A localização da Vila de Ferreira na carta geográfica da Provincia do Alentejo em 1777.
Este Blogue Tem Como Objetivo Dinamizar a História, Lendas, Tradições e, a Defesa do Património Cultural e Arqueológico das Terras de Capelins - Alandroal
domingo, 18 de janeiro de 2015
56 - História das terras de Capelins
Memórias Paroquiais - Santo António de Capelins - 1758
“Memórias paroquiais, vol. 4, n.º 29, P e. 157 a 162 N.º29 S. Antº de Terena - termo de Terena 157] Certifico eu o Pároco Manuel Ramalho Madeira Cura nesta Parochia e Igreja de Stº António Termo da vila de Terena, que he verdade que eu fiz as deligencias nesseçarias a as averiguaçoins devidas a respeito dos Interrogatorios da ordem e feitas estas não achei que, dizer mais que o seguinte. No primeiro interrogatório digo que esta Freguezia está na provincia do Alentejo no Arcebispado de Évora na comarca da cidade de Elvas e Termo da vila de Terena chamada esta Freguezia de Stº Antº de Terena. Ao segundo respondo que he de El-rei meo Senhor. Ao terceiro digo que esta Freguezia tem ouitenta e seis vizinhos duzentas e outenta pessoas Mayores sincoenta e sete menores. Ao quarto interrogatório digo que esta situada em sitio nem muito alto nem munto baixo, em lugar plano dela se descobrem algumas povoaçoins que são as seguintes a primeira he a vila de Terena esta dista huma legoa, também se descobrea villa de Extremoz dista esttas sinco legoas também se avista a vila de Alandroal e esta dista duas legoas também se descobre a vila de Olivença dista estas sinco legoas descobreçe também a villa de Monçaraz dista esta duas legoas, também se descobre a villa de Mourão a qual dista desta Freguezia quatro legoas, no ssimo delas todas se descobrem também duas terras que vem a ser Cheles e esta dista legoa e meia e outra chamada Alcunchel esta dista quatro legoas não há mais que dizer. No quinto Interrogatorio digo que esta Freguezia parte esta no termo de Terena e na outra parte na Villa de Ferreira de sorte que esta villa de Ferreira he uma defeza que se olha nesta Freguezia a qual.
Memórias Paroquiais - Santo António de Capelins - 1758
“Memórias paroquiais, vol. 4, n.º 29, P e. 157 a 162 N.º29 S. Antº de Terena - termo de Terena 157] Certifico eu o Pároco Manuel Ramalho Madeira Cura nesta Parochia e Igreja de Stº António Termo da vila de Terena, que he verdade que eu fiz as deligencias nesseçarias a as averiguaçoins devidas a respeito dos Interrogatorios da ordem e feitas estas não achei que, dizer mais que o seguinte. No primeiro interrogatório digo que esta Freguezia está na provincia do Alentejo no Arcebispado de Évora na comarca da cidade de Elvas e Termo da vila de Terena chamada esta Freguezia de Stº Antº de Terena. Ao segundo respondo que he de El-rei meo Senhor. Ao terceiro digo que esta Freguezia tem ouitenta e seis vizinhos duzentas e outenta pessoas Mayores sincoenta e sete menores. Ao quarto interrogatório digo que esta situada em sitio nem muito alto nem munto baixo, em lugar plano dela se descobrem algumas povoaçoins que são as seguintes a primeira he a vila de Terena esta dista huma legoa, também se descobrea villa de Extremoz dista esttas sinco legoas também se avista a vila de Alandroal e esta dista duas legoas também se descobre a vila de Olivença dista estas sinco legoas descobreçe também a villa de Monçaraz dista esta duas legoas, também se descobre a villa de Mourão a qual dista desta Freguezia quatro legoas, no ssimo delas todas se descobrem também duas terras que vem a ser Cheles e esta dista legoa e meia e outra chamada Alcunchel esta dista quatro legoas não há mais que dizer. No quinto Interrogatorio digo que esta Freguezia parte esta no termo de Terena e na outra parte na Villa de Ferreira de sorte que esta villa de Ferreira he uma defeza que se olha nesta Freguezia a qual.
[158]
A qual he villa e tem Termo, tem juiz [ ] Lavradores, Escrivão, Alcaide, Procurador [ ] as justiças, esta justiça e feita todos os anos pelo Corregedor da cidade de Elvas he esta villa do Serenissimo senhor Infante, tem duas Aldeias chamadas Capelins de Cima e Capelins de Baxo Consta huma de ouito vizinhos e outra de seis a vila não tem mais [ ] dos moradores, nesta villa não entra outra qualquer justiça a governar a cada (mais). Ao sexto interrogatório digo que esta Freguezia esta [ ]fora da (…) e tem quatro Aldeias chamadas huma Capelins de Sima outra capelins de Baxo outra Aldeia de (Navais) outra Aldeia de (Faleiros) nada mais, Ao sétimo respondo que o seo Orago he Stº Antonio. Tem tres Altares hum he o altar Mor em que esta o orago Santo Antonio são Bartolomeu São Francisco São Gregório, o segundo he dos [ ] São Miguel, São Bento o[ ] da Senhora do Rosario, São [ ] Nossa Senhora de [ ], não tem naves he formada de madeyra tem seis lrmandades[ ] he de St Antonio, Nossa Senhora do Rosario, Nossa Senhora das Neves, Irmandade das Almas, Irmandade do Senhor Jesus e Irmandade de São Bento nada mais. Ao outavo respondo que o Parocho he Cura e a representação he do Reverendissimo Exº Senhor Arcebispo de Evora, tem quatro moios de renda três de trigo, e hum de sevada. Ao nono interrogatório digo nada. Ao decimo interrogatório nada. Ao interrogatório decimo primeiro nada. Ao decimo segundo nada. Ao decimo terceiro digo que na vila de Ferreira está huma
A qual he villa e tem Termo, tem juiz [ ] Lavradores, Escrivão, Alcaide, Procurador [ ] as justiças, esta justiça e feita todos os anos pelo Corregedor da cidade de Elvas he esta villa do Serenissimo senhor Infante, tem duas Aldeias chamadas Capelins de Cima e Capelins de Baxo Consta huma de ouito vizinhos e outra de seis a vila não tem mais [ ] dos moradores, nesta villa não entra outra qualquer justiça a governar a cada (mais). Ao sexto interrogatório digo que esta Freguezia esta [ ]fora da (…) e tem quatro Aldeias chamadas huma Capelins de Sima outra capelins de Baxo outra Aldeia de (Navais) outra Aldeia de (Faleiros) nada mais, Ao sétimo respondo que o seo Orago he Stº Antonio. Tem tres Altares hum he o altar Mor em que esta o orago Santo Antonio são Bartolomeu São Francisco São Gregório, o segundo he dos [ ] São Miguel, São Bento o[ ] da Senhora do Rosario, São [ ] Nossa Senhora de [ ], não tem naves he formada de madeyra tem seis lrmandades[ ] he de St Antonio, Nossa Senhora do Rosario, Nossa Senhora das Neves, Irmandade das Almas, Irmandade do Senhor Jesus e Irmandade de São Bento nada mais. Ao outavo respondo que o Parocho he Cura e a representação he do Reverendissimo Exº Senhor Arcebispo de Evora, tem quatro moios de renda três de trigo, e hum de sevada. Ao nono interrogatório digo nada. Ao decimo interrogatório nada. Ao interrogatório decimo primeiro nada. Ao decimo segundo nada. Ao decimo terceiro digo que na vila de Ferreira está huma
[159]
Está huma Irmida da Nossa Senhora das Neves e está fora do lugar e nada mais. Ao decimo quarto interrogatório nada; Ao decimo quinto digo que os frutos da terra são trigo, sevada e senteio; Ao decimo sexto digo que tem juis da vintena sujeito ao juiso da villa de Terena e nada mais; Ao decimo sétimo nada. Ao decimo ouitavo nada. Ao decimo nono nada. Ao duo decimo nada. Ao duodécimo primeiro digo que dista da cidade de Evora Capital do Arcebispado sete legoas, e de Lisboa Capital do Reino são vinte sete legoas. Ao duodécimos segundo interrogatórion ão há que dizer. Ao duodécimo terceiro nada. Ao duodécimo quarto nada. Ao duodécimo quinto nada. Ao duodécimo sesto nada. Ao duodécimo sétimo nada. E assim nesta primeira parte não tenho mais que dizer que o referido.
Está huma Irmida da Nossa Senhora das Neves e está fora do lugar e nada mais. Ao decimo quarto interrogatório nada; Ao decimo quinto digo que os frutos da terra são trigo, sevada e senteio; Ao decimo sexto digo que tem juis da vintena sujeito ao juiso da villa de Terena e nada mais; Ao decimo sétimo nada. Ao decimo ouitavo nada. Ao decimo nono nada. Ao duo decimo nada. Ao duodécimo primeiro digo que dista da cidade de Evora Capital do Arcebispado sete legoas, e de Lisboa Capital do Reino são vinte sete legoas. Ao duodécimos segundo interrogatórion ão há que dizer. Ao duodécimo terceiro nada. Ao duodécimo quarto nada. Ao duodécimo quinto nada. Ao duodécimo sesto nada. Ao duodécimo sétimo nada. E assim nesta primeira parte não tenho mais que dizer que o referido.
Serra
Na segunda parte da ordem se ma procura saber da qualidade da serra, e assim nesta parte não tenho que dizer por não haver serra, contados estes treze interrogatórios nada, não há duvida que esta fraga tem em si creaçoins de bois, ovelhas, cabras e porcos, e também algumas creaçoins de lebres e coelhos como se procura no interrogatório decimo primeiro desta segunda parte asim não há mais que dizer.
Na segunda parte da ordem se ma procura saber da qualidade da serra, e assim nesta parte não tenho que dizer por não haver serra, contados estes treze interrogatórios nada, não há duvida que esta fraga tem em si creaçoins de bois, ovelhas, cabras e porcos, e também algumas creaçoins de lebres e coelhos como se procura no interrogatório decimo primeiro desta segunda parte asim não há mais que dizer.
Rio
Respondendo a terceira parte em que se procura saber do rio desta terra chamado este o rio Guadiana dizem nasce [ ] Ao segundo interrogatório digo que não nasce logo caudoso porem ao depois se faz juntas as correntes das lagoas sempre corre mas alguns anos secos se paça a pe enxuto por algumas (pontes).
Respondendo a terceira parte em que se procura saber do rio desta terra chamado este o rio Guadiana dizem nasce [ ] Ao segundo interrogatório digo que não nasce logo caudoso porem ao depois se faz juntas as correntes das lagoas sempre corre mas alguns anos secos se paça a pe enxuto por algumas (pontes).
[160]
Ao terceiro Interrogatório digo que no sitio desta Freguezia emtram nella duas ribeiras pequeinas chamada huma luçafece e a outra Asavel as duas que de verão nam correm por nam terem seos moinhos de pão. Ao quarto Interrogatorio digo que o dito Rio Guadiana no sitio desta Freguesia tem huma barca que leva trinta cavalgaduras e alguma gente e assim humas são maiores e outras são menores porem tres homens a governão tem seos pegos detriminados que não são todos lugares de embarcaçoins também tem alguns barqueirhos pequenos cujos governos o hum homem levam dez, dose pessoas. Ao quinto Interrogatorio he de curso quieto todo elle exçeto no tempo das enchentes e algumas correntes que tem nos asudes em que estão fundados os Moinhos. Ao sesto Interrogatorio digo que corre do Nascente ao poente. Ao sétimo Interrogatorio tarnbém cria alguns peixes e chamam-se estes bogas bordalos sarrelos, vieiros (?), barbos estes pesão até meia arroba. Ao outavo Interrogatorio digo que em todo o anno se pescan ella. Ao nono Interrogatorio digo que as pescarias são livres. Ao decimo Interrogatorio digo que em todas as suas margens se não cultivam frutos por não serem capazes porquanto tem muita força (?) que (?) nas(?) vargas tem em que se semeia trigo, sevadas, senteio milho e alguns meloaes, em partes tem muito arvoredo de azinho e oliveiras; Ao decimo primeiro Interrogatorio não há que dizer. Ao decimo segundo Interrogatorio não há memoria que não esse outro nome.
Ao terceiro Interrogatório digo que no sitio desta Freguezia emtram nella duas ribeiras pequeinas chamada huma luçafece e a outra Asavel as duas que de verão nam correm por nam terem seos moinhos de pão. Ao quarto Interrogatorio digo que o dito Rio Guadiana no sitio desta Freguesia tem huma barca que leva trinta cavalgaduras e alguma gente e assim humas são maiores e outras são menores porem tres homens a governão tem seos pegos detriminados que não são todos lugares de embarcaçoins também tem alguns barqueirhos pequenos cujos governos o hum homem levam dez, dose pessoas. Ao quinto Interrogatorio he de curso quieto todo elle exçeto no tempo das enchentes e algumas correntes que tem nos asudes em que estão fundados os Moinhos. Ao sesto Interrogatorio digo que corre do Nascente ao poente. Ao sétimo Interrogatorio tarnbém cria alguns peixes e chamam-se estes bogas bordalos sarrelos, vieiros (?), barbos estes pesão até meia arroba. Ao outavo Interrogatorio digo que em todo o anno se pescan ella. Ao nono Interrogatorio digo que as pescarias são livres. Ao decimo Interrogatorio digo que em todas as suas margens se não cultivam frutos por não serem capazes porquanto tem muita força (?) que (?) nas(?) vargas tem em que se semeia trigo, sevadas, senteio milho e alguns meloaes, em partes tem muito arvoredo de azinho e oliveiras; Ao decimo primeiro Interrogatorio não há que dizer. Ao decimo segundo Interrogatorio não há memoria que não esse outro nome.
[161]
Ao Decimo Terceiro Interrogatorio dizem morre no mar e entra nelle em Mertola. Ao decimo quarto Interrogatorio digo que tem algumas asuelas e chachapos que lhe embaração o ser navegável. Ao decimo quinto não há que dizer. Ao decimo sesto digo que tem alguns Moinhos e pezoins. Ao decimo sétimo não há que dizer. Ao decimo outavo não há que dizer. Ao decimo nono digo que esta Freguezia tem distancia de legoa e meia e não passa por povoassão alguma. Ao duodécimo não há que dizer e he o que tenho digno de memoria e de como isto que [ ] tenho desta Freguezia que averiguar posso [ ] que asigno oje 13 de Junho de 1758.
Ao Decimo Terceiro Interrogatorio dizem morre no mar e entra nelle em Mertola. Ao decimo quarto Interrogatorio digo que tem algumas asuelas e chachapos que lhe embaração o ser navegável. Ao decimo quinto não há que dizer. Ao decimo sesto digo que tem alguns Moinhos e pezoins. Ao decimo sétimo não há que dizer. Ao decimo outavo não há que dizer. Ao decimo nono digo que esta Freguezia tem distancia de legoa e meia e não passa por povoassão alguma. Ao duodécimo não há que dizer e he o que tenho digno de memoria e de como isto que [ ] tenho desta Freguezia que averiguar posso [ ] que asigno oje 13 de Junho de 1758.
O Paroco Manoel Ramalho Madeira
(transcrito a partir da escrita manual, do Pároco Manuel Madeira, com a colaboração do amigo António Carvalho, Estremoz 2014)
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
54 - História das terras de Capelins
Registos da Paróquia de Santo António de Capelins
Registos da Paróquia de Santo António de Capelins
Estão depositados no Arquivo Distrital de Évora, os livros de registo de Batismos, Casamentos e Óbitos da Paróquia de Santo António de Capelins, desde 1633 até 1910. O livro mais antigo, aberto em 1633, pelo Pároco de então, Luís de Campos, tem registos mistos, porém, mais tarde, esses livros já se encontram separados por atos. Assim, a seguir transcrevemos a abertura do livro de Batismos na Paróquia de Santo António de Capelins, termo de Terena de 1802 a 1820:
Estes livros registam os batismos que incluem as datas dos respetivos nascimentos nesta Freguesia, em determinadas épocas.
Assim:
Assim:
"Aos dezoito dias do mês de Junho de mil oitocentos e dois annos (...) do Reverendíssimo Parocho da Paróquia de Santo António de Capelins, termo da Vila de Terena me foi apresentado para Rubricar este Livro que há-de servir para os assentos dos Baptizados da dita Freguesia, o qual numerei e Rubriquei na forma que se segue como Escrivão das Rubricas de que fiz este termo e eu o Parocho Marcelino José Pereira Reitor do Collégio dos Santos Inocentes Escrivão de Rubricas escrevi.
Principio em 20 de Junho de 1802
Fim em 3 de Dezembro de 1820."
domingo, 21 de dezembro de 2014
53 - História das terras de Capelins
Documento histórico sobre a Igreja Paroquial de Santo António de Capelins
Apresentamos outros documentos que envolvem a Paróquia de Santo António de Capelins, embora redigidos muitos anos mais tarde!
A Câmara Eclesiástica é a
repartição que se ocupa dos bens e direitos temporais do Cabido da Sé. As suas
funções são essencialmente financeiras. Adquire funções judiciais, mas só no
século XV começa a ter plenos poderes. A partir desta data e até final do
século XVIII foi uma instituição de grande importância. Em 1831, porém, perdeu
grande parte das suas atribuições judiciais e, em 1870, esta decadência mais se
acentuou com a extinção dos Estados Pontifícios. No Arquivo Histórico da Câmara
Eclesiástica de Évora, existem documentos muito importantes, não só para a
história da Arquidiocese, como também para a história de toda a Região. Fonte
imediata de aquisição ou transferência: Alguma documentação do Arquivo
Histórico da Câmara Eclesiástica de Évora, encontra-se em depósito no Arquivo
Distrital de Évora. Ao que se supõe, terá vindo a monte, devido a uma invasão
ao Paço Arquiepiscopal que decorreu no ano de 1910, aquando da implantação da
República.
A documentação é muito
variada, destacando-se nela processos relacionados com diversas Ordens do
seguinte modo: De Genere, Menores, Tonsura, Missa, Epístola, Evangelho. Existe
também documentação diversa: Dispensas matrimoniais, Parentesco, Património,
Breves e Bulas sobre diversos assuntos, entre outra, que se encontra ainda por
inventariar.
ÂMBITO E CONTEÚDO Contém:
Petição, rol de testemunhas, apresentação de comissão, depoimento dos
justificantes, mandado de diligências, Filiação da contraente: filha de António
Godinho e de Clemência de Jesus Tipologia e suporte: papel
http://digitarq.adevr.dgarq.gov.pt/details?id=1038528
Documento histórico sobre a Igreja Paroquial de Santo António de Capelins
Não tivemos acesso a nenhum documento que nos indique a data exata da construção da Igreja de Santo António de Capelins. No entanto, há alguns anos encontramos num livro histórico que, a referida Igreja foi construída por um aventureiro que andou pela India e, devido ao sucesso que teve, a mandou construir no início de 1500, numa courela junto à Coutada da herdade da Sina. Através do testamento instituído pela senhora Inês Morena, datado de 27 de Janeiro de 1518, onde atesta para serem rezadas quatro missas rezadas e uma cantada, pela sua alma, na herdade da Cabeça da Sina, temos de admitir que a Igreja de Santo António, já tinha de existir nessa data, Assim, pensamos que a dita Igreja, deve ter sido construída no primeiro ou segundo decénio do ano de 1500! Inicialmente, esta Igreja era muito semelhante à Ermida de Santa Clara, nas dimensões, disposição no terreno, também, olhando a ocidente e, com o Alpendre, que foi sacrificado quando foi ampliada.
Testamento instituído pela senhora Inês Morena, em 27 de Janeiro de 1518
CAPELA QUE INSTITUIU INÊS
MORENA COM ENCARGO DE QUATRO MISSAS REZADAS E UMA CANTADA DE QUE É
ADMINISTRADOR ANDRÉ MORENO
NÍVEL DE DESCRIÇÃO: Documento simples Documento simples
CÓDIGO
DE REFERÊNCIA: PT/ADPTG/PCELV/4/1/79
TIPO
DE TÍTULO: Formal
DATAS
DE PRODUÇÃO: 1541-11-26 A data é certa a 1541-11-26 A data é certa
DIMENSÃO
E SUPORTE: 2 f.
EXTENSÕES 2 Folhas
ÂMBITO
E CONTEÚDO
Terena, Herdade
da Cabeça da Sina.
Fernão Nunes, Diogo Fernandes o Rico. Treslado
parcial do testamento da instituidora datado de 27 de Janeiro de 1518.
CONDIÇÕES
DE ACESSO: Comunicável
COTA
ATUAL: Cx. 6
COTA
ANTIGA Tb. 31, f. 155 v.
IDIOMA
E ESCRITA por
CARACTERÍSTICAS
FÍSICAS E REQUISITOS TÉCNICOS Bom
Apresentamos outros documentos que envolvem a Paróquia de Santo António de Capelins, embora redigidos muitos anos mais tarde!
DISPENSA MATRIMONIAL APRESENTADAS AO VIGÁRIO GERAL DESTE ARCEBISPADO A FAVOR DE JOAQUIM JOSÉ, VIÚVO QUE FICOU DE MARIA JOAQUINA COM ROSA MARIA, ELE NATURAL DO REDONDO E ELA DE SANTO ANTÓNIO DOS CAPELINS, TERMO DE TERENA.
NÍVEL DE DESCRIÇÃO
Documento composto Documento composto
CÓDIGO DE REFERÊNCIA PT/ADEVR/FE/DIO-CEEVR/B/001/02592
TIPO DE TÍTULO Atribuído
DATAS DE PRODUÇÃO 1836 A data é certa a A data é
certa
DIMENSÃO E SUPORTE: papel
EXTENSÕES: 16 Folhas
HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR
A Câmara Eclesiástica é a
repartição que se ocupa dos bens e direitos temporais do Cabido da Sé. As suas
funções são essencialmente financeiras. Adquire funções judiciais, mas só no
século XV começa a ter plenos poderes. A partir desta data e até final do
século XVIII foi uma instituição de grande importância. Em 1831, porém, perdeu
grande parte das suas atribuições judiciais e, em 1870, esta decadência mais se
acentuou com a extinção dos Estados Pontifícios. No Arquivo Histórico da Câmara
Eclesiástica de Évora, existem documentos muito importantes, não só para a
história da Arquidiocese, como também para a história de toda a Região. Fonte
imediata de aquisição ou transferência: Alguma documentação do Arquivo
Histórico da Câmara Eclesiástica de Évora, encontra-se em depósito no Arquivo
Distrital de Évora. Ao que se supõe, terá vindo a monte, devido a uma invasão
ao Paço Arquiepiscopal que decorreu no ano de 1910, aquando da implantação da
República.
A documentação é muito
variada, destacando-se nela processos relacionados com diversas Ordens do
seguinte modo: De Genere, Menores, Tonsura, Missa, Epístola, Evangelho. Existe
também documentação diversa: Dispensas matrimoniais, Parentesco, Património,
Breves e Bulas sobre diversos assuntos, entre outra, que se encontra ainda por
inventariar.
ÂMBITO E CONTEÚDO Contém:
Petição, rol de testemunhas, apresentação de comissão, depoimento dos
justificantes, mandado de diligências, Filiação da contraente: filha de António
Godinho e de Clemência de Jesus Tipologia e suporte: papel
CONDIÇÕES DE ACESSO: indisponível em virtude de
estar a ser inventariada a documentação. COTA ATUAL Pç 2592 Cxª 95 IDIOMA E
ESCRITA Português
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E REQUISITOS TÉCNICOS Os
documentos estão em bom estado de conservação. Contém todo o processo.
http://digitarq.adevr.dgarq.gov.pt/details?id=1038528
sábado, 20 de dezembro de 2014
51 - História de Capelins
A Igreja Paroquial de Santo António de Capelins
A Igreja Paroquial de Santo António de Capelins
A
Igreja Paroquial de Santo António de Capelins, parece ter sido construída no início do século XVI,
sendo propriedade da Coroa até ao século XVIII. Foi construída no sistema normal da
tipologia rústica do meio ambiente, a Igreja não se destaca por qualquer motivo
arquitetónico das suas congéneres da região, feita de alvenaria tocada de
escaiolas, olhando na linha do ocidente e ligada ao casario pitoresco do
priorado e sacristão, além do atual cemitério público fechado por murete
afrentado de campanário de alterosa espadana.
Do
primitivo edifício, em traça do século XVI, apenas subsiste o presbitério cupular, algumas empenas laterais de cornijas
polilobadas, em grossa alvenaria rebocada, e o portal granítico, adintelado, de
verga losângica e cruz relevada.
A
fachada, de frontão arredondado sofreu uma profunda modificação na centúria
oitocentista que alterou as proporções da nave e lhe fez perder o alpendre; Tem
campanário vulgar, com acrotérios pinaculares, no eixo, e sino de bronze
fundido, antigo.
Quatro
pequenos cruzeiros simbólicos a envolvem, a distâncias regulares e destinados a
marcar o itinerário das procissões promovidas pelas seis irmandades que ainda
subsistiam em 1758: Santo António, Senhora do Rosário, Senhora das Neves, Almas
Santas, S. Bento e Senhor Jesus.
O
interior, de planta retangular, compõe-se de nave muito alongada, hoje de
abóboda redonda mas que era de tabuado; Capela-Mor e batistério, este
singelíssimo, rasgado na face da Epístola e conservando, apenas, a pia
marmórea, circular e lisa; Púlpito no corpo sobranceiro, com caixa de madeira,
quadrangular, sem interesse artístico.
Nos
alçados laterais e junto da abside abrem-se dois altares em nichos parietais de
sóbrias molduras entalhadas com grinaldas revestidas de ouro. Estão consagrados a NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
(Evangelho) e às ALMAS. Mantêm, incluindo a abside, as imagens assinaladas no
arrolamento das MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758, feito pelo Padre Manuel Madeira. A
Padroeira do primeiro altar é de roca e vestimentas bordadas com riqueza;
Lateralmente veem-se S. JOSÉ e NOSSA SENHORA DE BELÉM, ambos de madeira, mas
vulgares.
A
sobranceira, além do CRUCIFICADO, tem as esculturas de S. MIGUEL, estofada, mas
da arte popular, e uma belíssima VIRGEM, de um CALVÁRIO, seiscentista, de lenho
dourado e no local recolhida de qualquer templete profanado. Mede de altura 95
cm.
A
capela-Mor, antecedida por arco pleno de alvenaria, é de forma cúbica fechada
pela habitual cúpula de meia laranja repousando em trompas lisas. Esteve, total
ou parcialmente até à década de 1940, recoberta por composições murais de
ornatos e figuras sacras, aparentemente de setecentos, que se vislumbram nos
alçados. O retábulo, de talha dourada e policromada, do estilo rococó, é obra
tardia do 2º terço do século XVIII; Na edícula adosselada do centro, expõe-se
SANTO ANTÓNIO, peça de madeira pintada, do século XVII (altura 65 cm), e nas
mísulas colaterais S. GREGÓRIO PAPA e S. BENTO (este deslocado do altar das
ALMAS) ambos de lenho estofado e aparentemente de produção seiscentista,
popular.
Na
banqueta existiram e encontram-se recolhidas na sacristia, as imagens antigas
de S. FRANCISCO DE ASSIS (muito maltratado) e S. BARTOLOMEU, medindo, este, de
altura 1,00 m. Nesta dependência, além de vários ex-votos pintados sobre
madeira, tela e chapa cúprica, subsiste, na parede, o lavatório de mármore
branco, esculpido com a insígnia da tiara de S. GREGÓRIO PAPA, obra popular de
alvores de setecentos.
Dimensões
interiores da Igreja de Santo António de Capelins:
Nave – Comprimento 15,90 X 5,10 metros.
Ábside:
fundo 3,75 x largura 4,10 metros.
BIBL.
– Memórias Paroquiais de 1758, vol. IV, pp. 157-61. Arquivo Nacional da Torre do
Tombo
(Inventário
Artístico de Portugal – Distrito de Évora – por Túlio Espanca IX Lisboa 1978)
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
50 - História de Capelins
Gentes de Capellins - 1633 - 1910
Gentes de Capellins - 1633 - 1910
Através do registo de batismos, casamentos e óbitos, verificados nos livros da Paróquia de Santo António, (Capelins), vamos conhecendo as Famílias que aqui habitavam entre os anos de 1633 até 1910 ou, até aos dias de hoje. Conseguimos seguir a vida de algumas pessoas desde o seu batismo até ao seu falecimento e, saber a sua origem, ou seja, de onde vieram, para as terras de Capelins. À medida que as gerações se foram renovando, alguns apelidos originais foram-se perdendo, devido aos matrimónios e migrações! Existiam apelidos muito fortes, por as Famílias serem muito numerosas mas, mesmo esses, foram eliminados ou assimilados ao longo dos anos.
Transcrevemos, o que conseguimos perceber, de alguns assentos Paroquiais de Santo António:
Transcrevemos, o que conseguimos perceber, de alguns assentos Paroquiais de Santo António:
Batismo em 1635
Hos sete dias do mes de Janeiro da era de mil seiscentos e trinta e cinco annos batizei epus os Santos Óleos a duas meninas, huma por nome Maria e outra Catherina, filhas de António Mendes ? e de Balecé? foram padrinhos Domingos Caeiro, Maria Nunes e Domingos Gomez.
Pe. Luis de Campos
Batizado em 1681.
Aos vinte dias do mês de Abril da era de mil seiscentos e oitenta e hum annos Batizei epus os Santos Óleos a Maria, filha de Manoel Gomes e de sua legítima mulher Isabel Moz? foram padrinhos Fernando Marques e Maria Dias e por verdade fiz este termo que assinei dia mes e era ut? supra.
Pe. Manoel Nunes
Casamento em 1727
Aos 27 dias do mes de Abril da era de mil setecentos e vinte e sete, casei António Correia, natural da Vila de Alcaçovas, filho de Manoel Correia e de Catarina Dias da mesma Vila, com Theresa da Conceição filha de André ? e Catherina ? naturais da Freguesia de Santo Antonio (...)
Pe. ?
Existem muitos casamentos entre pessoas da Freguesia de Santo António e de San Tiago.
Óbito em 1679
Aos quatro dias do mes de Maio da era de mil seiscentos e setenta e nove annos faleceo da vida presente Sebastiam Roiz mosho? do Reino , com todos os Sacramentos, fez testamento e está enterrado na sexta cova da terceira carreira começando da mão esquerda de cima para baixo e por assim se passar na verdade fiz este termo que assinei dia mes e era ut? supra.
Pe. Manoel Nunes
Óbito em 1681
Aos vinte e tres dias do mes de Janeiro da era de mil seiscentos e oitenta e um faleceo da vida presente Joanna Dias, com todos os sacramentos, está enterrada na terceira cova da quarta carreira começando da mão esquerda de cima para baixo e por assim se passar na verdade fiz este termo que assinei dia mes e era ut supra.
pe. Manoel Nunes
Óbito em 1691
Aos quinze dias do mes de Novembro da era de mil seiscentos e noventa e um faleceo da vida presente Maria Marques com todos os Sacramentos da Penitencia (...) por perder a fala não fez testamento está enterrada na quinta cova da quarta carreira começando da mão esquerda de cima para baixo e por assim e passar na verdade fiz este termo que assinei dia mes e era ut supra.
Pe. Manoel Nunes
Santo António de Capelins
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