diferente das outras, tinha características muito peculiares, desde as roupas dos figurantes, os doze rapazes, bem vestidos, de fatos escuros, acompanhados de armas (caçadeiras, calibre 12) que, disparavam em conjunto durante os cânticos, mas em vez de chumbo, as armas expeliam papelinhos coloridos.

Desta Festa, também faziam parte catorze raparigas, (a Mordoma, a Madalena, oito cantadeiras e quatro madrinhas). Vestiam-se de branco, porque o branco significava pureza e, era assim que se vestiam os apóstolos. 

A Madalena vestia-se de preto e, levava os cabelos soltos, mostrando-se triste e pecadora, (é descrita no Novo Testamento como uma das discípulas mais dedicadas de Jesus Cristo).

As cantadeiras e as madrinhas representavam os doze apóstolos de Jesus de Cristo. 

Os rapazes apresentavam as espingardas numa posição de defesa, da Cruz e das raparigas que, iam ricamente vestidas e cobertas de algum ouro e prata. 
As crianças participavam na Festa com bandeiras e vestidas de anjos (os anjinhos). 
A Festa da Santa Cruz, era complementada com a parte "profana", ou seja, com bailes e outros divertimentos, sendo propícia a novos namoricos e, também, aos "calmeiros". 
Existem muitas peripécias passadas nas Festas da Santa Cruz em Ferreira de Capelins e em Montes Juntos. 

Festa da Santa Cruz em Ferreira de Capelins anos de 1940/50



domingo, 22 de abril de 2018

417 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Até, perto de meados de 1800, os capelinenses eram sepultados no interior da Igreja de Santo António! 
Era impensável sepultar um cristão fora de uma Igreja, por escassez de espaço podia ser no seu adro! 
Veja esta planta das sepulturas dentro da Igreja de Santo António, feita em 1790 pelo seu Pároco de então, Manoel Felippe.. 
No interior da Igreja de Santo António de Capelins existiam 49 sepulturas, em 6 carreiras! À cabeceira junto ao Altar de Nossa Senhora do Rosário e da Capela Mor, existia uma fila só para as crianças. 
Na Capela Mor não existiam sepulturas.


Planta das sepulturas dentro da Igreja de Santo António de Capelins 1790.



quinta-feira, 12 de abril de 2018

416 - Terras de Capelins 

História de Vidas de Gentes de Capelins 
No ano de 1899 realizaram-se 8 casamentos na Igreja de Santo António de Capelins, para o mundo, descrevemos a seguir os nomes dos nubentes:
1 - Manuel dos Santos e Luíza Angélica; casaram no dia 08 de Janeiro de 1899.
2 - José Joaquim Busca e Mariana Joaquina; casaram no dia 26 de Janeiro de 1899.
3 - Miguel António e Vicência Maria; casaram no dia 11 de Junho de 1899.
4 - Manuel Ignácio e Maria Francisca; casaram no dia 30 de Dezembro de 1899.
5 - Romão Baptista e Gertrudes Maria Ribeiro; casaram no dia 30 de Dezembro de 1899.
6 - João António Rocha (viúvo) e Catharina Maria; casaram no dia 30 de Dezembro de 1899. 
7 - Felizardo Silvestre e Mariana do Rosário; casaram no dia 31 de Dezembro de 1899.
8 - João José Figueiras e Vicência Joaquina; casaram no dia 31 de Dezembro de 1899.
Fim


Dos 8 casamentos, 5 realizaram-se no mês de Dezembro!
Livro do registo dos casamentos em Santo António de Capelins no ano de 1899. 



584 - Amigos de Capelins História, lendas e tradições da Villa de Monsaraz A lenda do Fernando, filho do Padre de Monsaraz No an...