segunda-feira, 7 de agosto de 2017

323 - Terras de Capelins: Faleiros - Ferreira de Capelins - 
Montejuntos

História, lendas e tradições das terras de Capelins

Capelins e a Guerra Civil de Espanha - 1936 - 1939

A Guerra Civil Espanhola foi um conflito bélico deflagrado após um fracassado golpe de estado de um setor do exército, contra o governo legal e democrático da Segunda República Espanhola. A guerra civil teve início após um pronunciamento dos militares rebeldes, entre 17 e 18 de Julho de 1936, e terminou em 01 de Abril de 1939, com a vitória dos militares e a instauração de um regime ditatorial de caráter fascista, liderado pelo general Francisco Franco.
Desde sempre, ouvimos contar os tristes episódios passados junto à fronteira de Portugal e Espanha, ou seja, às portas da Freguesia de Capelins, não só, a tomada de Badajoz e o massacre de grande parte da população dentro da praça de touros, mas também, outras situações de atrocidades entre as várias partes em conflito.
Quanto ao envolvimento na ajuda aos grupos de mulheres e crianças, estas, passavam o rio Guadiana, cheios de fome, vinham pedir esmola, alimentos para eles e para levarem para Espanha, andavam por Montes e Aldeias desta Freguesia e vizinhas, tentando de todas as formas, voltar à sua Terra com alguma comida para os que lá tinham deixado, crianças e idosos. Uma situação muito triste, à qual, a população de Capelins e vizinhos assistiram e, a maioria de alguma forma se envolveram, em termos da prestação de ajuda a essas pessoas.
Ainda conhecemos algumas pessoas que vieram de Espanha, em crianças, onde já não tinham Família próxima e ficaram a residir aqui para sempre, sendo ajudadas pela maioria da população desta Freguesia, como o Sr. Angelo, (Ti Muchaco) veio para Capelins durante a guerra, com 6 anos, aqui ficou, casou e, viveu toda a sua vida, falecendo em Terena já nos anos 80. 
Passaram-se muitos episódios, relacionados com essa guerra civil, as pessoas apareciam cheias de fome mal vestidas, a algumas, sem justificação, tinham-lhe assassinado a familia, e, sem esperança no futuro próximo, com o país destruído, conseguiam esconder os seus desgostos, esquecer o ódio, aparentemente, bem dispostos, cantando e ensinando as suas cantigas e, organizando bailes acompanhados pelas suas cantigas, nas aldeias e Montes por onde passavam, talvez em agradecimento pela forma como eram recebidos e tratados.
Na Freguesia de Capelins e vizinhas, existia muita humanidade, quase todas as pessoas ajudavam os pedintes, mulheres e crianças, até na questão da perseguição pela guarda portuguesa, foi diferente de outras regiões, embora se tivessem de esconder em almiaras de palha, matos e casas de moradores. No entanto, também existiram abusos e aproveitamento por parte de pessoas sem escrúpulos, principalmente, na falsificação de produtos alimentícios que contrabandeavam para Espanha mas, as guerras são a desgraça de muitos, com benefício para alguns.
Nos Concelhos de Mourão, Moura, Reguengos de Monsaraz e outros, a guarda, cumprindo as ordens do governo de Salazar, prendiam as pessoas que passavam a fronteira e, eram encerradas nas praças de touros, depois, levadas em camiões para Espanha, onde muitas, eram assassinadas. Alguns guardas, que faziam serviço na fronteira, nesse tempo, confirmaram a veracidade desses factos.
Na aldeia de Ferreira, apareciam constantemente a Ti Júlia, a Ti Casimira e outras mulheres espanholas, de Cheles, muito simpáticas, faziam soalheira e serões com as moças desse tempo e, a ti Júlia dizia: "tu fazeres malha muito depressa, como a minha filha, a minha filha faz: pum, pum, pum, depois engana-se e faz, terrum, terrum, terrum", por isso, ainda nos dias de hoje, em Ferreira, quando alguma senhora faz malha e se engana, logo dizem as outras: "olha, agora tens que fazer, terrum terrum terrum, como a Ti Júlia.
A Ti Júlia dormia sempre na casa da Bisavó Jacinta, em Capelins de Baixo, não era no quintal, era com ela dentro de casa e, as crianças, algumas já mocitas, dormiam na casa Dias, onde eram bem tratadas, tendo em conta a situação e, os tempos do fascismo. Algumas dessas pessoas, tinham familiares em Espanha, uns presos, outros escondidos e, havia crianças, sem pais, nem irmãos.
É de salientar, a ajuda prestada a essas pessoas, por uma senhora chamada Belmira, do Monte de Santa Luzia e de outras, que coziam pão, propositadamente para lhe matar a fome mas, como a senhora Belmira de Santa Luzia não se conheceu situação igual, ignorava tas regras impostas por Salazar e ajudava todas as vítimas dessa guerra que por lá apareciam.


Devemos ter orgulho nos então moradores, de Capelins e vizinhos, nos nossos antepassados e naqueles que ainda estão entre nós, porque, nos enriqueceram com mais esses valores de solidariedade e altruísmo e, mesmo sobre a ameaça do regime político Salazarista, ajudaram muitas vítimas inocentes dessa guerra, de Cheles e de localidades vizinhas. 



322 - Terras de Capelins

Histórias da Ribeira do Lucifer/Lucefécit

As traições de Lucifer/Lucefécit

A nossa Ribeira, foi sempre um obstáculo para quem precisava de a atravessar, fosse por motivo do seu trabalho se desenvolver no outro lado, ou por se deslocarem ao Rosário, Mina do Bugalho, Juromenha ou Elvas.
Quando o Sr. Martins, proprietário da herdade da Defesa de Bobadela (Monte da Travessa), nos anos 60, arrendou a herdade de Santa Luzia, do lado de lá da Ribeira, deparou-se com a dificuldade de, os trabalhadores, tratores e outros veiculos, que precisavam de circular entre as duas herdades, uma de um lado e, a outra do outro, durante o inverno, correrem grande risco na passagem da Ribeira. Assim, teve que suportar os custos do arranjo com pedra e cimento, do porto das Águas Frias de Cima, para onde estava direcionada a estrada de Ferreira - Rosário, já empedrada, essa obra, permitia maior segurança, porque, o caudal da Ribeira distribuía-se ao longo do pavimento de cimento e, perdia a agressividade.
Num dia de inverno, um amigo de Ferreira (não posso mencionar o seu nome, porque, ele, não gosta que se fale nisso), vinha na sua motorizada e, ao chegar ao referido porto, parou para avaliar a corrente, como não achou nada de anormal e conhecia bem o trajeto, meteu-se à água, logo a seguir sentiu um enorme empurrão e, não deu mais conta do que lhe aconteceu, foi levado por uma forte corrente, coisa do demónio, só dando por si, fora do leito da Ribeira e, livre de perigo, apanhando um enorme susto, sendo, a motorizada encontrada mais tarde no fundo de um pego. Mais uma vez, a nossa Ribeira salvou a vida de um Capelinense. 
(caso verídico)

Águas Frias 



321 - Terras de Capelins

Episódios e mitos de Capelins 

As façanhas e a morte do Rabilongo


O rabilongo era um dos cães de guarda do Monte Grande, da casa Dias, sede da Defesa de Ferreira, Monte integrado no casario da aldeia de Ferreira de Capelins. Não sei qual a raça, mas era um cão de corpulência média alta, ou assim parecia. em proporção ao nosso físico de crianças da escola primária. O rabilongo, era o terror das crianças e de alguns adultos da aldeia, sendo um dos temas diários das conversas na escola, cada um/a contava o que lhe tinha acontecido ou a alguém que tinha passado em frente ao portão do Monte Grande e, teve que correr à frente do rabilongo, contando sempre as situações de forma a torná-las mais empolgantes e, destacavam-se sempre os mais valentes afirmando que não tinham qualquer medo do rabilongo, afirmando: "logo quando sairmos da escola vou lá passar mesmo rente ao portão sem fugir, logo vêem o que lhe faço se ele aparecer" mas quando chegava a hora da saída nunca estavam disponíveis, ou porque não moravam para aquele lado, ou porque já estavam à sua espera em casa para fazer qualquer tarefa que não podia esperar muito tempo. Aqueles que, eram obrigados a passar em frente ao portão do Monte Grande desenvolveram estratégias para enganar o rabilongo, uma delas era aproximar-se da área da sua investida, muito devagarinho, sem ruído e colados à parede da casa em frente, quando se atingia o limite de proximidade do portão, era correr o mais que podia e, quando o rabilongo aparecia a correr e, a rosnar de forma assustadora, já era tarde para ele que, parecia não estar interessado em apanhar a presa, porque, não tivemos conhecimento que alguma vez mordesse em alguém, apesar do grande movimento de trabalhadores no Monte Grande, talvez o rabilongo soubesse quem pertencia à casa, ou então, era um divertimento para ele, assim, chegou a noite fatal, ao fazer a sua habitual investida, sobre um transeunte que por ali passava, munido de uma espingarda de caça, não gostou da brincadeira e disparou matando-o com um tiro certeiro. Não o vi morto, porque, logo de manhã, veio a Guarda Nacional Republicana, tomou conta da ocorrência e, foi mandado recolher, pelo feitor da Casa Dias, o senhor Louro, para enterrar, ficando ali a marca do sangue. Durante muito tempo, foi o principal tema de conversa na aldeia: quem foi? como foi? porque foi? onde foi? e, mesmo a medo do regime, foi lugar de romaria. Foi assim, o fim do rabilongo, que deixou um vazio, alguma saudade daquela correria e, da oportunidade da rapaziada lá na escola, mostrar a falsa valentia. 

Rafeiro Alentejano


320 - Terras de Capelins

Acontecimentos Culturais em Capelins

Os Bonecos de Santo Aleixo em Ferreira de Capelins

Um dos acontecimentos mediáticos de grande relevo em Ferreira de Capelins, em meados do século passado, era a chegada e atuação dos Bonecos de Santo Aleixo (Monforte). Algum tempo antes da data prevista da sua chegada, já não se falava noutra coisa, os miúdos, porque não se cansavam de ver vezes sem conta o "auto da criação" e outros, embora, muitos já o soubessem de cor. Os graúdos, também gostavam de ver as marionetas, as danças, ouvir as música e cânticos inerentes. O espetáculo, para os pequenos começava logo no dia da chegada da carroça que transportava as marionetas e o pessoal que as manipulavam, e que tocavam, falavam e cantavam, mas, muitos dos pequenitos pensava-mos que eram os bonecos que faziam isso tudo, as pessoas vinham para os trazer e só para tocar o tambor pelas ruas e pelo alto do Monte do Pinheiro. A atuação dos Bonecos de Santo Aleixo envolvia a maioria dos espetadores, aqueles que se destacavam em alguma coisa, boa ou menos boa, durante o ano. Existia um informador na aldeia que, antes dava a conhecer ao Mestre Salas, as peripécias que tinham acontecido durante o último ano, de interesse da população, desde, namoros mal sucedidos, negócios falhados ou não, situações engraçadas, para algubs. Depois, durante a atuação era anunciado um nome, quando os espetadores se apercebiam quem era o contemplado, começavam logo todos a rir, porque, como já conheciam a situação, sabiam que vinha aí divertimento. Muitas vezes, a pessoa visada não gostava de ser nomeada e, de se rirem, nesse caso, a cena não tinha o fim esperado, mas, quem se apresentava a ver o espetáculo, era porque não se importava, uma vez que não passava de uma brincadeira e muitas vezes colaboravam com motes, para as décimas que eram feitas pelos Mestres, Salas e Chanca, no fim da brincadeira, tinham que dar uma contribuição monetária, mas até chegar ao fim, levavam algum tempo. O Mestre Salas, mandava um rapaz de serviço a buscar a contribuição e, a pessoa enviava beatas de cigarros, outras vezes, um ou dois tostões dentro de uma caixa de fósforos. Assim, enquanto não fosse enviada uma quantia razoável, o Mestre Salas fazia versos de escárnio e maldizer a essa pessoa, o resultado, era tudo a rir. Por fim, quando se entendiam, eram feitos versos ou décimas de grande elogio.
Os Bonecos de Santo Aleixo, atuavam duas noites seguidas em Ferreira de Capelins, no casão do Ti Xico Violantinho (falecido), o recinto ficava cheio as duas noites, daqui, seguiam para Montejuntos, Cabeça de Carneiro e por aí adiante, mas, havia rapazes que os acompanhavam por essas terras, não se cansavam de ver e ouvir a mesma coisa vários dias. Alguns diziam que não andavam atrás dos bonecos, mas, sim, de umas bonecas do elenco, primas ou sobrinhas do Mestre Salas.
Agora, os Bonecos de Santo Aleixo estão no CENDREV - Teatro Garcia de Resende em Évora, mas o Mestre Salas, Mestre Chanca e companhia desse tempo, não estão.

Bonecos de Santo Aleixo 



319 - Terras de Capelins

Singela homenagem dos amigos de Capelins a São Bento da Contenda - Olivença


São Bento da Contenda (em castelhano San Benito de la Contienda) é uma aldeia do município de Olivença, território disputado por Espanha Portugal. Situa-se a 7,5 km a sul de Olivença, a uma altitude média de 220 m, possuindo cerca de 588 habitantes, de acordo com dados de 2007. Sob a administração espanhola, encontra-se integrada na Província de Badajoz.
Como nas restantes aldeias, o património mais significativo é a igreja paroquial, dedicada a S. Bento, também de acusada influência portuguesa, mais parecendo uma ermida, dadas as suas reduzidas proporções e os traços populares da sua arquitectura, a qual inclui mármores de Estremoz/Borba/Vila Viçosa . Na fachada frontal, apresenta-se um atraente pórtico, sob o qual chama a atenção a preciosa porta trilobada. O interior é uma nave única, abobadada, e cabeceia quadrangular. Sobre a porta, figura a data de 1776. Constitui um conjunto de arquitectura popular, também alentejana, de notável valor etnográfico. No século XVII, era atribuída a capacidade de fazer milagres à imagem de São Bento, presente na igreja, chegando os próprios duques de Bragança a visitá-la, assim como numerosos outros devotos.
Em 1613, houve uma grande seca no Rio Guadiana, que levou os habitantes de Olivença a fazerem uma procissão a São Bento da Contenda, invocando o auxílio do santo na vinda da chuva, numa oração ad petendam pluviam .
No início do século XVIII, a aldeia possuía cerca de 100 habitantes, prestando homenagem todos os anos a São Lourenço, em sumptuosas celebrações, numa ermida dedicada ao santo .
Segundo várias versões, o nome de São Bento da Contenda deriva das permanentes disputas em que a aldeia se envolvia com povoados castelhanos vizinhos. Numa destas versões, a contenda é apresentada como resultando de uma pretensão castelhana de que a fronteira passasse no meio da igreja da aldeia, razão pela qual existiria ainda no início do século XVIII um arco com as armas de Castela, na capela mor da mesma. Outra interpretação liga o nome ao topónimo que designa os campos em que assenta.
Esta localidade, de início chamou-se só São Bento, ou São Bento Abade. Como foi referido, em 1510/1511, os espanhóis de Alconchel quiseram delimitar a fronteira com Portugal junto da Ribeira de São Bento, traçando uma linha que dividiu a Igreja entre os dois países e deu-se uma contenda, porém a coroa portuguesa conseguiu que a Espanha recuasse a fronteira, novamente até à Ribeira de Táliga (Tálega), Alconchel. A povoação tal como as vizinhas Vila Real e São Domingos de Gusmão, apresenta características alentejanas, como a cor branca das casas, as chaminés, os pisos térreos os "piais" e os rodapés.
A devoção a São Bento passava para cá do rio Guadiana, organizavam-se procissões de Juromenha, Capelins, e Rosário e, logo que o Guadiana o permitia era montada uma ponte de madeira, junto ao Monte da Estacada, nos Mocissos, onde os habitantes destas localidades e os de São Bento da Contenda passavam para ambos os lados, existindo grande amizade entre estes povos, então, todos portugueses, hoje Europeus!

Igreja de São Bento da Contenda 



318 - Terras de Capelins

Alconchel - a vizinha além Guadiana



Alconchel é um município raiano da Espanha no sudoeste da província de Badajozcomunidade autónoma da Estremadura, com a área de 295 km²
A Vila de Alconchel foi conquistada aos Mouros por Geraldo Sem Pavor e D. Afonso Henriques em 1166, embora, logo perdida por intervenção do Califa de Córdoba. Foi reconquistada por D. Sancho II cerca de 1249. Esta Praça esteve na posse dos portugueses até 1264, passando, nesta data para a Coroa de Castela no reinado de D. Afonso X, o Sábio, muito amigo de Portugal ao ponto de fazer imensas cantigas a Santa Maria de Terena, Monsaraz e a esta região, por influência dos senhores de Terena, os Riba de Vizela, que durante algum tempo estiveram exilados na sua Corte. 
Entre 1264 e 1312, Alconchel pertenceu à Ordem dos Templários, como esta Ordem foi extinta, nesta data passou para a jurisdição da Ordem de Alcântara e, em 1690 foi doada aos senhores de Zuniga e integrada no Marquesado de São João das Pedras Albas e Belgide, onde permaneceu até ao século XIX.
O seu Castelo, denominado de Miraflores foi construído pelos muçulmanos, cerca do ano 1000, parece que, sobre ruínas de outras construções pré romanas, e romanas, porém, devido aos ataques constantes dos portugueses, foi ampliado e armado com artilharia pesada já nos séculos XIV/XV, passando, então, a ser uma Praça forte e importante. O Castelo de Miraflores, nunca foi flor que os portugueses cheirassem, também, devido à sua defesa natural, nunca o conseguiram ocupar, talvez por isso, não existisse muita simpatia por Alconchel do lado de cá, excepto em Évora, onde, em sua homenagem, existe, ainda hoje a Porta de Alconchel, uma das mais importantes, porque era a porta de entrada e saída da cidade de, e para Lisboa.
Alconchel, aqui tão perto, vizinha de Capelins, pouco conhecida, tem muitos locais de interesse turístico, como o Castelo de Miraflores, Convento dos Jarales, Igrejas, Ponte Velha, Praça de Espanha e outros locais interessantes.

Alconchel - além Guadiana 



317 - Terras de Capelins


São Domingos de Gusmão - Vizinha além Guadiana


São Domingos de Gusmão (oficialmente em espanhol Santo Domingo de Guzmán) é uma aldeia do município de OlivençaEspanha (disputado por Portugal). Até 1801, constituía uma freguesia deste concelho português e tinha 353 habitantes. Sob a administração espanhola, encontra-se integrada na Província de Badajoz. Situa-se a 7 km de Olivença .
De acordo com dados 2007 possui actualmente apenas 18 habitantes, constituindo a menor das aldeias oliventinas.
As suas casas apresentam muitas características alentejanas, a cor branca, as chaminés, os telhados, os pisos térreos, os rodapés, embora já existam alguns fenómenos de simbiose, ainda é bem visível a predominância de aquém Guadiana.
A Igreja Paroquial de São Domingos de Gusmão, é uma pequena edificação caiada de carácter popular, do século XVII, com aspecto de ermida. A fachada ostenta um grande pórtico de severa estrutura em mármore de Estremoz-Vila-Viçosa e duplo campanário. A planta é de uma nave com abóbada simples e cabeceira quadrangular de cruzeiro. As capelas e demais dependências anexadas ao corpo principal originam um conjunto de variados volumes e acertada composição. Uma pequena cúpula em chaminé destaca-se sobre a cobertura. O seu encanto principal resulta da sua característica arquitectura popular tradicional de acento alentejano.
No início do século XVIII, a aldeia era constituída por cerca de 60 pessoas. Nessa altura, existiam nas suas imediações as herdades da Borrachinha, de Monte-longo e Gijarral, entre outras, consideradas muito férteis. 
A meio caminho de Olivença encontra-se a ermida de Nossa Sra. das Neves, cujas festas se celebram em 5 de Agosto. Sobre ela existe uma encantadora lenda que relata a história do pequeno Joaquim que, perdido no campo, a Virgem protegeu durante a noite.
Igreja Paroquial de São Domingos de Gusmão 





626 - Tradições das Terras de Capelins Nas Terras de Capelins uma serra de palha designava-se por "Almiara"! Sempre ouvimos ...