domingo, 21 de dezembro de 2014

53 - História das terras de Capelins 

Documento histórico sobre a Igreja Paroquial de Santo António de Capelins


Não tivemos acesso a nenhum documento que nos indique a data exata da construção da Igreja de Santo António de Capelins. No entanto, há alguns anos encontramos num livro histórico que, a referida Igreja foi construída por um aventureiro que andou pela India e, devido ao sucesso que teve, a mandou construir no início de 1500, numa courela junto à Coutada da herdade da Sina. Através do testamento instituído pela senhora Inês Morena, datado de 27 de Janeiro de 1518, onde atesta para serem rezadas quatro missas rezadas e uma cantada, pela sua alma, na herdade da Cabeça da Sina, temos de admitir que a Igreja de Santo António, já tinha de existir nessa data, Assim, pensamos que a dita Igreja, deve ter sido construída no  primeiro ou segundo decénio do ano de 1500! Inicialmente, esta Igreja era muito semelhante à Ermida de Santa Clara, nas dimensões, disposição no terreno, também, olhando a ocidente e, com o Alpendre, que foi sacrificado quando foi ampliada.

Testamento instituído pela senhora Inês Morena, em 27 de Janeiro de 1518

CAPELA QUE INSTITUIU INÊS MORENA COM ENCARGO DE QUATRO MISSAS REZADAS E UMA CANTADA DE QUE É ADMINISTRADOR ANDRÉ MORENO


NÍVEL DE DESCRIÇÃO: Documento simples Documento simples

CÓDIGO DE REFERÊNCIA: PT/ADPTG/PCELV/4/1/79
TIPO DE TÍTULO: Formal
DATAS DE PRODUÇÃO: 1541-11-26 A data é certa a 1541-11-26 A data é certa
DIMENSÃO E SUPORTE: 2 f.

EXTENSÕES 2 Folhas

ÂMBITO E CONTEÚDO
Terena, Herdade da Cabeça da Sina. Fernão Nunes, Diogo Fernandes o Rico. Treslado parcial do testamento da instituidora datado de 27 de Janeiro de 1518.
CONDIÇÕES DE ACESSO: Comunicável
COTA ATUAL: Cx. 6
COTA ANTIGA Tb. 31, f. 155  v.
IDIOMA E ESCRITA por
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E REQUISITOS TÉCNICOS Bom



Apresentamos outros documentos que envolvem a Paróquia de Santo António de Capelins, embora redigidos muitos anos mais tarde!


DISPENSA MATRIMONIAL APRESENTADAS AO VIGÁRIO GERAL DESTE ARCEBISPADO A FAVOR DE JOAQUIM JOSÉ, VIÚVO QUE FICOU DE MARIA JOAQUINA COM ROSA MARIA, ELE NATURAL DO REDONDO E ELA DE SANTO ANTÓNIO DOS CAPELINS, TERMO DE TERENA.
 
NÍVEL DE DESCRIÇÃO
Documento composto Documento composto
CÓDIGO DE REFERÊNCIA PT/ADEVR/FE/DIO-CEEVR/B/001/02592
TIPO DE TÍTULO Atribuído
DATAS DE PRODUÇÃO 1836 A data é certa a A data é certa
DIMENSÃO E SUPORTE: papel
EXTENSÕES: 16 Folhas
HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR
A Câmara Eclesiástica é a repartição que se ocupa dos bens e direitos temporais do Cabido da Sé. As suas funções são essencialmente financeiras. Adquire funções judiciais, mas só no século XV começa a ter plenos poderes. A partir desta data e até final do século XVIII foi uma instituição de grande importância. Em 1831, porém, perdeu grande parte das suas atribuições judiciais e, em 1870, esta decadência mais se acentuou com a extinção dos Estados Pontifícios. No Arquivo Histórico da Câmara Eclesiástica de Évora, existem documentos muito importantes, não só para a história da Arquidiocese, como também para a história de toda a Região. Fonte imediata de aquisição ou transferência: Alguma documentação do Arquivo Histórico da Câmara Eclesiástica de Évora, encontra-se em depósito no Arquivo Distrital de Évora. Ao que se supõe, terá vindo a monte, devido a uma invasão ao Paço Arquiepiscopal que decorreu no ano de 1910, aquando da implantação da República.
A documentação é muito variada, destacando-se nela processos relacionados com diversas Ordens do seguinte modo: De Genere, Menores, Tonsura, Missa, Epístola, Evangelho. Existe também documentação diversa: Dispensas matrimoniais, Parentesco, Património, Breves e Bulas sobre diversos assuntos, entre outra, que se encontra ainda por inventariar.
ÂMBITO E CONTEÚDO Contém: Petição, rol de testemunhas, apresentação de comissão, depoimento dos justificantes, mandado de diligências, Filiação da contraente: filha de António Godinho e de Clemência de Jesus Tipologia e suporte: papel
CONDIÇÕES DE ACESSO: indisponível em virtude de estar a ser inventariada a documentação. COTA ATUAL Pç 2592 Cxª 95 IDIOMA E ESCRITA Português
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E REQUISITOS TÉCNICOS Os documentos estão em bom estado de conservação. Contém todo o processo.
 
http://digitarq.adevr.dgarq.gov.pt/details?id=1038528

Igreja de Santo António de Capelins 





sábado, 20 de dezembro de 2014

51 - História de Capelins 

A Igreja Paroquial de Santo António de Capelins


A Igreja Paroquial de Santo António de Capelins, parece ter sido construída no início do século XVI, sendo propriedade da Coroa até ao século XVIII. Foi construída no sistema normal da tipologia rústica do meio ambiente, a Igreja não se destaca por qualquer motivo arquitetónico das suas congéneres da região, feita de alvenaria tocada de escaiolas, olhando na linha do ocidente e ligada ao casario pitoresco do priorado e sacristão, além do atual cemitério público fechado por murete afrentado de campanário de alterosa espadana.
Do primitivo edifício, em traça do século XVI, apenas subsiste o presbitério cupular, algumas empenas laterais de cornijas polilobadas, em grossa alvenaria rebocada, e o portal granítico, adintelado, de verga losângica e cruz relevada.
A fachada, de frontão arredondado sofreu uma profunda modificação na centúria oitocentista que alterou as proporções da nave e lhe fez perder o alpendre; Tem campanário vulgar, com acrotérios pinaculares, no eixo, e sino de bronze fundido, antigo.
Quatro pequenos cruzeiros simbólicos a envolvem, a distâncias regulares e destinados a marcar o itinerário das procissões promovidas pelas seis irmandades que ainda subsistiam em 1758: Santo António, Senhora do Rosário, Senhora das Neves, Almas Santas, S. Bento e Senhor Jesus.
O interior, de planta retangular, compõe-se de nave muito alongada, hoje de abóboda redonda mas que era de tabuado; Capela-Mor e batistério, este singelíssimo, rasgado na face da Epístola e conservando, apenas, a pia marmórea, circular e lisa; Púlpito no corpo sobranceiro, com caixa de madeira, quadrangular, sem interesse artístico.
Nos alçados laterais e junto da abside abrem-se dois altares em nichos parietais de sóbrias molduras entalhadas com grinaldas revestidas de ouro.  Estão consagrados a NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO (Evangelho) e às ALMAS. Mantêm, incluindo a abside, as imagens assinaladas no arrolamento das MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758, feito pelo Padre Manuel Madeira. A Padroeira do primeiro altar é de roca e vestimentas bordadas com riqueza; Lateralmente veem-se S. JOSÉ e NOSSA SENHORA DE BELÉM, ambos de madeira, mas vulgares.
A sobranceira, além do CRUCIFICADO, tem as esculturas de S. MIGUEL, estofada, mas da arte popular, e uma belíssima VIRGEM, de um CALVÁRIO, seiscentista, de lenho dourado e no local recolhida de qualquer templete profanado. Mede de altura 95 cm.
A capela-Mor, antecedida por arco pleno de alvenaria, é de forma cúbica fechada pela habitual cúpula de meia laranja repousando em trompas lisas. Esteve, total ou parcialmente até à década de 1940, recoberta por composições murais de ornatos e figuras sacras, aparentemente de setecentos, que se vislumbram nos alçados. O retábulo, de talha dourada e policromada, do estilo rococó, é obra tardia do 2º terço do século XVIII; Na edícula adosselada do centro, expõe-se SANTO ANTÓNIO, peça de madeira pintada, do século XVII (altura 65 cm), e nas mísulas colaterais S. GREGÓRIO PAPA e S. BENTO (este deslocado do altar das ALMAS) ambos de lenho estofado e aparentemente de produção seiscentista, popular.
Na banqueta existiram e encontram-se recolhidas na sacristia, as imagens antigas de S. FRANCISCO DE ASSIS (muito maltratado) e S. BARTOLOMEU, medindo, este, de altura 1,00 m. Nesta dependência, além de vários ex-votos pintados sobre madeira, tela e chapa cúprica, subsiste, na parede, o lavatório de mármore branco, esculpido com a insígnia da tiara de S. GREGÓRIO PAPA, obra popular de alvores de setecentos.
Dimensões interiores da Igreja de Santo António de Capelins:
 Nave – Comprimento 15,90 X 5,10 metros.
Ábside: fundo 3,75 x largura 4,10 metros.
BIBL. – Memórias Paroquiais de 1758, vol. IV, pp. 157-61. Arquivo Nacional da Torre do Tombo

(Inventário Artístico de Portugal – Distrito de Évora – por Túlio Espanca IX Lisboa 1978)

Igreja de Santo António de Capelins 




sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

50 - História de Capelins 

Gentes de Capellins - 1633 - 1910


Através do registo de batismos, casamentos e óbitos, verificados nos livros da Paróquia de Santo António, (Capelins), vamos conhecendo as Famílias que aqui habitavam entre os anos de 1633 até 1910 ou, até aos dias de hoje. Conseguimos seguir a vida de algumas pessoas desde o seu batismo até ao seu falecimento e, saber a sua origem, ou seja, de onde vieram, para as terras de Capelins. À medida que as gerações se foram renovando, alguns apelidos originais foram-se perdendo, devido aos matrimónios e migrações! Existiam apelidos muito fortes, por as Famílias serem muito numerosas mas, mesmo esses, foram eliminados ou assimilados ao longo dos anos. 
Transcrevemos, o que conseguimos perceber, de alguns assentos Paroquiais de Santo António:

Batismo em 1635
Hos sete dias do mes de Janeiro da era de mil seiscentos e trinta e cinco annos batizei epus os Santos Óleos a duas meninas, huma por nome Maria e outra Catherina, filhas de António Mendes ? e de Balecé? foram padrinhos Domingos Caeiro, Maria Nunes e Domingos Gomez.
Pe. Luis de Campos

Batizado em 1681.
Aos vinte dias do mês de Abril da era de mil seiscentos e oitenta e hum annos Batizei epus os Santos Óleos a Maria, filha de Manoel Gomes e de sua legítima mulher Isabel Moz? foram padrinhos Fernando Marques e Maria Dias e por verdade fiz este termo que assinei dia mes e era ut? supra.
Pe. Manoel Nunes

Casamento em 1727
Aos 27 dias do mes de Abril da era de mil setecentos e vinte e sete, casei António Correia, natural da Vila de Alcaçovas, filho de Manoel Correia e de Catarina Dias da mesma Vila, com Theresa da Conceição filha de André ? e Catherina ? naturais da Freguesia de Santo Antonio (...)
Pe. ?

Existem muitos casamentos entre pessoas da Freguesia de Santo António e de San Tiago.

Óbito em 1679
Aos quatro dias do mes de Maio da era de mil seiscentos e setenta e nove annos faleceo da vida presente Sebastiam Roiz mosho? do Reino , com todos os Sacramentos, fez testamento e está enterrado na sexta cova da terceira carreira começando da mão esquerda de cima para baixo e por assim se passar na verdade fiz este termo que assinei dia mes e era ut? supra.
Pe. Manoel Nunes

Óbito em 1681
Aos vinte e tres dias do mes de Janeiro da era de mil seiscentos e oitenta e um faleceo da vida presente Joanna Dias, com todos os sacramentos, está enterrada na terceira cova da quarta carreira começando da mão esquerda de cima para baixo e por assim se passar na verdade fiz este termo que assinei dia mes e era ut supra.
pe. Manoel Nunes

Óbito em 1691
Aos quinze dias do mes de Novembro da era de mil seiscentos e noventa e um faleceo da vida presente Maria Marques com todos os Sacramentos da Penitencia (...) por perder a fala não fez testamento está enterrada na quinta cova da quarta carreira começando da mão esquerda de cima para baixo e por assim e passar na verdade fiz este termo que assinei dia mes e era ut supra.
Pe. Manoel Nunes

Santo António de Capelins 




domingo, 14 de dezembro de 2014

49 - História de Capelins  

O Auge e Decadência do Lugar de Ferreira


Como foi referido, o Lugar de Ferreira, sede da Vila Defesa de Ferreira, situava-se junto à atual Ermida de Nossa Senhora das Neves. Antes da chegada da Casa do Infantado, em 1698, era neste local que, se encontrava quase todo o casario, existiam apenas alguns Montes (Casais), em alguns lugares da Vila, como o Monte da Zorra, Monte do Carrão, Monte da Talaveira, Monte de Callados e poucos mais. Este casario, pertencia ao senhorio da Vila de Ferreira, o qual, entre 1433 e 1674 foi da família Freire de Andrade, que arrendava ou cedia as casas aos moradores trabalhadores. Era uma comunidade de entreajuda, ainda hoje, podemos observar um silo comunitário, decerto, administrado pelo Alcaide da Vila, que se encontra no alto a oeste da Ermida (Nossa Senhora das Neves). num lugar arejado e, um pouco afastado das casas, talvez para despistar os saqueadores, hoje está tapado com lenha, para evitar algum acidente. Pelo número de casas, indicadas em diversos documentos, estima-se que, nos finais dos anos 1600, vivem-se neste Lugar de Ferreira, mais de duzentas pessoas. Porém, durante os anos 1700, devido à insegurança e, por as herdades da Defesa de Ferreira e dea Bobadela terem passado para a Casa do Infantado e ter sido construído o Monte Grande, em volta deste Monte, foram fundadas as Aldeias de Capelins de Cima e Capelins de Baixo, estas localidades começaram a crescer em detrimento do Lugar de Ferreira, assim, conforme registo de José Cornide, espião espanhol que andou muitos anos por Portugal, a espiar para o rei de Castela, em 1800, existiam apenas 32 casas junto à Ermida de Nossa Senhora das Neves e, daí em diante, foi sempre em decadência, até ao seu total desaparecimento. 

Forno das Neves, junto à Ermida - Capelins





sábado, 13 de dezembro de 2014

48 - História de Capelins 


Freguesia de Capelins - Santuário da Natureza

Conforme aqui foi comunicado, enviamos um e.mail há 4 dias, 09-12-2014, ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo, ANTT, no sentido de ser corrigido um documento onde constava que, o Lugar de Ferreira, termo de Terena, Beja, tinha sido doado por D. Duarte em 1433 a D. Gomes Freire de Andrade. Como, a Vila de Ferreira, termo de Terena, nunca se situou em Beja, pedimos a sua correção, ao ANTT. Já foi recebida resposta que a seguir publicamos:
Amigos de Capelins <amigosdecapelins@gmail.com>
Anexos 9/12 (há 4 dias)


para mail 
Exmo Senhor
Diretor Geral da DGLAB
O grupo de amigos de Capelins - Alandroal - Évora, está pesquisando e compilando todos os documentos que se referem ao passado desta Freguesia, enclave da Alta Albufeira de Alqueva, desde a antiguidade. Uma das fontes, a partir da Idade Média, é obviamente o ANTT. Esta localidade foi uma Vila Medieval, Vila Defesa, em lugar de Couto de homiziados, fundada por D. Dinis cerca de 1314. Temos seguido a sua história e verifica-se que a referida Vila, denominada em várias chancelarias como: "Lugar de Ferreira, termo de Terena," foi doada por D. Duarte a D. Gomes Freire de Andrade em 1433, conforme se prova no documento do ANTT que segue em anexo. Porém, neste documento. o ANTT, refere que, em 1433 D. Duarte fez a seguinte doação: 
ÂMBITO E CONTEÚDO
DOAÇÃO DO LUGAR DE FERREIRA (TERMO DE TERENA, BEJA) E COUTADA DE TERENA)


Como V. Exª pode verificar, o Lugar de Ferreira, termo de Terena, hoje Concelho de Alandroal e Distrito de Évora, nada tem a ver com Ferreira do Alentejo, Distrito de Beja. Não terá muita importância, mas a informação ao público não se encontra correta, pelo que, pedimos o favor de quando for possível proceder à respetiva correção, ou seja, eliminar a palavra "BEJA"..
Agradecemos antecipadamente a atenção dispensada.
Com os melhores cumprimentos
Pelos amigos de Capelins
(identificado)




Resposta Recebida do ANTT




Área de anexos

Pré-visualizar anexo Gomes Freire - Lugar de Ferreira.docx

Word

Gomes Freire - Lugar de Ferreira.docx
Paulo Tremoceiro <paulo.tremoceiro@dglab.gov.pt>
Anexos10/12 (há 3 dias)


para Fátima, mim 
Bom Dia Fátima,


Envio-te uma proposta de correcção enviada pelos Amigos de Capelins, a quem desde já, e em nome do Arquivo Nacional, agradeço pelo acto de cidadania activa.
Obrigado,
Paulo
PAULO TREMOCEIRO
Chefe de Divisão de Comunicação e Acesso
Arquivo Nacional da Torre do Tombo


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De: Correio Oficial ANTT 
Enviada: terça-feira, 9 de Dezembro de 2014 11:00
Para: Paulo Tremoceiro
Assunto: FW:


Divisão de Comunicação e Acesso
Logo_DGLAB_TT
De: Amigos de Capelins [mailto:amigosdecapelins@gmail.com] 
Enviada: terça-feira, 9 de Dezembro de 2014 10:30
Para: Correio Oficial ANTT
Assunto:


Área de anexos
Pré-visualizar anexo Gomes Freire - Lugar de Ferreira.docx
Word
Gomes Freire - Lugar de Ferreira.docx




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Ermida de Nossa Senhora das Neves em Capelins






47 - História de Capelins


As Festas em Honra de Nossa Senhora das Neves


O registo mais antigo, sobre as Festas em honra de Nossa Senhora das Neves, é de 1747, onde é referido que, no dia 03 de Agosto de cada ano, a ela acodiam muitos romeiros de toda a região, mas,  também, no ano de 1799, o espião espanhol José Andrés Cornide de Folgueira y Savedra, a ela se refere, assim como, ao Lugar de Ferreira, o qual, nessa data, ainda era constituído por 32 casas, durante a sua viagem ao Alentejo, esteve em Terena em 22 e 23 de Novembro de 1779, fazendo espionagem ao serviço de Castela, no sentido de encontrar os locais de fronteira de mais fácil acesso para uma possível invasão das tropas espanholas, ainda na sequência da guerra da restauração e, que acabou por acontecer, Portugal foi invadido por forças espanholas a 20 de Maio de 1801. Foi uma guerra de curta duração que terminou a 6 de Junho desse ano, com perda de território, Olivença, por parte de Portugal.
As referidas Festas, são assinaladas desde aquela data mas, decerto, já se realizavam desde o início da fundação da Vila, 1314, até à década de 1950, mas, sem descrição dos respetivos programas, embora saibamos pelos antepassados que o normal eram as cavalhadas, jogos, procissão, missa e bailes. Passaram-se muitos anos em que não se realizaram, até que, devido a existirem muitas pessoas com promessas para pagar a Nossa Senhora das Neves, constitui-se uma Comissão, e organizaram as referidas Festas nos dias 23 e 24 de Setembro de 1978, junto da Ermida, a qual, estava ainda em bom estado de conservação, foi caiada, a porta pintada e toda a área envolvente bem limpa.
O programa das Festas, foi composto por uma vacada num recinto improvisado, um baile à noite, atuação do Rancho Folclórico de Fazendas de Almeirim, a procissão com Padre, os Pendões e imagens de Nossa Senhora das Neves e Santo Isidro, acompanhada pela banda filarmónica do Redondo, que percorreu o espaço entre a Ermida e a cruz que se encontra a leste da tapada do Monte de Ferreira.
Durante as Festas, funcionou o Bazar onde foram sorteadas garrafas de licor, anis, brandy e outas bebidas e oferendas da população. Junto à Ermida, funcionou uma tenda com bebidas e petiscos, uma taberna ambulante do Ti José Russo de Ferreira de Capelins e, do Ti António Rato, de Montejuntos..
Durante a noite, não faltou energia elétrica, fornecida por um gerador alugado no Redondo.
A partir dessa data, tentaram conservar a Ermida, o melhor possível, até que, na 1 ª década de 2000, roubaram o sino e, por precaução, as imagens de Nossa Senhora das Neves, de Santo Isidro e Pendões, foram recolhidos na Igreja de Santo António, em Capelins. 

Procissão da Festa de Nossa Senhora das Neves em Setembro de 1978










46 - História de Capelins 

Igreja Matriz de Santa Maria da Vila de Ferreira

A Igreja Matriz de Santa Maria, na Vila Medieval de Ferreira, foi construída cerca de 1314, chegando ao fim, talvez por ruína ou por destruição, entre 1664/1700, podemos verificar nos testamentos que, a seguir se publicam, o do senhor Simão Bentinho, morador na Villa de Terena, feito em 26 de Junho de 1516 e, outro da senhora Brites Gomes Rainha de  15 de Agosto de 1664, a importância desta Igreja Matriz da Vila de Ferreira.
Nos últimos anos,  devido ao levantamento arqueológico e patrimonial de alqueva, foram encontradas algumas sepulturas escavadas na rocha ao lado da atual Ermida de Nossa Senhora das Neves. Porém, em 2013, a Associação Raia, com a colaboração da Junta da Freguesia de Capelins, investigaram no terreno e, encontraram mais nove sepulturas nesse local, mas, decerto, existem mais. Depois de investigarmos como eram sepultadas as pessoas na Idade Média e Moderna, concluímos que, os Cristãos eram sepultados dentro das Igrejas e, se já não existiam lugares, então, acrescentava-se a Igreja, ou fazia-se outra, logo, neste caso, não podia ser diferente, assim, como nestes casos, temos que ler as entrelinhas, supomos que, essas sepulturas estavam no interior da Igreja Matriz de Santa Maria, situando-se a mesma nesse lugar. Não foram encontradas ossadas nestas sepulturas, porque, decerto, foram recolhidas e colocadas no subsolo da atual Ermida de Nossa Senhora das Neves ou no adro. Nessa época, não existiam cemitérios para cristãos e, as ossadas, nunca poderiam ficar desprotegidas.



CAPELA QUE INSTITUIU SIMÃO BENTINHO MORADOR QUE FOI NESTA VILA COM ENCARGO DE VINTE MISSAS CADA ANO, MAIS VINTE ALQUEIRES DE TRIGO À MISERICÓRDIA DESTA VILA DE QUE É ADMINISTRADOR LOURENÇO FERNANDES ZORRO POR SEUS SOBRINHOS FILHOS DE SEU IRMÃO BENTO GONÇALVES
NÍVEL DE DESCRIÇÃO: Documento simples Documento simples
CÓDIGO DE REFERÊNCIA: PT/ADPTG/PCELV/4/1/77
TIPO DE TÍTULO: Formal
DATAS DE PRODUÇÃO: 1541-11-28 A data é certa a 1541-11-28 A data é certa
DIMENSÃO E SUPORTE: 2 f.
EXTENSÕES: 2 Folhas
ÂMBITO E CONTEÚDO:
Terena, Herdade dos Bentinhos, Defesa de Ferreira. Catarina Mendes. Treslado parcial do testamento do instituidor datado de 26 de Junho de 1516.
CONDIÇÕES DE ACESSO: Comunicável
COTA ATUAL: Cx. 6
COTA ANTIGA: Tb. 31, f. 153 v.
IDIOMA E ESCRITA: por
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E REQUISITOS TÉCNICOS: Bom
http://digitarq.adptg.dgarq.gov.pt/details?id=1003951
O presente documento simples, refere-se ao testamento do senhor Simão Bentinho, com data de 26 de Junho de 1516, que instituiu o encargo aos seus sobrinhos de mandarem rezar vinte missas por ano, em vária Igrejas, entre as quais, a Igreja da Defesa de Ferreira, ou seja, de Santa Maria de Ferreira, não mencionando ainda, a de Santo António, na Cabeça da Sina.

Em 15 de Agosto de 1664, embora a paróquia já fosse em Capelins – Santo António, ainda foi lavrado mais um testamento por Dª Brites Gomes Rainha, com quatro missas perpétuas em cada ano, abrangendo a Igreja de Santa Maria de Ferreira.


Treslado do testamento com que faleceu Brites Gomes Rainha com quatro missas perpétuas cada ano
Nível de descrição
Documento simples Documento simples
Código de referência
PT/ADPTG/PCELV/4/8/93
Tipo de título
Formal
Datas descritivas
[c. 1740], Elvas
Dimensão e suporte
2 f.
Extensões
2 Folhas
Âmbito e conteúdo
Terena, Cheles, Ferreira. João Nunes Ribeiro, Manuel Domingues, Brites Fernandes Ramalho, Bartolomeu Pires Bargado, António Rodrigues, Manuel Rodrigues, Maria Mendes, Francisco Fernandes Mouta, Manuel Afonso Bota, Francisco Fernandes Sengo. Treslado do original datado de 15 de Agosto de 1664.
Condições de acesso
Comunicável
Cota atual
Cx.13
Cota antiga
Tb. 17, f. 329 r.
Idioma e escrita
por
Características físicas e requisitos técnicos

Bom 




584 - Amigos de Capelins História, lendas e tradições da Villa de Monsaraz A lenda do Fernando, filho do Padre de Monsaraz No an...