sábado, 25 de outubro de 2014


9 - História de Capelins

 A Conquista destas terras aos Mouros, por Geraldo Sem
 Pavor e, seu desenvolvimento até D. Dinis

Alandroal, Elvas, Juromenha, Monsaraz e outras localidades na área do Alto Guadiana, foram conquistadas aos muçulmanos, por D. Afonso Henriques e Geraldo Sem Pavor, em 1167, depois, reocupadas por Almançor, o califa de Córdoba, ficando definitivamente no domínio português em 1228/1229, já no reinado de D. Sancho II. Por analogia, com as terras vizinhas, podemos atribuir a reconquista das terras de Capelins, dentro dessas datas.
 Conforme consta em diversos documentos históricos, foi o rei D. Sancho II que, entre 1223/1245, iniciou a cristianização, de toda esta região do alto Guadiana, deve-se a este rei, o afastamento definitivo dos muçulmanos, confirmando a posse destas terras para Portugal, porém, o seu povoamento, começa no reinado de D. Afonso III, com a Família Ribas de Vizela. Esta família, oriunda de Guimarães, fazia parte da corte de D. Sancho II e, depois de D. Afonso III, tiveram como marca familiar a lealdade e, a afeição à pessoa do rei, sendo D. Gil Martins nomeado Mordomo-Mor da Cúria e, quando o rei procedeu à distribuição das terras conquistadas, fez a doação de Terena e de Viana a D. Gil Martins Ribas de Vizela e, a sua esposa Dª. Maria Eanes, os quais, em Fevereiro de 1262, concederam o primeiro Foral à Vila de Terena e seu termo, (Concelho), incluindo as terras de Ferreira, ou seja, quase todo o espaço geográfico ocupado atualmente pelo Concelho de Alandroal. Ainda, em 13 de Dezembro de 1261, D. Gil Martins, apenas em 10 meses, chegou a entendimento com o Cabido da Sé de Évora e com o Bispo D. Martinho, sobre a construção de Igrejas em Terena e no seu termo. 
Em 1264, D. Gil Martins exilou-se em Castela, na corte de Afonso X, o rei sábio, devido a agravos com o rei D. Afonso III, onde permaneceu até à sua morte em finais de 1274.
Em 1275, o seu filho D. Martim Gil, que esteve sempre junto de seu pai, em Castela, voltou para Portugal, à corte de D. Afonso III, herdando os bens de seu pai, entre os quais, a Vila de Terena e seu termo (Concelho), que incluía as terras de Ferreira.  Em 1276, foi-lhe concedida a tenência de Elvas, ficando, assim, mais próximo destes seus domínios, que começou a frequentar, mostrando mais interesse na sua administração e desenvolvimento da região.
Em 1280, já no reinado de D. Dinis, D. Martim Gil, abandonou a tenência de Elvas e voltou novamente para Castela, onde permaneceu até 1284, quando faleceu o rei Afonso X. Nesta data, voltou a Portugal, à corte de D. Dinis, que, fez dele seu Alferes-Mor, cargo que manteve até 1295, quando a seu pedido foi substituído por seu filho, também com o mesmo nome, D. Martim Gil, e faleceu ainda nesse ano.
D. Martim Gil sucedeu a seu pai no lugar de Alferes-Mor do reino e no senhorio de Terena e Ferreira. Foi forte apoiante de D. Dinis, mas, devido a um litígio com o seu cunhado em 1312, e, devido à pronúncia do tribunal, sentiu-se ofendido e exilou-se em Castela, onde faleceu em Dezembro desse ano, não deixando descendentes masculinos, extinguindo-se com ele esta linhagem. Também com ele, se extinguiu o senhorio de Terena, voltando a Vila e as terras de Ferreira à Coroa.
Em 1314, D. Dinis, doou a Vila de Terena e seu Concelho, ao seu filho, o infante D. Afonso, (Futuro Rei D. Afonso IV), através da Carta de Doação que se encontra no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, na Cota Atual: Chancelaria de D. Dinis livro 3 folha 88 v, conforme a seguir se transcreve:



CARTA DE DOAÇÃO DE VIANA E TERENA, CONCEDIDA POR D. DINIS A D. AFONSO, INFANTE DE PORTUGAL


NÍVEL DE DESCRIÇÃO
Documento simples Documento simples

CÓDIGO DE REFERÊNCIA
PT/TT/CHR/C/001/0003/08801
TIPO DE TÍTULO
Formal
DATAS DE PRODUÇÃO
1279-02-16 A data é certa a 1325-01-07 A data é certa
DIMENSÃO E SUPORTE
1 doc.; perg.
HISTÓRIA CUSTODIAL E ARQUIVÍSTICA
Documento descrito no índice Portugal, Torre do Tombo, Chancelaria de D. Dinis: Índice dos próprios, L 25, f. 4 (PT/TT/ID/1/25).

Este Instrumento de Descrição Documental, não datado, foi substituído pelo catálogo em linha, em 2010.
COTA ATUAL
Chancelaria de D. Dinis, liv. 3, f. 88v.
IDIOMA E ESCRITA
Português

http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4627024



Ermida de Nossa senhora das Neves em Capelins





8 - História de Capelins 

Descrição da Freguesia de Santo António em 1747

Publicamos, mais um documento, sobre a Freguesia de Capelins que, nesta data, ainda não se designava por Capelins! Era Santo António, termo da Vila de Terena!
Esta informação sobre a Paróquia de Santo António, está num Dicionário de 1747, publicado pelo Padre Luiz Cardoso. 
Podemos comparar a mesma, com as Memórias Paroquiais de 1758, do Pároco de Santo António, Manuel Ramalho Madeira, as quais, têm apenas 11 anos de diferença temporal.  

DICIONÁRIO GEOGRÁFICO OU NOTÍCIA HISTÓRICA DE TODAS AS CIDADES, VILLAS, LUGARES, E ALDEAS, RIOS, RIBEIRAS, E SERRAS DOS REYNOS DE PORTUGAL , E ALGARVE – TOMO I – 1747.
 S. ANTÓNIO. Freguesia na Provincia do Alentejo, Arcebispado de Évora, Comarca da Cidade de Elvas, parte della Termo da Villa de Terena, e parte da Villa de Ferreira: tem cento e dous vizinhos. Está situada em monte; descobrem-se della a Villa de Olivença, distante cinco léguas, Estremoz quatro, Évora-Monte cinco, Alandroal duas, Terena huma, Monsaraz duas, Mourão três, Xelles, no Reino de Castella duas, e Alconxel do mesmo Reino quatro léguas. Tem esta Freguesia, a parte da Villa de Ferreira, duas Aldeas chamadas Capellins de Cima, e Capellins e Baixo.
A Paróquia está fora de povoação: he seu Orago Santo António, que está no Altar mayor, com S. Bartholomeu: os collateraes são de Nossa Senhora do Rosário, com Nossa Senhora de Belem, e S. Joseph, e outro do Santo Nome de Jesus, com S. Bento, e S. Gregório. Tem huma Irmandade das Almas. O Paroco he Cura, de apresentação dos Arcebispos de Évora: tem renda cincoenta mil reis, pouco mais, ou menos. Na parte, que está no Termo da Vila de Ferreira, tem huma Ermida de Nossa Senhora das Neves, aonde acodem romeiros no seu dia de cinco de Agosto.
Os frutos, que recolhem os moradores desta Freguesia em mayor abundancia, são, trigo, cevada, e centeyo. Pelos confins desta Freguesia passa o rio Guadiana, e nelle recebe os rios Lucefece, e Azavel, que entrão nelle nos sítios de Roncão, e Gato”.

https://fbstatic-a.akamaihd.net/rsrc.php/v2/y4/r/-PAXP-deijE.gif
http://books.google.pt/books?id=J9MGPGfwSdQC&pg=PA506&lpg=PA506&dq=Villa+de+Ferreira,+Capellins&source=bl&ots=lY57HE4I8B&sig=7OLxR2b9pDa_0EpKMcC_9FeZqdI&hl=pt-PT&sa=X&ei=oGxrU7bPFoX80QW7uIDwAQ&ved=0CCQQ6AEwAA#v=onepage&q=Villa%20de%20Ferreira%2C%20Capellins&f=false



7 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Memórias Paroquiais de 1758
Extrato de um documento que, faz parte da história de Capelins, escrito em 1758, pelo Pároco Manuel Ramalho Madeira, da Paróquia de Santo António de Capellins, que tão bem ilustra o meio físico, social e geográfico em que a Paróquia estava inserida nessa época.
Pode consultar neste endereço na Torre do Tombo o documento original:

http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4238991

ANTÓNIO (SANTO), TERENA

NÍVEL DE DESCRIÇÃO
Documento simples Documento simples
CÓDIGO DE REFERÊNCIA
PT/TT/MPRQ/4/29
TIPO DE TÍTULO
Formal
DATAS DE PRODUÇÃO
1758 A data é certa a 1758 A data é certa
DIMENSÃO E SUPORTE
6 p.
COTA ATUAL
Memórias paroquiais, vol. 4, nº 29, p. 157 a 162
Informação não tratada arquivisticamente.

Texto integral de, Memórias Paroquiais de Santo António de Capelins, pelo Padre Manuel Madeira, em 1758.

Memórias paroquiais, vol. 4, n.º 29, P e. 157 a 162 N.º29 S. Antº de Terena - termo de Terena 157] Certifico eu o Pároco Manuel Ramalho Madeira Cura nesta Parochia e Igreja de Stº António Termo da vila de Terena, que he verdade que eu fiz as deligencias nesseçarias a as averiguaçoins devidas a respeito dos Interrogatorios da ordem e feitas estas não achei que, dizer mais que o seguinte. No primeiro interrogatório digo que esta Freguezia está na provincia do Alentejo no Arcebispado de Évora na comarca da cidade de Elvas e Termo da vila de Terena chamada esta Freguezia de Stº Antº de Terena. Ao segundo respondo que he de El-rei meo Senhor. Ao terceiro digo que esta Freguezia tem ouitenta e seis vizinhos duzentas e outenta pessoas Mayores sincoenta e sete menores. Ao quarto interrogatório digo que está situada em sitio nem muito alto nem muito baixo, em lugar plano dela se descobrem algumas povoaçoins que são as seguintes a primeira he a vila de Terena esta dista huma legoa, também se descobrea villa de Extremoz dista esttas sinco legoas também se avista a vila de Alandroal e esta dista duas legoas também se descobre a vila de Olivença dista estas sinco legoas descobreçe também a villa de Monçaraz dista esta duas legoas, também se descobre a villa de Mourão a qual dista desta Freguezia quatro legoas, no ssimo delas todas se descobrem também duas terras que vem a ser Cheles e esta dista legoa e meia e outra chamada Alcunchel esta dista quatro legoas não há mais que dizer. No quinto Interrogatorio digo que esta Freguezia parte esta no termo de Terena e a outra parte na Villa de Ferreira de sorte que esta villa de Ferreira he uma defeza que se olha nesta Freguezia a qual.
A qual he villa e tem Termo, tem juiz leigo Lavradores, Escrivão, Alcaide, Procurador e tudo o mais pertencentes às justiças, esta justiça e feita todos os anos pelo Corregedor da cidade de Elvas he esta villa do Serenissimo senhor Infante, tem duas Aldeias chamadas Capelins de Cima e Capelins de Baxo Consta huma de oito vizinhos e outra de seis a vila não tem mais dos moradores, nesta villa não entra outra qualquer justiça a governar a cada nada mais. Ao sexto interrogatório digo que esta Freguezia esta fora do lugar e tem quatro Aldeias chamadas huma Capelins de Sima outra capelins de Baxo outra Aldeia de (Navais) outra Aldeia de (Faleiros) nada mais. Ao sétimo respondo que o seo Orago he Stº Antonio. Tem tres Altares hum he o altar Mor em que esta o orago Santo Antonio são Bartolomeu São Francisco São Gregório, o segundo he dos [ ] São Miguel e São Bento o Terceiro eh da Senhora do Rosario, São José e Nossa Senhora de Belém, não tem naves he forrada de madeyra tem seis lrmandades primeira he de St Antonio, Nossa Senhora do Rosario, Nossa Senhora das Neves, Irmandade das Almas, Irmandade do Senhor Jesus e Irmandade de São Bento nada mais. Ao outavo respondo que o Parocho he Cura e a representação he do Reverendissimo Exº Senhor Arcebispo de Evora, tem quatro moios de renda três de trigo, e hum de sevada. Ao nono interrogatório digo nada. Ao decimo interrogatório nada. Ao interrogatório decimo primeiro nada. Ao decimo segundo nada. Ao decimo terceiro digo que na vila de Ferreira está huma
Está huma Irmida da Nossa Senhora das Neves e está fora do lugar e nada mais. Ao decimo quarto interrogatório nada; Ao decimo quinto digo que os frutos da terra são trigo, sevada e senteio; Ao decimo sexto digo que tem juis da vintena sujeito ao juiso da villa de Terena e nada mais; Ao decimo sétimo nada. Ao decimo ouitavo nada. Ao decimo nono nada. Ao duo decimo nada. Ao duodécimo primeiro digo que dista da cidade de Evora Capital do Arcebispado sete legoas, e de Lisboa Capital do Reino são vinte sete legoas. Ao duodécimos segundo interrogatório nada há que dizer. Ao duodécimo terceiro nada. Ao duodécimo quarto nada. Ao duodécimo quinto nada. Ao duodécimo sesto nada. Ao duodécimo sétimo nada. E assim nesta primeira parte não tenho mais que dizer que o referido.
Serra
Na segunda parte da ordem se ma procura saber da qualidade da serra, e assim nesta parte não tenho que dizer por não haver serra, contados estes treze interrogatórios nada, não há duvida que esta fraga tem em si creaçoins de bois, ovelhas, cabras e porcos, e também algumas creaçoins de lebres e coelhos como se procura no interrogatório decimo primeiro desta segunda parte asim não há mais que dizer.
Rio
Respondendo a terceira parte em que se procura saber do rio desta terra chamado este o rio Guadiana dizem nasce [ ] Ao segundo interrogatório digo que não nasce logo caudoso porem ao depois se faz juntas as correntes das lagoas sempre corre mas alguns anos secos se paça a pe enxuto por algumas (pontes).
Ao terceiro Interrogatório digo que no sitio desta Freguezia emtram nella duas ribeiras pequeinas chamada huma luçafece e a outra Asavel as duas que de verão nam correm por nam terem seos moinhos de pão. Ao quarto Interrogatorio digo que o dito Rio Guadiana no sitio desta Freguesia tem huma barca que leva trinta cavalgaduras e alguma gente e assim humas são maiores e outras são menores porem tres homens a governão tem seos pegos detriminados que não são todos lugares de embarcaçoins também tem alguns barqueirhos pequenos cujos governos o hum homem levam dez, dose pessoas. Ao quinto Interrogatorio he de curso quieto todo elle exçeto no tempo das enchentes e algumas correntes que tem nos asudes em que estão fundados os Moinhos. Ao sesto Interrogatorio digo que corre do Nascente ao poente. Ao sétimo Interrogatorio tarnbém cria alguns peixes e chamam-se estes bogas bordalos sarrelos, vieiros (?), barbos estes pesão até meia arroba. Ao outavo Interrogatorio digo que em todo o anno se pescan ella. Ao nono Interrogatorio digo que as pescarias são livres. Ao decimo Interrogatorio digo que em todas as suas margens se não cultivam frutos por não serem capazes porquanto tem muita força (?) que (?) nas(?) vargas tem em que se semeia trigo, sevadas, senteio milho e alguns meloaes, em partes tem muito arvoredo de azinho e oliveiras; Ao decimo primeiro Interrogatorio não há que dizer. Ao decimo segundo Interrogatorio não há memoria que não esse outro nome.
Ao Decimo Terceiro Interrogatorio dizem morre no mar e entra nelle em Mertola. Ao decimo quarto Interrogatorio digo que tem algumas asuelas e chachapos que lhe embaração o ser navegável. Ao decimo quinto não há que dizer. Ao decimo sesto digo que tem alguns Moinhos e pezoins. Ao decimo sétimo não há que dizer. Ao decimo outavo não há que dizer. Ao decimo nono digo que esta Freguezia tem distancia de legoa e meia e não passa por povoassão alguma. Ao duodécimo não há que dizer e he o que tenho digno de memoria e de como isto que [ ] tenho desta Freguezia que averiguar posso [ ] que asigno oje 13 de Junho de 1758.
O Paroco Manoel Ramalho Madeira
Légua terrestre antiga:
De acordo com os dados informados por Iraci del Nero da Costa1 , e admitindo-se que a "polegada" em questão era equivalente a 2,75 cm, pode-se construir a seguinte relação:

1 légua = 3000 braças = 6.000 varas = 30.000 palmos = 240.000 polegadas = 660.000 centímetros = 6.600 metros


Neves



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

6 - Terras de Capelins
História de Capelins

O Castro de Capelins, Defesa de Bobadela

Arqueólogo Português

Do Castello Velho vae-se para S. Miguel da Mota por uma pequena vereda, atravessando-se a ribeira do Luçafece nas passadeiras que tem junto ao moinho do Subtil. Gastam-se uns tres quartos de hora.

Foram provavelmente as populações do Castello Velho e do Castellinho as que ficavam mais proximas do sanctuario de Endovellico, que, como jà disse n-0 Archeologo^ pag. 46, estava no monte de S. Miguel da Mota; esse santuario pertenceria a uma das referidas povoações, ou a ambas. Pelo menos ninguém me soube informar à cerca de outras estações archeologicas ahi porto, apesar das minhas pesquisas. o nome de Castello Velho é frequente no districto : na serra de Ossa ha tambem um, que corresponde a um castro ; tenho noticia de outro, na freguesia de Capellins, concelho do Alandroal, sobre o Guadiana.



J. L. DE V. 


Este Castro, ao qual o arqueólogo se refere, fica situado na Freguesia de Capelins, na Defesa de Bobadela de Cima, (um pouco acima da cinza, no outeiro do Pombo) sendo parte desse espaço, agora, património do estado, por se encontrar na margem da Albufeira de Alqueva. É pequeno e, parte dele está submerso, mas quando as águas baixam no fim do verão, conseguimos ver grande parte dele. Há quem o denomine por castelinhos, embora, não apresente qualquer característica de castelo. Na sua parte mais alta, ainda se podem ver restos de grandes paredes e adivinha-se que outras estão soterradas.
Encontra-se registado no IGESPAR, devido ao Levantamento Patrimonial e Arqueológico de Alqueva, com a seguinte classificação:

Outeiro do Pombo 1
CNS:21258
Tipo:Povoado Fortificado
Distrito/Concelho/Freguesia:Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período:Idade do Ferro
Descrição:Povoado fortificado, da Idade do Ferro, caracterizado pela presença de muros e cerâmica comum, de pasta alaranjada.
Meio:Terrestre
Acesso:-
Espólio:Cerâmica comum, de pasta alaranjada.
Depositários:-
Classificação:-
Conservação:-
Processos:7.16.3/14-10(1)




Como podemos verificar esse Castro, situa-se no Outeiro do Pombo, mas encontram-se aí outros vestígios de ocupação desde o período Neolítico.


Outeiro do Pombo 4
CNS:13581
Tipo:Estrutura
Distrito/Concelho/Freguesia:Évora/Alandroal/Capelins (Santo António)
Período:Idade Média
Descrição:Possível estrutura do século V/VII. À superfície é visível um aglomerado de pedras de derrube. Pela localização dos vestígios, aparentes técnicas de construção utilizadas, espólio encontrado e proximidade de linhas de água, admitimos a possibilidade de estarmos perante uma unidade agro-pastoril.
Meio:Terrestre
Acesso:-
Espólio:Vinte e quatro fragmentos de um contentor de pequenas dimensões, cerâmica comum e de construção, escória de ferro, seixos e lascas e um fragmento de bordo de vidro de cor verde clara.
Depositários:-
Classificação:-
Conservação:-
Processos:S - 13581, 7.16.3/14-10(1) e 99/1(079)






sexta-feira, 17 de outubro de 2014


5 - História de Capelins

Freguesia de Capelins (Santo António) 

Referência e localização geográfica da Freguesia de Capelins

A Freguesia de Capelins (Santo António), fica situada na parte sudoeste do concelho de Alandroal, numa zona planáltica delimitada a norte pela ribeira de Lucefécit e a sul pela ribeira do Azevel e pelo rio Guadiana, (Barragem de Alqueva). Esta freguesia é ainda constituída pelas aldeias de Montejuntos, Ferreira de Capelins, Faleiros e uma pequenina parte da Cabeça de Carneiro.
"Capelins, são aldeias de gado, azinheiras e sobreiros em pastos ondulados, faz-me ainda não ter saudades da cidade e do barulho dos bares. Entre as terras de Rosário e de Capelins, há uma ponte que atravessa águas bentas chamada de Ribeira do Lucefécit. E o Lucefécit, por si só, que vira albufeira mais a norte, e que continua carregado de mistério, a começar pelo nome ímpio que carrega. Lucefécit parece vir, e vem mesmo segundo alguns investigadores, de Lucifer, o portador da luz que mais tarde veio a ser satanizado por quem mandava no cristianismo até passar ao exacto contrário do seu real significado: o senhor das trevas. Se há perguntas quanto à heresia que estes campos representam para algumas almas mais beatas, o Lucefécit tira-nos as dúvidas.
Aqui, nestas paragens sagradas, o que era pagão transformou-se no que ficou cristão, mas ainda é muito de cada um. Fiquei a conhecer o Alentejo do céu, por oposto ao Alentejo da terra que andei a fisgar nos últimos dias".
(da net) 

Aldeias Ribeirinhas (18)

1.Alqueva
2. Amieira
3. Campinho
4. Capelins
5. Cheles
6. Estrela
7. Granja
8. Juromenha
9. Luz
10. Marmelar
11. Mina da Orada (Pias)
12. Monsaraz
13. Monte do Trigo
14. Pedrógão
15. Póvoa S. Miguel
16. São Marcos do Campo
17. Telheiro
18. Villareal



4 - Terras de Capelins 

Alma de Capelinense

É nossa missão, como amigos de Capelins, divulgar todas as referências à nossa Freguesia.

Chegado um fim-de-semana,
fiz contas, e atravessando
as margens do Guadiana,
fui dormir a Capelins.
Na manhã do outro dia
(o Sol ainda dormia)
e eu, a pé, já caminhava
por terras de Portugal.
Andando um bom par de léguas
cheguei tarde, noite fora,
ao sítio da "Cotovia".
Batiam três da manhã
na torre da freguesia.
Ia a morrer de cansaço,
mas a voz do próprio sino,
como a força do destino,
foi-me levando p'lo braço
ao "Monte" onde ela morava...

In: “Terras de Sol – Picareta Escribante”

Igreja de Santo António de Capelins 








3 - História de Capelins

Freguesia de Capelins: Faleiros - Ferreira - Montejuntos

Serra ou Planalto da Sina em Capelins

A Serra ou planalto da Sina, localiza-se na Freguesia de Capelins – Santo António, Concelho de Alandroal, Distrito de Évora. A sua altitude ortométrica é pouco elevada, podendo passar despercebida a qualquer comum viajante ou pouco conhecedor da região. Quando em 1758, o Pároco de Santo António, Manuel Ramalho Madeira, preencheu o questionário enviado pelo Marquês de Pombal, na questão colocada sobre a existência, ou não, de alguma serra na Paróquia, ele respondeu, “não haver serra” , porque, devido à pequena elevação, a mesma não era, assim considerada!
Resposta do Pároco:
“Serra
Na segunda parte da ordem se ma procura saber da qualidade da serra, e assim nesta parte não tenho que dizer por não haver serra, contados estes treze interrogatórios nada, não há duvida que esta fraga tem em si creaçoins de bois, ovelhas, cabras e porcos, e também algumas creaçoins de lebres e coelhos como se procura no interrogatório decimo primeiro desta segunda parte assim, não há mais que dizer.”
A Serra da Sina situa-se na herdade da Sina que, também aparece em diversos documentos antigos como “Cabeça de Sina”, tem uma flora típica dos terrenos mais pobres do Alentejo, devido à secura, predomina a esteva, rosmaninho e giesta, sendo o arvoredo dominado por azinheiras. No interior da Serra, existe uma fonte bem arranjada, noutros tempos, a água era muito apreciada, mas nos últimos anos, também, devido à existência de água canalizada ao domicilio, está abandonada, sendo, pouco, ou nada utilizada. Na sua extremidade leste, encontramos a Igreja de Santo António de Capelins, o Cemitério desta Freguesia e duas casas de habitação.
Do alto desta Serra, avistamos diversas localidades, portuguesas e espanholas, como: Terena, Alandroal, Évoramonte, Elvas, Monsaraz, Cheles, Alconchel e outras, olhando a ocidente, a vista, é dominada em grande parte, pela Serra D’ Ossa.
Foram aqui encontrados vestígios de povoamentos datados do neo-calcolítico, com cerca de 5.000 anos. 
A Serra da Sina, ou Cabeça de Sina, foi uma mata do rei, pertencia ao Reino e, ficava fora da Vila de Ferreira, foi muito importante para o reino, devido à sua flora e fauna, permitindo boas montarias, por isso, aparece mencionada em “Montarias do Rei com as respetivas matas”, ou, “As matas do Rei - séculos XIV -XV” – História Florestal. Regimento de 1605, assim: “Terena – Cabeça de Sina”

Serra da Sina ou Planalto da Sina


584 - Amigos de Capelins História, lendas e tradições da Villa de Monsaraz A lenda do Fernando, filho do Padre de Monsaraz No an...