sábado, 22 de novembro de 2014

31 - História das terras de Capelins

Os Iberos, Celtas e Celtiberos, nas terras de Capelins

São vários os vestígios de povoados ou habitats deixados pelos Iberos, Celtas, Celtiberos e outros, nas terras de Capelins. Os dessa época, são quase na sua totalidade nos Vales do rio Guadiana e, das Ribeiras do Lucefécit e do Azevel, porém, existem sinais de um habitat do período do Neo-calcolítico, com cerca de 5.000 anos, perto da Igreja de Santo António de Capelins, todos os outros situam-se no leste, sul e sudoeste da Freguesia de Capelins. Existem dois lcoais, muito próximos, na Defesa de Bobadela de Cima, denominados "Espinhaço de Cabra" e "Espinhaço de Cão", com vestígios registados no IGESPAR, referentes ao período Neo-calcolítico e, Idade do Ferro, existindo em Espinhaço de Cão, um povoado da Idade do Ferro, ou seja, ainda, algumas centenas de anos, antes da chegada dos Romanos à Peninsula Ibérica e aqui a Capelins. Seguidamente, apresentam-se as fichas de registo no IGESPAR, dos lugares de Espinhaço de Cabra e, de Espinhaço de Cão, em Capelins.


Espinhaço de Cabra 1
CNS:21265
Tipo:Mancha de Ocupação
Distrito/Concelho/Freguesia:Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período:Neo-Calcolítico
Descrição:Mancha de ocupação de época neo-calcolítica dispersa por todo o cabeço, caracterizando-se pela presença de seixos e lascas à superfície.
Meio:Terrestre
Acesso:-
Espólio:Seixos e lascas.
Depositários:-
Classificação:-
Conservação:-
Processos:7.16.3/14-10(1)

Espinhaço de Cão 1
CNS:16279
Tipo:Povoado
Distrito/Concelho/Freguesia:Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período:Idade do Ferro
Descrição:Sítio de habitat rural, implantado num esporão pouco pronunciado sobre o Guadiana. Estruturas habitacionais, correspondentes a várias fases de construção/reconstrução, com plantas ortogonais.
Meio:Terrestre
Acesso:A partir de Montes Juntos (Alandroal), caminho de terra batida.
Espólio:Cerâmica manual e de roda, mós, objectos de adorno, faunas e carvões.
Depositários:Manuel João do Maio Calado
Classificação:-
Conservação:Regular
Processos:S - 16279, 7.16.3/14-10(1) e 99/1(075)


Espinhaço de Cão 2
CNS:21272
Tipo:Habitat
Distrito/Concelho/Freguesia:Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período:Neo-Calcolítico
Descrição:Habitat de época neo-calcolitica que actualmente se localiza junto a um caminho que acompenha o Rio Guadiana. À superfície foram identificados vários seixos e lascas e um fragmento de sílex. Nas proximidades foi também identificado um machado de pedra polida na berma da estrada (Espinhaço de Cão 3, LAPA, 1995).
Meio:Terrestre
Acesso:Junto ao Guadiana, pelo caminho que conduz ao rio desde o Monte do Espinhaço do Cão.
Espólio:Seixos e lascas e um fragmento de sílex.
Depositários:-
Classificação:-
Conservação:-
Processos:7.16.3/14-10(1)
Espinhaço de Cão em Capelins
Foto: IGESPAR






30 - História das de Capelins

Os Mouros nas terras de Capelins III

Sem qualquer surpresa, encontramos vestígios do povo "mourisco" em toda a região de Capelins, nas zonas das terras mais férteis. Como sabemos, por aqui permaneceram cerca de 500 anos, de 711 a 1242, data em que foram definitivamente afastados destas terras, mas muitas famílias de agricultores e de outras profissões, por cá ficaram, era aqui o seu lar e, a sua vida, sujeitando-se às novas regras e aparentemente ao Cristianismo. Quando os portugueses conquistaram estas terras, elas foram distribuídas pelos militares nobres, as quais, em alguns casos continuaram na posse dos antigos proprietários , mouros, mediante o pagamento de uma alta renda ao novo proprietário. Assim, apresentamos mais uma prova, ou seja, um registo do IGESPAR, sobre os vestígios da Idade Média Islâmica, em COCOS, junto à Ribeira do Azevel, a sul do Moinho da Culpa, em Capelins.
In: História de Capelins - 5000 anos de Vidas.

Cocos 8
CNS:27367
Tipo:Atalaia
Distrito/Concelho/Freguesia:Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período:Medieval Islâmico e Moderno
Descrição:Amontoado de pedras de xisto correspondendo às ruínas de uma estrutura desmantelada, que pelo tipo de implantação e área de ocupação poderia corresponder a uma atalaia. À superfície aparece cerâmica moderna comum e incaracterística. Situa-se na margem esquerda do Azevel em elevação dominante sobre a ribeira a Sul do Moinho da Culpa.
Meio:Terrestre
Acesso:-
Espólio:Cerâmica comum e incaracterística.
Depositários:-
Classificação:-
Conservação:-
Processos:-







sexta-feira, 21 de novembro de 2014

29 - História de Capelins

Os Mouros nas terras de Capelins II

Como já referimos, em momentos anteriores, existem provas de que, também, os Mouros foram senhores das terras de Capelins, entre 711 - 1167/1242 /cerca de 500 anos). Aqui, desenvolveram várias atividades, desde, agricultores, pastores, comerciantes, pedreiros, ferreiros, artesãos e outras. Sabe-se que, existiam vários montes de habitação dentro das suas herdades e, ainda hoje, onde menos esperamos, aparecem-nos vestígios evidentes da sua vivência nesta região. As chamadas chaminés mouriscas, os beirais, o poial e, a laranjeira ou parreira junto à porta de casa.
Um dos vestígios dos mouros, registados no IGESPAR, localizados na Freguesia de Capelins, é a Atalaia do Monte de Calvinos, junto à Ribeira do Azevel, que a seguir, podemos observar:


Atalaia de Monte Calvinos 1
CNS:13620
Tipo:Atalaia
Distrito/Concelho/Freguesia:Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período:Idade Média
Descrição:Trata-se de uma construção circular, implantada sobre afloramento rochoso xistoso, construída em xisto ligado com terra, sem sinal de entrada. O seu interior é maciço. Nas suas imediações encontra-se um monte desocupado e, junto ao Guadiana que corre em baixo, encontram-se moinhos. A atalaia em causa não se encontra relacionada, aparentemente, com estruturas visíveis e não se encontra espólio à superfície. Esta construção encontra-se em linha com o castelo de Cuncos (Espanha) e com o castelo de Mourão.
Meio:Terrestre
Acesso:-
Espólio:cerâmicas vidradas (pós-medievais?)
Depositários:-
Classificação:-
Conservação:-
Processos:S - 13620, 2000/1(267), 7.16.3/14-10(1) e 99/1(087)



Atalaia do Monte de Calvinos - Azevel



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

28 - História das terras de Capelins

Os Mouros nas terras de Capelins I


No ano 711, os Mouros, vindos do Norte de África, entraram na Peninsula Ibérica, venceram os Visigodos e, por cá ficaram cerca de 500 anos. Parte das terras de Capelins eram muito férteis e, parece que, desde os Romanos, já não deixaram de ser cultivadas, por isso, também os mouros, aqui se dedicaram à agricultura e, à pecuária, deixando vestígios da ocupação destas terras, com maior destaque, em Calvinos, no extremo sul e sudoeste desta Freguesia de Capelins.


Divisão da Peninsula Ibérica na época muçulmana com Reinos Cristãos a Norte 












27 - História das terras de Capelins

Os Visigodos nas terras de Capelins

Após a queda do Império Romano do Ocidente, cerca de 476, vários povos invadiram a Peninsula Ibérica, logo, Portugal e, o Alentejo. Desses povos, destacam-se os Visigodos, sobre os quais, a seguir se apresenta uma descrição. Não podemos deixar de referenciar esse povo, na história de Capelins - 5000 anos de vidas,  porque, encontram-se registados no IGESPAR, locais nas terras de Capelins, onde estão as suas marcas, no Moinho da Volta, ao fundo da Freguesia, onde o rio Guadiana era impedido de continuar o seu curso normal e obrigado a contornar um obstáculo, formando aí um espaço de defesa natural (Século V/VII). Assim, os visigodos, também são antepassados dos Capelinenses.


Moinho da Volta 1
CNS:13591
Tipo:Estrutura
Distrito/Concelho/Freguesia:Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período:Idade Média (Século V/VII.)
Descrição:Provável habitat (casa) do século V/VII, situado no topo de uma pequena elevação. À superfície encontra-se cerâmica de construção, comum, telhas e tijolo. A área de dispersão é muito reduzida e os materiais são escassos.
Meio:Terrestre
Acesso:-
Espólio:Cerâmica comum, cerâmica de ola, fragmento de limonite, argamassa de terra e cerâmica moída, fragmento de telha com desenho em estola, travessão de cabelo, fivela de ferro, cabo e chuço de ferro, pregos, carvões e fauna.
Depositários:-
Classificação:-
Conservação:-
Processos:S - 13591, 7.16.3/14-10(1) e 99/1(079)




Os Visigodos chegaram em força à Península Ibérica através dos Pirenéus, no princípio do século V. Vinham em nome do imperador do Ocidente, Honório, com o propósito de estabelecer a ordem na Península, que, na altura, estava invadida por Vândalos, Suevos e Alanos. Em 585, o reino visigótico anexou o reino suevo.Os Visigodos seguiam o arianismo. Para promover a fusão, ao nível religioso, Recaredo abjurou solenemente da religião ariana em 587, tornando o catolicismo a religião oficial do Estado.

No que diz respeito ao direito, a realeza esforçou-se para que se concretizasse a unificação do direito romano com o visigótico. Assim, em 654 dá-se a promulgação de um código uno, o Liber Judiciorum, doze livros de leis inspiradas no direito romano.

A monarquia visigótica era eletiva: o rei era escolhido pelos nobres, o que provocava grandes disputas entre as famílias mais poderosas, enfraquecendo a monarquia.

Apesar de dominarem política e administrativamente o território peninsular, os Visigodos nunca foram capazes de realizar uma colonização efetiva, visto serem, em número, inferiores à restante população da região.

O reino visigodo sucumbiu à invasão muçulmana da Península, que teve lugar em 711.
In Infopédia

Visigodos nas terras de Capelins 






quarta-feira, 19 de novembro de 2014

26 - História de Capelins

Registos da Vila de Ferreira, em 1708


Como podemos verificar, no presente documento, extrato da Corografia portuguesa, e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal, apresenta-se uma descrição do então, Concelho de Terena, ao qual, a vila de Ferreira pertencia, embora, também fosse Concelho, com autonomia limitada, também, porque, dele faziam parte duas grandes herdades da Casa do Infantado, a herdade da Defesa de Ferreira e a herdade da Defesa de Bobadela, a qual, era administrada à parte do reino.


Consideramos este documento importante, não só, pela escassez de documentos desta época, mas também, pela forma como descreve a nossa região. 
Podemos ler que nesta data, 1708, ainda não são referenciadas as aldeias de Capelins de Cima e Capelins de Baixo, fundadas pela Casa do Infantado, dentro da dita Vila e da Defesa de Ferreira. Estas aldeias aparecem um pouco mais tarde, noutro documento. 
Veja-se que, em 1708 a Ermida de Nossa Senhora das Neves, já existia, prova que, de facto, foi construída nos finais do século XVII, início do século XVIII. Temos documentos, que provam a existência da Igreja Matriz de Santa Maria de Ferreira, ainda em 1664. Assim, a sua destruição, ou ruína natural, deu-se nos finais do século XVII, sendo, então, levantada no seu lugar, um pouco ao lado, esta Ermida de Nossa Senhora das Neves. 



Da Vila de Terena e seu Termo (Concelho)

No Arcebispado de Évora, sete legoas ao Nascente desta Cidade, & duas ao Poente da Villa do Redondo, em lugar alto está fundada a Villa de Terena, cujo primeiro sítio foy entre o ribeiro de Alcayde, & a ribeira Lucefeci, a qual tem seu nascimento em a serra d' Ossa, e correndo junto desta Villa pela parte do Norte por uma fecunda varzea, se chama a ribeira de Terena, cujas aguas entram no rio Guadiana, que divide o termo da Villa do Landroal dos de Alconchel, & Chelles no Reino de Castella.
Mandou povoar esta Villa, & lhe deo foral pelos annos de 1262, D. Gil Martins, pay do Conde D. Martim Gil, & sua mulher D. Maria João, que deviam povoar a Villa de Viana, & por isso forão do seu senhorio, & as teve o Conde seu filho, até que por morte delle vagarão para a Coroa. El-Rey D. Manuel lhe deo foral em Lisboa aos 10 de Outubro de 1514. He cercada de muros com seu Castello, de que eh Alcayde mór o Conde da Ponte: tem 250 vizinhos com uma Igreja Parroquial de invocação a S. Pedro com hum Prior, & dous Beneficiados, que apresenta a Coroa real, & hum Vigario da Vara.
Tem mais a Igreja da Misericordia com seu Hospital, huma Ermida de S. Antonio no Rocio, & outra de s. Sebastião, & na descida da Villa em sitio baixo huma Igreja de N. Senhora da Boa Nova, que fundou a Rainha D. Maria, mulher del Rey D. Affonso segundo de Castella, filha del Rey D. Affonso o Quarto de Portugal. He esta Igreja muito forte, & em forma de Castello, toda cercada de ameyas de pedraria, & pela parte de dentro representa huma perfeita cruz: tem seu Capelão da Ordem de Aviz com obrigaçando do meyo annal de Missas na Igreja Matriz, & conserva ainda a pia de bautizar, por ser antigamente a primeira Freguesia desta Villa, a qual se foy despovoando, por estar em lugar baixo, & pouco sadio, & se mudou para o sitio, em que hoje está.
He esta Villa abundante de pão, gado & caça: o seu termo tem seis legoas de Norte ao Sul, & duas de largo de Nascente ao Poente, com duas Freguesias, Curados, a primeira eh de Sãto António, tem 60 vizinhos, & duas Ermidas, huma de N. Senhora das Nrves na Villa de Ferreira, que dista de Terena huma legoa para a parte do Sul, & outra de S. Clara. (Esta Ermida devia pertencer à Freguesia de S. Pedro e não Santo António). 
A segunda Freguesia he dedicada a Santiago, tem 100 vizinhos, & duas Ermidas, S. Amaro, & S. Francisco na Rindeira.
Tem esta Villa treze defezas, que se repartem por sortes aos moradores, de que pagam cada hum meyo tostão ao Concelho, assistido à data das sortes o Corregedor da Comarca: & as defezas da boleta, que ah nestas nomeadas, se dão em malhadas aos moradores da Villa, & seu termo para as suas porcadas, de que paga cada hum de cada malhada o que eh necessário para os gastos do Concelho.
Termina-se o termo desta Villa com a carreira de Machos, & a ribeira Lucefeci abaixo até se meter no rio Guadiana abaixo até o moinho do Gato, & dahí sahe o Azebel acima até a Atalaya do Ramo alto a dar ao Curral de Saro, & dahí parte com a defeza de Pedra Alçada, que eh do termo de Monçaras, & vem dar a Santo Aleixo, aguas vertentes para o Norte, até chegar ao pé da Serra d'Ossa, que eh do termo da Villa do Redondo.
Tem dous Juizes ordinarios, tres Vereadores, hum Procurador do Concelho, Escrivão da Camara, Juiz dos Orfãos com seu Escrivão, hum Tabellião do Judicial, & Notas, hum Alcaide, & huma companhia da ordenança, & outra no termo.
Extrato da:
Corografia Portuguesa e Descripçam Topografica Do Famoso Reyno de Portugal, Tomo Segundo, offerecido ao Sereníssimo Rey D. João V Nosso Senhor - Author:
O P. António Carvalho da Costa - Clérigo do habito de S. Pedro, Mathematico,
natural de Lisboa, - páginas 536 & 537
Ano de MDCCVIII


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terça-feira, 18 de novembro de 2014

25 - História de Capelins

HISTÓRIA ADMINISTRATIVA DA PARÓQUIA DE SANTO ANTÓNIO DE CAPELINS 

Arquivo Distrital de Évora

NÍVEL DE DESCRIÇÃO
Fundo Fundo
CÓDIGO DE REFERÊNCIA
PT/ADEVR/PRQEVR/ADL04
TIPO DE TÍTULO
Atribuído
DATAS DE PRODUÇÃO
1633 A data é certa a 1910 A data é certa
DIMENSÃO E SUPORTE
10 U.I. (2 m.l.)
EXTENSÕES
2 Metros lineares
HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR
A Freguesia, nos séculos XVII, XVIII e até meados do século XIX era designada por Santo António, termo da Vila de Terena.

Posteriormente, aparece nos Registos Paroquiais como Santo António de Capelins, sendo actualmente denominada Capelins.

Pertencem a esta Freguesia as localidades de Ferreira de Capelins e Montes Juntos.

O orago da Freguesia é Santo António.
FONTE IMEDIATA DE AQUISIÇÃO OU TRANSFERÊNCIA
Documentação transferida da Conservatória do Registo Civil de Alandroal a 3 de Maio de 2000, e do Instituto de Registos e Notariado a 6 de Novembro de 2011.
ÂMBITO E CONTEÚDO
Registos de baptismo, casamento, óbito e de legitimação.
SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO
Classificação funcional e ordenação cronológica.
CONDIÇÕES DE ACESSO
Documentação de consulta livre.
IDIOMA E ESCRITA
Português
INSTRUMENTOS DE PESQUISA
Catálogo impresso e em suporte electrónico.
EXISTÊNCIA E LOCALIZAÇÃO DE CÓPIAS
Existem livros duplicados dos anos de 1860 a 1890
NOTAS
Os livros de registos de baptismo, casamento e óbito do ano de 1911 só possuem registos efectuados até 31 de Março, em virtude do disposto no artº 8 do Código do Registo Civil, decretado pelo então Governo Provisório da República Portuguesa.

http://digitarq.adevr.arquivos.pt/details?id=995783


574 - Terras de Capelins Ermida de Santa Clara  "Venerável relíquia de meados do século XVI, situada na Herdade de Santa Clara, a ...