segunda-feira, 7 de agosto de 2017

318 - Terras de Capelins

Alconchel - a vizinha além Guadiana



Alconchel é um município raiano da Espanha no sudoeste da província de Badajozcomunidade autónoma da Estremadura, com a área de 295 km²
A Vila de Alconchel foi conquistada aos Mouros por Geraldo Sem Pavor e D. Afonso Henriques em 1166, embora, logo perdida por intervenção do Califa de Córdoba. Foi reconquistada por D. Sancho II cerca de 1249. Esta Praça esteve na posse dos portugueses até 1264, passando, nesta data para a Coroa de Castela no reinado de D. Afonso X, o Sábio, muito amigo de Portugal ao ponto de fazer imensas cantigas a Santa Maria de Terena, Monsaraz e a esta região, por influência dos senhores de Terena, os Riba de Vizela, que durante algum tempo estiveram exilados na sua Corte. 
Entre 1264 e 1312, Alconchel pertenceu à Ordem dos Templários, como esta Ordem foi extinta, nesta data passou para a jurisdição da Ordem de Alcântara e, em 1690 foi doada aos senhores de Zuniga e integrada no Marquesado de São João das Pedras Albas e Belgide, onde permaneceu até ao século XIX.
O seu Castelo, denominado de Miraflores foi construído pelos muçulmanos, cerca do ano 1000, parece que, sobre ruínas de outras construções pré romanas, e romanas, porém, devido aos ataques constantes dos portugueses, foi ampliado e armado com artilharia pesada já nos séculos XIV/XV, passando, então, a ser uma Praça forte e importante. O Castelo de Miraflores, nunca foi flor que os portugueses cheirassem, também, devido à sua defesa natural, nunca o conseguiram ocupar, talvez por isso, não existisse muita simpatia por Alconchel do lado de cá, excepto em Évora, onde, em sua homenagem, existe, ainda hoje a Porta de Alconchel, uma das mais importantes, porque era a porta de entrada e saída da cidade de, e para Lisboa.
Alconchel, aqui tão perto, vizinha de Capelins, pouco conhecida, tem muitos locais de interesse turístico, como o Castelo de Miraflores, Convento dos Jarales, Igrejas, Ponte Velha, Praça de Espanha e outros locais interessantes.

Alconchel - além Guadiana 



317 - Terras de Capelins


São Domingos de Gusmão - Vizinha além Guadiana


São Domingos de Gusmão (oficialmente em espanhol Santo Domingo de Guzmán) é uma aldeia do município de OlivençaEspanha (disputado por Portugal). Até 1801, constituía uma freguesia deste concelho português e tinha 353 habitantes. Sob a administração espanhola, encontra-se integrada na Província de Badajoz. Situa-se a 7 km de Olivença .
De acordo com dados 2007 possui actualmente apenas 18 habitantes, constituindo a menor das aldeias oliventinas.
As suas casas apresentam muitas características alentejanas, a cor branca, as chaminés, os telhados, os pisos térreos, os rodapés, embora já existam alguns fenómenos de simbiose, ainda é bem visível a predominância de aquém Guadiana.
A Igreja Paroquial de São Domingos de Gusmão, é uma pequena edificação caiada de carácter popular, do século XVII, com aspecto de ermida. A fachada ostenta um grande pórtico de severa estrutura em mármore de Estremoz-Vila-Viçosa e duplo campanário. A planta é de uma nave com abóbada simples e cabeceira quadrangular de cruzeiro. As capelas e demais dependências anexadas ao corpo principal originam um conjunto de variados volumes e acertada composição. Uma pequena cúpula em chaminé destaca-se sobre a cobertura. O seu encanto principal resulta da sua característica arquitectura popular tradicional de acento alentejano.
No início do século XVIII, a aldeia era constituída por cerca de 60 pessoas. Nessa altura, existiam nas suas imediações as herdades da Borrachinha, de Monte-longo e Gijarral, entre outras, consideradas muito férteis. 
A meio caminho de Olivença encontra-se a ermida de Nossa Sra. das Neves, cujas festas se celebram em 5 de Agosto. Sobre ela existe uma encantadora lenda que relata a história do pequeno Joaquim que, perdido no campo, a Virgem protegeu durante a noite.
Igreja Paroquial de São Domingos de Gusmão 





316 - Terras de Capelins

Vila Real - vizinha de além Guadiana




Vila Real (em espanhol, Villarreal) ou Nossa Senhora de Vila Real é uma aldeia situada sobre o rio Guadiana, em frente à povoação fortificada de Juromenha de aquém Guadiana. A sua soberania é disputada entre Portugal e Espanha. Historicamente pertencia ao Concelho de Juromenha e chamava-se  Aldeia da Ribeira. Com a administração de Olivença pela Espanha, até à margem do rio Guadiana, a povoação foi igualmente anexada, tendo sido incorporada no Município de Olivença.
Possui cerca de 87 habitantes, de acordo com dados de 2007, encontrando-se a 12 km de Olivença.
No século XIII, o rei português D. Sancho I outorgou o mestrado de Nossa Senhora de Vila Real à Ordem de Avis, na pessoa de um dos seus primeiros Mestres, D. Gonçalo Viegas.
Em 1708, as duas Paróquias que então constituíam a vila, Curado e São Brás, dispunham ainda de um Capelão da Ordem de Avis.
No início do século XVIII, a vila possuía cerca de 200 habitantes.
A Paróquia de Vila Real é dedicada a Nossa Senhora da Assunção. O Templo é uma construção caiada de reduzidas proporções e arquitectura simples, semelhante a uma Ermida rural. Planta rectangular, abobadada, cabeceira rectangular e copulada, sacristia e capela baptismal anexa.     
Na estrada de acesso localiza-se a modesta Ermida de Sant’Ana.

Vila Real 



domingo, 6 de agosto de 2017

315 - Terras de Capelins

Saudoso Rio Guadiana 

Tragédia no rio Guadiana na volta de Montejuntos


Como já aqui referimos, o nosso rio Guadiana foi protagonista de algumas tragédias, já no nosso tempo, e outras que tivemos conhecimento desde os anos 1700.

Esta realidade que vamos dar a conhecer passou-se em 1906.

Na manhã do dia 31 de Janeiro de 1906, decerto não seria o melhor dia para cruzar as margens do nosso rio Guadiana, saíram da vizinha Vila de Cheles, com destino a Montejuntos (Portugal) onde foram vender couves, a senhora Emília Valencia de 60 anos de idade, e a Senhora Maria Ocano Santano, natural de Badajoz, estado de viúva, e um filho desta chamado Florencio Rodriguez Ocano com 9 anos de idade. A estes 3 individúos juntaram-se no Moinho do Morgado, no Guadiana, a cerca de 7 Km de Cheles, a senhora Vicência Marin e seu marido senhor José Godinho, que residiam neste Moinho, onde ele era Moleiro.
Foram os 5 até Montejuntos, e por lá passaram o dia, regressando pelas 5 e meia da tarde, no mês de Janeiro, já noitinha, meteram-se todos no barco para atravessar o Guadiana, mas infelizmente nunca chegaram à outra margem, porque o barco naufragou e desapareceram nas águas do rio, Guadiana, deram pela sua falta e encontraram vários objetos que lhe pertenciam e só mais tarde encontraram os 4 adultos sem vida em diversos sítios, porém, o corpo da criança nunca apareceu. Não se encontrou explicação para esta tragédia, uma vez que o Moleiro José Godinho devia conhecer muito bem as cheias do rio Guadiana. Foi um acontecimento que causou muita tristeza aos habitantes da vila de Cheles e das vizinhas localidades portuguesas.
Nem tudo foi bom, nem tudo foi mau, no nosso rio Guadiana!
(Base: Archivos de Cheles)


Moinho do Rio Guadiana




314 - Terras de Capelins 

Saudoso Rio Guadiana

Tragédia no Rio Guadiana na Romaria da Virgem de Bótoa


A Virgem e Romaria de Bótoa, é uma  invocação Mariana que tem a sua origem no século XIV, que inicialmente se denominava por Budua, depois Botoba e finalmente Bótoa. A sua Ermida é muito modesta e situa-se a poucos quilómetros da cidade de Badajoz, em São Vicente de Alcântara. A Romaria, realiza-se atualmente no primeiro domingo do mês de Maio, mas antigamente era em Abril. Aqui acodiam/acodem romeiros de toda a região de Badajoz, como também de Portugal, principalmente, de Elvas e de Campo Maior.
A devoção à Virgem de Bótoa está ligada às intempéries que afetavam a vida dos camponeses, dos agricultores e dos ganadeiros, a Ela recorriam quando havia excesso ou ausência água (chuva), falta de pastagens para o gado, invasões de pragas e outras. 
Os camponeses/as na Romaria vestiam trajes coloridos, muito vistosos, alusivos à causa, com ramos de espigas, papoilas, margaridas e outros símbolos do campo que eram oferecidos à Virgem de Bótoa.
A Virgem de Bótoa é considerada a Rainha dos campos de Badajoz, é muito popular na cidade e em todas as povoações vizinhas, incluindo nas portuguesas.
A grande festa, com música, dança e muito divertimento, era/é nas margens da Ribeira de Zapaton, um afluente do rio Guadiana, que passa muito perto dali. Assim, no dia 06 de Abril do ano de 1902, uma barca que transportava devotos da Virgem de Bótoa, naufragou no rio Guadiana, causando a morte a mais 11 pessoas. 

Rosto da Virgem de Bótoa 



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

313 - Terras de Capelins

Tálega

Continuamos a divulgar as localidades nossas vizinhas de além Guadiana, umas mais próximas, outras nem tanto, mas com todas elas existiram sempre boas relações, apesar das escaramuças verificadas temporariamente entre os dois reinos, políticos, são políticos, amigos é outra coisa.
Hoje damos a conhecer um pouco da nossa vizinha Tálega:


Tálega ou Nossa Senhora da Assunção de Talega (em espanhol:Táliga) é um município da Espanha, na província de Badajoz, Estremadura (reclamado por Portugal, ver Questão de Olivença), de área 31 km². Em 2012 tinha 767 habitantes (densidade: 24,7 hab./km²)

A fundação de Táliga remonta ao período medieval, sendo atribuída aos cavaleiros templários. Julga-se que os cavaleiros, que após a reconquista passaram a habitar o castelo de Alconchel, terão deslocado os habitantes mouros deste castelo para povoarem Táliga.Em 1297, com o tratado de Alcanices, passa a integrar o reino dePortugalNo início do século XVIII, possuía cerca de 100 habitantes e diversas herdades, tais como a de Alparragena, a de Valmoreno, a de Mentilhão e a de Monte da Vinha. Este município constituía até 1801 uma freguesia do termo de Olivença, com o nome de Nossa Senhora da Assunção de Talega ou Táliga (Nuestra Señora de la Asunción de Táliga em espanhol).Foi ocupada por Espanha em 1801. Em 1850, consegue a segregação de Olivença e é constituída em concelho próprio. Tem cerca de 800 habitantes. A sua construção de maior relevo é a igreja paroquial da Assunção, coroando a atraente praça de configuração irregular que ocupa um dos extremos da povoação. A sua arquitectura revela os traços alentejanos que a distinguem na Estremadura. O templo, de modestas proporções, de alvenaria caiada, cunhais de cantaria e torre de um só corpo e pouca altura que encaixa de forma não habitual na nave. Na zona superior da torre abrem-se campanários, rematados com um capitel. Na fachada apresenta portal oitocentista de desenho alentejano. No interior, uma nave única de cabeceira plana e abobado de aresta. Do lado da Epístola desenvolve-se um conjunto de capelas.


Tálega 



312 - Terras de Capelins: Faleiros - Ferreira - Montejuntos

São Jorge de Alôr



Prestamos uma singela homenagem às localidades vizinhas de além Guadiana, pelas boas relações de amizade com Capelins, ao longo da história. Vamos, assim, divulgar um pouco desses locais aos amigos/as que estiverem interessados/as:

São Jorge da Lor (em espanhol San Jorge de Alor) ou São Jorge de Olor é uma aldeia do município de Olivença. Até 1801 constituía uma freguesia deste concelho e tinha nesta data 404 habitantes.
Situada a 5 km de Olivença em direcção a SE, a aldeia constitui um núcleo urbano de muito interesse pela personalidade que lhe conferem as suas monumentais chunés (chaminés, no Português oliventino). Depois de São Bento da Contenda, é a maior das aldeias de Olivença.
Assentada no sopé da Serra da Lor, a 5 km. da Vila, constitui um conjunto marcadamente rural, com a fisionomia tradicional pouco alterada, destacando-se a sua arquitectura popular alentejana .
O centro do povoado e sua construção mais destacada é a igreja paroquial de S. Jorge, obra do século XVI. De pequenas proporções e endossada a outros edifícios, é em alvenaria caiada. O seu singelo portal é de desenho claramente popular, com triplo campanário. Interiormente, compõe-se de átrio de acesso, nave de três corpos, cruzeiro com abobado de aresta, cabeceira quadrangular e três grandes capelas anexas. Como sempre, a sua arquitectura espelha as formas populares alentejanas.
No início do século XVIII, possuía cerca de 80 habitantes.
Postado no Facebook - Amigos de Capelins
Base: Wikipédia 


São Jorge de Alôr - Igreja


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