quinta-feira, 13 de agosto de 2015

136 - História de Capelins 

Segredos da Villa Defesa de Ferreira, termo da Villa de Terena (Atual Freguesia de Capelins)


Na continuidade das pesquisas sobre a história de Capelins, com base em diversos documentos oficiais, concluímos que, o senhorio da Villa Defesa de Ferreira, do termo (Concelho) de Terena. entre 24 de Março de 1376, (Era de César 1414) até 19 de Dezembro de 1378, pertenceu, de facto,  à Infanta Dª Brites/Beatriz de Castro, Condessa de Albuquerque, meia irmã do rei D. Fernando, filha de D. Pedro I e de Dª Inês de Castro. Como existiam dúvidas se a referida Dª Beatriz, tinha, ou não, sido reconhecida como Infanta, transcrevemos o que consta, neste caso, na Wikipédia, sobre esse assunto:

Beatriz de Portugal, Condessa de Alburquerque

Infanta Beatriz de Portugal (ca. 1347 — 5 de julho de 1381) era filha do Rei Pedro I de Portugal e de Inês de Castrodama galega que chegou a Portugal como aia de Constança Manuel, recentemente casada com D. Pedro, príncipe herdeiro da coroa na altura.
Beatriz nasceu em Coimbra entre 1347 e 1351, não se sabendo ao certo o seu ano de nascimento. Tornou-se Condessa de Albuquerque ao casar-se com Sancho de Castela, filho do rei Afonso XI de Castela e sua amante Leonor de Gusmão. Faleceu em 1381.
Quanto à questão de Beatriz ter sido uma legítima Infanta de Portugal ou, tão-só, uma filha natural de Pedro I a quem o título de Infanta nunca deveria ter sido atribuído, a verdade é que após a morte de Inês de Castro, e de haver subido ao trono, D. Pedro I tudo fez para legitimar os filhos de ambos. E de tal maneira o conseguiu que, já sendo falecida Beatriz, João das Regras, nas Cortes de Coimbra de 1385, depois de ter demonstrado com documentos na mão que o Papa Inocêncio VI se recusara a legitimá-la e aos seus dois irmãos, disse o seguinte: Ora vedes aqui, sem mais acrescentar ou minguar, toda a história, como se passou, do casamento de dona Inês e legitimação de seus filhos, a qual eu quisera escusar por honra dos Infantes, posto que sejamos em tal passo; e entendo que isso fora melhor do que me fazerem publicar de praça e semear para sempre a sua incestuosa nascença. Ou seja, João das Regras, mesmo após lamentar ter sido obrigado a exibir as provas deles serem ilegítimos, continua, apesar disso, a chamar-lhes Infantes. Melhor prova do que esta de que ela e os seus irmãos eram realmente reconhecidos como Infantes não podia haver.
Dª Beatriz de Castro



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