sexta-feira, 31 de outubro de 2014



14 - História de Capelins 

Lugar arqueológico junto à Igreja de Santo António


Conforme os registos no IGESPAR, existem vestígios de povoadores na atual Freguesia de Capelins, não só junto ao rio Guadiana, Ribeiras de Lucefécit e Azevel, mas também, junto à Igreja de Santo António, na Cabeça de Sina, da época do Neo-Calcolítico, ou seja entre  o Neolítico e a Idade do Bronze (aproximadamente 3.300 a  1.200 a.C.), o que significa que este lugar já era povoado há cerca de 5.000 anos e continuou a ser na Idade Média e Moderna (Capelins 2)!

Documentos do IGESPAR/DGPC

Capelins 1
CNS:12389
Tipo:Habitat
Distrito/Concelho/Freguesia:Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período:Neo-Calcolítico
Descrição:Habitat pré-histórico em terreno plano e aberto onde foram identificados à superfície percutores de quartzo, seixos e lascas de quartzito.
Meio:Terrestre
Acesso:A 100 m do Capelins pelo caminho que conduz a Aldeia de Ferreira.
Espólio:Seixos afeiçoados de quartzito, percutores, escassos fragmentos de cerâmica manual e elementos de mós manuais.
Depositários:UNIARQ - Unidade de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Classificação:-
Conservação:-
Processos:7.16.3/14-10(1)





Neste caso, Idade Medieval - Moderna, talvez finais do centénio de 1400


Capelins 2
CNS:21044
Tipo:Habitat
Distrito/Concelho/Freguesia:Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período:Idade Média e Moderno
Descrição:Habitat medieval-moderno onde foi detectada à superfície cerâmica de construção e comum, de roda, com características medievais.
Meio:Terrestre
Acesso:-
Espólio:Cerâmica de construção e comum, de roda, com características medievais.
Depositários:-
Classificação:-
Conservação:-
Processos:7.16.3/14-10(1)

Igreja de Santo António de Capelins






13 - História de Capelins

Privilégios concedidos aos moradores da Vila de Ferreira
O documento infra, faz parte da história de Capelins, refere-se à Vila Defesa de Ferreira de 1314 e, foi produzido em 31 de Outubro de 1497, o qual, confirma os privilégios concedidos pelo Rei D. Manuel I, aos moradores no Lugar de Ferreira, que se situava dentro da Vila Defesa de Ferreira, (hoje, Freguesia de Capelins), de não servirem na guerra por mar ou por terra de não serem besteiros, de não pagarem peitas, fintas e talhas, de não serem presos para serem levados para outros lugares. Eram privilégios tentadores à fixação de pessoas nesta região, mas em troca destes privilégios tinham que defender militarmente este espaço geográfico. Como já referimos noutras publicações, os lavradores eram na maioria militares, ex-militares e, ordenanças, os quais, arrendavam terras para cultivar na Vila Defesa de Ferreira, mas quase todos, residiam na Vila de Terena. 
Com base neste documento podemos confirmar que no caso de um criminoso aqui se acolher, o mesmo não era preso para ser levado para outro lugar, também por isso, era Vila Defesa.


AO LUGAR DE FERREIRA, CONFIRMAÇÃO DOS PRIVILÉGIOS DOS SEUS MORADORES NÃO SERVIREM NA GUERRA POR MAR OU POR TERRA; DE NÃO SEREM BESTEIROS; DE NÃO PAGAREM PEITAS, FINTAS E TALHAS; DE NÃO SEREM PRESOS PARA SEREM LEVADOS PARA OUTROS LUGARES.

NÍVEL DE DESCRIÇÃO
Documento simples Documento simples
CÓDIGO DE REFERÊNCIA PT/TT/CHR/K/28/94-433
TIPO DE TÍTULO Formal
DATAS DE PRODUÇÃO 1497-10-31 A data é certa a 1497-10-31 A data é certa
DIMENSÃO E SUPORTE 60 linhas.
EXTENSÕES 60 Livros
ÂMBITO E CONTEÚDO
Enumeram-se outros privilégios.  Apresenta inclusa carta de D. João II, feita por João de Ferreira em Lisboa a 9 de Novembro de 1486. Apresenta inclusa na anterior carta de D. Afonso V, feita por autoridade do infante D. Pedro, tutor e curador del-rei, regedor e defensor do Reino, em Évora a 17 de Março de 1444. Pero de Lisboa a fez. Apresenta inclusa na anterior carta de D. Duarte, feita por Lopo Afonso em Santarém a 17 de Novembro de 1433. João Pais a fez.





Em conformidade com este documento, outros privilégios foram concedidos aos moradores da Vila Defesa de Ferreira, mas, apesar desses privilégios, foi sempre muito difícil fixar aqui povoadores. Este modelo, foi implementado por D. Dinis no momento da fundação da referida Vila em 1314, como alternativa aos Coutos de homiziados. No entanto, parece que não obteve o sucesso esperado, continuando nos anos seguintes, a fundação de coutos de homiziados por todo o reino.

Ermida de Nossa Senhora das Neves em Capelins













quinta-feira, 30 de outubro de 2014

12 - História das terras de Capelins

As minas de ferro, magnésio e outros metais, na Defesa de  Ferreira

Conforme podemos verificar no presente documento, emitido em 1910, muitos anos anos depois da exploração das minas de Ferreira pelos romanos, concretamente, em 25 de Agosto de 1910, foi registada na Câmara de Alandroal pelos descobridores António Fernandes Palma e António da Luz, a concessão da exploração da mina de ferro e outros metais na herdade da Defesa de Ferreira.


Repartição de Minas
______
Éditos
Havendo António Fernandes Palma e António da Luz, requerido o diploma de descobridores legaes da mina de ferro e outros metaes, da Defesa de Ferreira, situada na freguesia de Santo António de Capellins, concelho de Alandroal, districto de Évora, registada por António Fernandes Palma, na Camara Municipal do mesmo concelho em 25 de agosto de 1910, convidam-se, nos termos do artigo 24º do decreto com força de lei de 30 de setembro de 1892, todas as pessoas, a quem a referida concessão possa prejudicar, a apresentar as suas reclamações no Ministerio do Fomento, dentro do prefixo prazo de sessenta dias, contados da publicação d’este edito no Diario do Governo.
    Repartição de Minas, em 24 de agosto de 1911. --- O Engenheiro Chefe da 1ª Secção, servindo de Chefe da Repartição, E. Valerio Villaça.


(Diario do Governo Nº 198 – 25 DE AGOSTO DE 1911 – PÁG. 3612).


Mina Romana de Ferro na Defesa de Ferreira - Capelins






quarta-feira, 29 de outubro de 2014

11 - História das terras de Capelins 
O Senhorio da Vila de Ferreira
A Vila Medieval de Ferreira (hoje Freguesia de Capelins), na posse da Infanta Dª Beatriz de Castro, (neste documento, Brites) filha de D. Pedro I e de Dª Inês de Castro entre 1373 e 1378, sendo-lhe retirada pelo seu meio irmão o rei D. Fernando em 1378, por ter sido acusada de atentado para a sua morte.
Conforme consta em documentos, arquivados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, ANTT, na Chancelaria de D. Fernando, I, II, folha 36 v


Infanta Beatriz de Portugal



Infanta Beatriz de Portugal (1347 — 5 de Julho de 1381) era filha do Rei Pedro I de Portugal e de Inês de Castrodama galega que chegou a Portugal como aia de Constança Manuel, recentemente casada com D. Pedro, príncipe herdeiro da coroa na altura.
Beatriz nasceu em Coimbra entre 1347 e 1351, não se sabendo ao certo o seu ano de nascimento. Tornou-se Condessa de Alburquerque ao casar-se com Sancho de Castela, filho do rei Afonso XI de Castela e sua amante Leonor de Gusmão. Faleceu em 1381.
Quanto à questão de Beatriz ter sido uma legítima Infanta de Portugal ou, tão-só, uma filha natural de Pedro I a quem o título de Infanta nunca deveria ter sido atribuído, a verdade é que após a morte de Inês de Castro, e de haver subido ao trono, D. Pedro I tudo fez para legitimar os filhos de ambos. E de tal maneira o conseguiu que, já sendo falecida Beatriz, João das Regras, nas Cortes de Coimbra de 1385, depois de ter demonstrado com documentos na mão que o Papa Inocêncio VI se recusara a legitimá-la e aos seus dois irmãos, disse o seguinte: Ora vedes aqui, sem mais acrescentar ou minguar, toda a história, como se passou, do casamento de dona Inês e legitimação de seus filhos, a qual eu quisera escusar por honra dos Infantes, posto que sejamos em tal passo; e entendo que isso fora melhor do que me fazerem publicar de praça e semear para sempre a sua incestuosa nascença. Ou seja, João das Regras, mesmo após lamentar ter sido obrigado a exibir as provas deles serem ilegítimos, continua, apesar disso, a chamar-lhes Infantes.1 Melhor prova do que esta de que ela e os seus irmãos eram realmente reconhecidos como Infantes não podia haver.

in Wikipédia

Infanta Dª Beatriz de Castro



domingo, 26 de outubro de 2014

10 - História de Capelins
A Vila Medieval de Ferreira, vista através dos olhos da Real Academia de la Historia de Espanha


O espião espanhol, José Andrés Cornide de Folgueira y Saavedra, que andou por Portugal entre 1754 e 1801, a verificar os melhores lugares para a entrada de uma invasão espanhola em Portugal, descreve a Vila de Ferreira, como pertencendo à Paróquia de Santo António de Capelins, com apenas uma Capela dedicada a Nossa Senhora das Neves. De facto, nessa época, a Igreja de Santo António e, a sede da Paróquia, situavam-se fora do espaço geográfico da Vila de Ferreira, era na Cabeça de Sina, termo (Concelho) de Terena.
Como sabemos, a Vila Medieval de Ferreira, correspondia ao espaço geográfico a sul das herdades da Boieira, Nabais e Sina, até ao rio Guadiana, tendo por limites laterais as Ribeiras do Lucefécit e do Azevel subindo desse lado, por onde é atualmente a Freguesia de Capelins até ao extremo da herdade de Nabais, ficando esta herdade, assim como a da Sina, fora da Vila de Ferreira, pertencentes ao Concelho de Terena, mas na Paróquia de Capellins.
A sede da Vila de Ferreira, Concelho, sem foral, era junto à então Igreja Matriz de Santa Maria (Neves), mas existiam vários Montes! 
O Alcaide, Juiz, Procurador, Escrivão e, Vogais da Câmara da Vila de Ferreira. eram escolhidos entre os homens bons da dita Villa e residiam em diversos lugares da dita Vila. 
Em 1799/1800, conforme afirma José Cornide, espião espanhol, ainda existiam 32 casas no local onde, a partir de 1314, foi fundado o Lugar de Ferreira. A partir de 1698, a configuração das herdades da Villa foi alterada, as herdades da defesa de Ferreira e de Bobadela foram doadas à Casa do Infantado e, as restantes passaram para o Reino, ou talvez para a Casa das Rainhas, sendo arrendadas a lavradores, continuando a Vila a ser administrada  pelo mesmo sistema anterior, até 1834 ou 1836. Conforme vestígios arqueológicos registados no IGESPAR, que condizem com o lugar referido na informação de José Cornide, ou seja, que ficava junto à Capela de Nossa Senhora das Neves a uma légua a sul da anterior Vila de Ferreira Romana do século I..


É esta a informação de José Cornide ao Reino de Espanha, antes de 1800











Monte de Ferreira 2
CNS:21046
Tipo:Habitat
Distrito/Concelho/Freguesia:Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período:Idade Média e Moderno
Descrição:Habitat de época medieval-moderna onde foi identificada à superfície, na parte alta do olival e até junto do monte, cerâmica de construção e comum de tipo medieval. Uma lagareta de xisto e uma mó.
Meio:Terrestre
Acesso:Pelo caminho que conduz a Capela de Nossa Senhora das Neves.
Espólio:Cerâmica de construção e comum de tipo medieval. Uma lagareta de xisto e uma mó.
Depositários:-
Classificação:-
Conservação:-
Processos:7.16.3/14-10(1)
Trabalhos (1)
Bibliografia (0)


    Ermida de Nossa Senhora das Neves em Capelins











    sábado, 25 de outubro de 2014


    9 - História de Capelins

     A Conquista destas terras aos Mouros, por Geraldo Sem
     Pavor e, seu desenvolvimento até D. Dinis

    Alandroal, Elvas, Juromenha, Monsaraz e outras localidades na área do Alto Guadiana, foram conquistadas aos muçulmanos, por D. Afonso Henriques e Geraldo Sem Pavor, em 1167, depois, reocupadas por Almançor, o califa de Córdoba, ficando definitivamente no domínio português em 1228/1229, já no reinado de D. Sancho II. Por analogia, com as terras vizinhas, podemos atribuir a reconquista das terras de Capelins, dentro dessas datas.
     Conforme consta em diversos documentos históricos, foi o rei D. Sancho II que, entre 1223/1245, iniciou a cristianização, de toda esta região do alto Guadiana, deve-se a este rei, o afastamento definitivo dos muçulmanos, confirmando a posse destas terras para Portugal, porém, o seu povoamento, começa no reinado de D. Afonso III, com a Família Ribas de Vizela. Esta família, oriunda de Guimarães, fazia parte da corte de D. Sancho II e, depois de D. Afonso III, tiveram como marca familiar a lealdade e, a afeição à pessoa do rei, sendo D. Gil Martins nomeado Mordomo-Mor da Cúria e, quando o rei procedeu à distribuição das terras conquistadas, fez a doação de Terena e de Viana a D. Gil Martins Ribas de Vizela e, a sua esposa Dª. Maria Eanes, os quais, em Fevereiro de 1262, concederam o primeiro Foral à Vila de Terena e seu termo, (Concelho), incluindo as terras de Ferreira, ou seja, quase todo o espaço geográfico ocupado atualmente pelo Concelho de Alandroal. Ainda, em 13 de Dezembro de 1261, D. Gil Martins, apenas em 10 meses, chegou a entendimento com o Cabido da Sé de Évora e com o Bispo D. Martinho, sobre a construção de Igrejas em Terena e no seu termo. 
    Em 1264, D. Gil Martins exilou-se em Castela, na corte de Afonso X, o rei sábio, devido a agravos com o rei D. Afonso III, onde permaneceu até à sua morte em finais de 1274.
    Em 1275, o seu filho D. Martim Gil, que esteve sempre junto de seu pai, em Castela, voltou para Portugal, à corte de D. Afonso III, herdando os bens de seu pai, entre os quais, a Vila de Terena e seu termo (Concelho), que incluía as terras de Ferreira.  Em 1276, foi-lhe concedida a tenência de Elvas, ficando, assim, mais próximo destes seus domínios, que começou a frequentar, mostrando mais interesse na sua administração e desenvolvimento da região.
    Em 1280, já no reinado de D. Dinis, D. Martim Gil, abandonou a tenência de Elvas e voltou novamente para Castela, onde permaneceu até 1284, quando faleceu o rei Afonso X. Nesta data, voltou a Portugal, à corte de D. Dinis, que, fez dele seu Alferes-Mor, cargo que manteve até 1295, quando a seu pedido foi substituído por seu filho, também com o mesmo nome, D. Martim Gil, e faleceu ainda nesse ano.
    D. Martim Gil sucedeu a seu pai no lugar de Alferes-Mor do reino e no senhorio de Terena e Ferreira. Foi forte apoiante de D. Dinis, mas, devido a um litígio com o seu cunhado em 1312, e, devido à pronúncia do tribunal, sentiu-se ofendido e exilou-se em Castela, onde faleceu em Dezembro desse ano, não deixando descendentes masculinos, extinguindo-se com ele esta linhagem. Também com ele, se extinguiu o senhorio de Terena, voltando a Vila e as terras de Ferreira à Coroa.
    Em 1314, D. Dinis, doou a Vila de Terena e seu Concelho, ao seu filho, o infante D. Afonso, (Futuro Rei D. Afonso IV), através da Carta de Doação que se encontra no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, na Cota Atual: Chancelaria de D. Dinis livro 3 folha 88 v, conforme a seguir se transcreve:



    CARTA DE DOAÇÃO DE VIANA E TERENA, CONCEDIDA POR D. DINIS A D. AFONSO, INFANTE DE PORTUGAL


    NÍVEL DE DESCRIÇÃO
    Documento simples Documento simples

    CÓDIGO DE REFERÊNCIA
    PT/TT/CHR/C/001/0003/08801
    TIPO DE TÍTULO
    Formal
    DATAS DE PRODUÇÃO
    1279-02-16 A data é certa a 1325-01-07 A data é certa
    DIMENSÃO E SUPORTE
    1 doc.; perg.
    HISTÓRIA CUSTODIAL E ARQUIVÍSTICA
    Documento descrito no índice Portugal, Torre do Tombo, Chancelaria de D. Dinis: Índice dos próprios, L 25, f. 4 (PT/TT/ID/1/25).

    Este Instrumento de Descrição Documental, não datado, foi substituído pelo catálogo em linha, em 2010.
    COTA ATUAL
    Chancelaria de D. Dinis, liv. 3, f. 88v.
    IDIOMA E ESCRITA
    Português

    http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4627024



    Ermida de Nossa senhora das Neves em Capelins





    8 - História de Capelins 

    Descrição da Freguesia de Santo António em 1747

    Publicamos, mais um documento, sobre a Freguesia de Capelins que, nesta data, ainda não se designava por Capelins! Era Santo António, termo da Vila de Terena!
    Esta informação sobre a Paróquia de Santo António, está num Dicionário de 1747, publicado pelo Padre Luiz Cardoso. 
    Podemos comparar a mesma, com as Memórias Paroquiais de 1758, do Pároco de Santo António, Manuel Ramalho Madeira, as quais, têm apenas 11 anos de diferença temporal.  

    DICIONÁRIO GEOGRÁFICO OU NOTÍCIA HISTÓRICA DE TODAS AS CIDADES, VILLAS, LUGARES, E ALDEAS, RIOS, RIBEIRAS, E SERRAS DOS REYNOS DE PORTUGAL , E ALGARVE – TOMO I – 1747.
     S. ANTÓNIO. Freguesia na Provincia do Alentejo, Arcebispado de Évora, Comarca da Cidade de Elvas, parte della Termo da Villa de Terena, e parte da Villa de Ferreira: tem cento e dous vizinhos. Está situada em monte; descobrem-se della a Villa de Olivença, distante cinco léguas, Estremoz quatro, Évora-Monte cinco, Alandroal duas, Terena huma, Monsaraz duas, Mourão três, Xelles, no Reino de Castella duas, e Alconxel do mesmo Reino quatro léguas. Tem esta Freguesia, a parte da Villa de Ferreira, duas Aldeas chamadas Capellins de Cima, e Capellins e Baixo.
    A Paróquia está fora de povoação: he seu Orago Santo António, que está no Altar mayor, com S. Bartholomeu: os collateraes são de Nossa Senhora do Rosário, com Nossa Senhora de Belem, e S. Joseph, e outro do Santo Nome de Jesus, com S. Bento, e S. Gregório. Tem huma Irmandade das Almas. O Paroco he Cura, de apresentação dos Arcebispos de Évora: tem renda cincoenta mil reis, pouco mais, ou menos. Na parte, que está no Termo da Vila de Ferreira, tem huma Ermida de Nossa Senhora das Neves, aonde acodem romeiros no seu dia de cinco de Agosto.
    Os frutos, que recolhem os moradores desta Freguesia em mayor abundancia, são, trigo, cevada, e centeyo. Pelos confins desta Freguesia passa o rio Guadiana, e nelle recebe os rios Lucefece, e Azavel, que entrão nelle nos sítios de Roncão, e Gato”.

    https://fbstatic-a.akamaihd.net/rsrc.php/v2/y4/r/-PAXP-deijE.gif
    http://books.google.pt/books?id=J9MGPGfwSdQC&pg=PA506&lpg=PA506&dq=Villa+de+Ferreira,+Capellins&source=bl&ots=lY57HE4I8B&sig=7OLxR2b9pDa_0EpKMcC_9FeZqdI&hl=pt-PT&sa=X&ei=oGxrU7bPFoX80QW7uIDwAQ&ved=0CCQQ6AEwAA#v=onepage&q=Villa%20de%20Ferreira%2C%20Capellins&f=false



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