sábado, 25 de outubro de 2014

7 - Terras de Capelins 
História de Capelins 
Memórias Paroquiais de 1758
Extrato de um documento que, faz parte da história de Capelins, escrito em 1758, pelo Pároco Manuel Ramalho Madeira, da Paróquia de Santo António de Capellins, que tão bem ilustra o meio físico, social e geográfico em que a Paróquia estava inserida nessa época.
Pode consultar neste endereço na Torre do Tombo o documento original:

http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4238991

ANTÓNIO (SANTO), TERENA

NÍVEL DE DESCRIÇÃO
Documento simples Documento simples
CÓDIGO DE REFERÊNCIA
PT/TT/MPRQ/4/29
TIPO DE TÍTULO
Formal
DATAS DE PRODUÇÃO
1758 A data é certa a 1758 A data é certa
DIMENSÃO E SUPORTE
6 p.
COTA ATUAL
Memórias paroquiais, vol. 4, nº 29, p. 157 a 162
Informação não tratada arquivisticamente.

Texto integral de, Memórias Paroquiais de Santo António de Capelins, pelo Padre Manuel Madeira, em 1758.

Memórias paroquiais, vol. 4, n.º 29, P e. 157 a 162 N.º29 S. Antº de Terena - termo de Terena 157] Certifico eu o Pároco Manuel Ramalho Madeira Cura nesta Parochia e Igreja de Stº António Termo da vila de Terena, que he verdade que eu fiz as deligencias nesseçarias a as averiguaçoins devidas a respeito dos Interrogatorios da ordem e feitas estas não achei que, dizer mais que o seguinte. No primeiro interrogatório digo que esta Freguezia está na provincia do Alentejo no Arcebispado de Évora na comarca da cidade de Elvas e Termo da vila de Terena chamada esta Freguezia de Stº Antº de Terena. Ao segundo respondo que he de El-rei meo Senhor. Ao terceiro digo que esta Freguezia tem ouitenta e seis vizinhos duzentas e outenta pessoas Mayores sincoenta e sete menores. Ao quarto interrogatório digo que está situada em sitio nem muito alto nem muito baixo, em lugar plano dela se descobrem algumas povoaçoins que são as seguintes a primeira he a vila de Terena esta dista huma legoa, também se descobrea villa de Extremoz dista esttas sinco legoas também se avista a vila de Alandroal e esta dista duas legoas também se descobre a vila de Olivença dista estas sinco legoas descobreçe também a villa de Monçaraz dista esta duas legoas, também se descobre a villa de Mourão a qual dista desta Freguezia quatro legoas, no ssimo delas todas se descobrem também duas terras que vem a ser Cheles e esta dista legoa e meia e outra chamada Alcunchel esta dista quatro legoas não há mais que dizer. No quinto Interrogatorio digo que esta Freguezia parte esta no termo de Terena e a outra parte na Villa de Ferreira de sorte que esta villa de Ferreira he uma defeza que se olha nesta Freguezia a qual.
A qual he villa e tem Termo, tem juiz leigo Lavradores, Escrivão, Alcaide, Procurador e tudo o mais pertencentes às justiças, esta justiça e feita todos os anos pelo Corregedor da cidade de Elvas he esta villa do Serenissimo senhor Infante, tem duas Aldeias chamadas Capelins de Cima e Capelins de Baxo Consta huma de oito vizinhos e outra de seis a vila não tem mais dos moradores, nesta villa não entra outra qualquer justiça a governar a cada nada mais. Ao sexto interrogatório digo que esta Freguezia esta fora do lugar e tem quatro Aldeias chamadas huma Capelins de Sima outra capelins de Baxo outra Aldeia de (Navais) outra Aldeia de (Faleiros) nada mais. Ao sétimo respondo que o seo Orago he Stº Antonio. Tem tres Altares hum he o altar Mor em que esta o orago Santo Antonio são Bartolomeu São Francisco São Gregório, o segundo he dos [ ] São Miguel e São Bento o Terceiro eh da Senhora do Rosario, São José e Nossa Senhora de Belém, não tem naves he forrada de madeyra tem seis lrmandades primeira he de St Antonio, Nossa Senhora do Rosario, Nossa Senhora das Neves, Irmandade das Almas, Irmandade do Senhor Jesus e Irmandade de São Bento nada mais. Ao outavo respondo que o Parocho he Cura e a representação he do Reverendissimo Exº Senhor Arcebispo de Evora, tem quatro moios de renda três de trigo, e hum de sevada. Ao nono interrogatório digo nada. Ao decimo interrogatório nada. Ao interrogatório decimo primeiro nada. Ao decimo segundo nada. Ao decimo terceiro digo que na vila de Ferreira está huma
Está huma Irmida da Nossa Senhora das Neves e está fora do lugar e nada mais. Ao decimo quarto interrogatório nada; Ao decimo quinto digo que os frutos da terra são trigo, sevada e senteio; Ao decimo sexto digo que tem juis da vintena sujeito ao juiso da villa de Terena e nada mais; Ao decimo sétimo nada. Ao decimo ouitavo nada. Ao decimo nono nada. Ao duo decimo nada. Ao duodécimo primeiro digo que dista da cidade de Evora Capital do Arcebispado sete legoas, e de Lisboa Capital do Reino são vinte sete legoas. Ao duodécimos segundo interrogatório nada há que dizer. Ao duodécimo terceiro nada. Ao duodécimo quarto nada. Ao duodécimo quinto nada. Ao duodécimo sesto nada. Ao duodécimo sétimo nada. E assim nesta primeira parte não tenho mais que dizer que o referido.
Serra
Na segunda parte da ordem se ma procura saber da qualidade da serra, e assim nesta parte não tenho que dizer por não haver serra, contados estes treze interrogatórios nada, não há duvida que esta fraga tem em si creaçoins de bois, ovelhas, cabras e porcos, e também algumas creaçoins de lebres e coelhos como se procura no interrogatório decimo primeiro desta segunda parte asim não há mais que dizer.
Rio
Respondendo a terceira parte em que se procura saber do rio desta terra chamado este o rio Guadiana dizem nasce [ ] Ao segundo interrogatório digo que não nasce logo caudoso porem ao depois se faz juntas as correntes das lagoas sempre corre mas alguns anos secos se paça a pe enxuto por algumas (pontes).
Ao terceiro Interrogatório digo que no sitio desta Freguezia emtram nella duas ribeiras pequeinas chamada huma luçafece e a outra Asavel as duas que de verão nam correm por nam terem seos moinhos de pão. Ao quarto Interrogatorio digo que o dito Rio Guadiana no sitio desta Freguesia tem huma barca que leva trinta cavalgaduras e alguma gente e assim humas são maiores e outras são menores porem tres homens a governão tem seos pegos detriminados que não são todos lugares de embarcaçoins também tem alguns barqueirhos pequenos cujos governos o hum homem levam dez, dose pessoas. Ao quinto Interrogatorio he de curso quieto todo elle exçeto no tempo das enchentes e algumas correntes que tem nos asudes em que estão fundados os Moinhos. Ao sesto Interrogatorio digo que corre do Nascente ao poente. Ao sétimo Interrogatorio tarnbém cria alguns peixes e chamam-se estes bogas bordalos sarrelos, vieiros (?), barbos estes pesão até meia arroba. Ao outavo Interrogatorio digo que em todo o anno se pescan ella. Ao nono Interrogatorio digo que as pescarias são livres. Ao decimo Interrogatorio digo que em todas as suas margens se não cultivam frutos por não serem capazes porquanto tem muita força (?) que (?) nas(?) vargas tem em que se semeia trigo, sevadas, senteio milho e alguns meloaes, em partes tem muito arvoredo de azinho e oliveiras; Ao decimo primeiro Interrogatorio não há que dizer. Ao decimo segundo Interrogatorio não há memoria que não esse outro nome.
Ao Decimo Terceiro Interrogatorio dizem morre no mar e entra nelle em Mertola. Ao decimo quarto Interrogatorio digo que tem algumas asuelas e chachapos que lhe embaração o ser navegável. Ao decimo quinto não há que dizer. Ao decimo sesto digo que tem alguns Moinhos e pezoins. Ao decimo sétimo não há que dizer. Ao decimo outavo não há que dizer. Ao decimo nono digo que esta Freguezia tem distancia de legoa e meia e não passa por povoassão alguma. Ao duodécimo não há que dizer e he o que tenho digno de memoria e de como isto que [ ] tenho desta Freguezia que averiguar posso [ ] que asigno oje 13 de Junho de 1758.
O Paroco Manoel Ramalho Madeira
Légua terrestre antiga:
De acordo com os dados informados por Iraci del Nero da Costa1 , e admitindo-se que a "polegada" em questão era equivalente a 2,75 cm, pode-se construir a seguinte relação:

1 légua = 3000 braças = 6.000 varas = 30.000 palmos = 240.000 polegadas = 660.000 centímetros = 6.600 metros


Neves



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